Pipi Room

Relações e ralações externas mais fofoca q.b., ou em versão inglesa: "Something is rotten in the kingdom of Denmark" e em versão francesa: "Du tout et de tout - Récits de Belzébuth à son petit-fils"

terça-feira, março 23, 2010


A Grécia prognostica a Terceiro-mundialização da Europa (3/6) – (continuação)
“L’exemple du Tiers-Monde en 1982
La situation de la Grèce, liée au « surendettement », n’est pas sans rappeler celle des pays du Tiers-Monde lors de la crise de la dette de 1982. En effet, pour pouvoir faire face à leurs obligations financières, les pays du Sud, en quasi cessation de paiements, ont été « aidés » par le FMI et par la Banque mondiale. Ces institutions ont accordé des prêts aux pays du Sud afin qu’ils puissent rembourser leurs banques créancières. Lesdites banques ont ainsi pu transférer au FMI et à la Banque mondiale une bonne partie de leurs créances « pourries » (ou « actifs toxiques » en langage politiquement correct). En contrepartie, les pays « aidés » se sont vus imposer des programmes d’ajustement structurel, traduction du consensus de Washington d’inspiration néolibérale monétariste.
A travers l’application de ses dix commandements, le consensus de Washington vise à permettre aux pays sous ajustement de recouvrer la capacité d’assurer le service (principal + intérêts) de leur dette extérieure. Il faut, à n’importe quel prix, dégager des fonds pour payer les créanciers.
Réduire le déficit de l’Etat
Cette démarche passe par la compression des dépenses et l’augmentation des recettes de l’État.
L’action sur la dépense publique implique la réduction :
 de la masse salariale de la fonction publique (baisse des effectifs et/ou du niveau des traitements)  des autres dépenses de fonctionnement (éducation, social...)  des subventions (services publics, associations...)  des investissements publics (infrastructures...)
L’augmentation des recettes réclame :
 - l’alourdissement de la fiscalité
 - la privatisation de services publics rentables (eau, électricité...)
Plus généralement, la croissance est censée élargir les marges de manœuvre par le développement de l’activité économique qui, mécaniquement, augmente les recettes de l’Etat. La croissance peut être tirée par les exportations si la production nationale gagne en compétitivité externe, grâce à la dévaluation de la monnaie nationale, ou, si cette opération se révèle impossible, par la désinflation compétitive (comme pour le franc CFA avant la dévaluation de 1994) qui consiste à obtenir un taux d’inflation plus faible que celui des pays concurrents.
La philosophie des programmes d’ajustement est, in fine, d’une part, de tenter d’augmenter la production locale de surplus (par la croissance) et, d’autre part, de réduire la consommation locale dudit surplus afin de l’exporter. En aucun cas, il s’agissait de se préoccuper du bien-être des populations.”
Posted by Ernesto at 11:23 0 comments
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A Grécia prognostica a Terceiro-mundialização da Europa (2/6) – (continuação) La Grèce préfigure la Tiers-Mondialisation de l’Europe par Bernard Conte, Maître de conférences à l’université de Bordeaux, 12 mars 2010
“La Grèce est très endettée et la finance internationale attaque ce maillon faible de la zone euro pour tester la cohésion de l’ensemble, avant éventuellement de spéculer contre d’autres pays pour générer d’énormes profits.
La réaction à cette attaque devrait entraîner la mise « sous tutelle » de la Grèce par la Commission européenne, par ses partenaires au sein de la zone euro et/ou par un éventuel Fonds monétaire européen. A l’instar des pays du Tiers-Monde à partir des années 1980, la Grèce va se voir imposer un programme d’ajustement économique et social drastique, traduisant sa Tiers-Mondialisation qui préfigure sans doute celle d’autres pays européens.
La Grèce enregistre des déficits publics importants qui doivent être financés par l’emprunt dont le cumul accroît le volume de la dette de l’État. Pour rétablir la confiance de ses bailleurs de fonds privés, le pays doit réduire son endettement. A défaut, la prime de « risque », réclamée par les bailleurs, qui s’ajoute au taux d’intérêt « normal » pourrait conduire à un taux usuraire. Georges Papandréou n’a pas le choix, il doit impérativement s’endetter moins, voire diminuer le volume de la dette grecque.”
Posted by Ernesto at 11:22 0 comments
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A Grécia prognostica a Terceiro-mundialização da Europa (1/6) – Com a devida vénia e respeitando os direitos de autor, segue o resumo em francês do livro La Grèce préfigure la Tiers-Mondialisation de l’Europe, 19 de Março de 2010 por Bernard Conte.
“La cure d’austérité drastique à laquelle la Grèce est sommée de se soumettre trouve son modèle dans les politiques d’ajustement structurels qui ont été imposées par le FMI aux pays du sud après la crise de la dette déclenchée par la remontée des taux de la Fed en 1982, note l’économiste Bernard Conte. A l’époque, comme aujourd’hui, la véritable difficulté consistait à faire accepter aux peuples de supporter le coût de la crise. Mais depuis lors, les politiques permettant de faire passer ces purges amères ont été peaufinées, prévient-il, rappelant que l’OCDE a rédigé à toutes fins utiles un guide décrivant les stratégies à employer en de telles circonstances. On peut par exemple y lire que « si l’on diminue les dépenses de fonctionnement, il faut veiller à ne pas diminuer la quantité de service, quitte à ce que la qualité baisse. On peut réduire, par exemple, les crédits de fonctionnement aux écoles ou aux universités, mais il serait dangereux de restreindre le nombre d’élèves ou d’étudiants. Les familles réagiront violemment à un refus d’inscription de leurs enfants, mais non à une baisse graduelle de la qualité de l’enseignement. » Cela ne vous évoque rien ?
Posted by Ernesto at 11:20 0 comments
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sexta-feira, março 12, 2010

Brasil - 9ª economia do mundo - segundo dados revelados pelo EIU (Economist Intelligence Unit), pela BBC e pelo "Estadão" (ou seja, o conhecido jornal "Estado de S. Paulo), apesar de ter registado uma queda de 0,2% do PIB no ano passado, o Brasil, que como se sabe integra o grupo dos BRICs e o G20, continua a ser a 9ª economia do mundo, isto é considerando o ranking do PIB por PPP (puchasing power parity).  Por outras palavras, apesar da crise que também afectou o país, conduzindo-o a uma estagnação, manteve o posicionamento. À sua frente estão a Rússia e o Reino Unido. Em termos de PIB nominal, o Brasil é a 8ª economia à escala mundial.Se conseguir, este ano, um aumento da taxa de crescimento do PIB em 7% poderá ultrapassar o Reino Unido no próximo ano. Não obstante, de acordo com dados já um tanto ultrapassados do Banco Mundial (i.e., relativos a 2006), o Brasil ocupa a 62ª posição em termos de PIB per capita em ppp, com 7.967,52 dólares, situando-se abaixo de todos os estados-membros da União Europeia. A questão é que a este ritmo crescente, desde que resolva os desequilíbrios sociais e as assimetrias regionais,  e com a crise europeia, bastante mais acentuada do que a brasileira e sem qualquer luz ao fundo do túnel, a ultrapassagem da Europa pelo Brasil será uma realidade a médio prazo.



Posted by Ernesto at 03:47 0 comments
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quinta-feira, março 11, 2010

Revisão dos subsídios de representação - Cidades mais caras -  Para a ASDP, Secretário-geral, Ministro, 4º andar e companhia limitada, quando um dia tiverem tempo para rever os subsídios de representação (no actual status quo, quando Nuno Brito estiver reformado, aos 67 anos, entenda-se), as cidades mais caras do mundo são, por esta ordem:
1. Luanda
2. Tóquio
3. Nagoya
4. Yokohama
5. Kobe
6. Copenhaga
7. Oslo
8. Genebra
9.  Zurique
10. Basileia
Neste grupo, como se pode ver não figura Madrid, nem sequer no das 50 cidades mais caras. Todavia, Barcelona lá está, exactamente, na posição 50.
Se a revisão não é possível em alta, por razões óbvias, ao menos que se equilibre esta coisada. Olhem consultem as principais organizações internacionais e os índices dos custos de vida comparados. Os dados até são públicos.
Posted by Ernesto at 18:18 0 comments
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Labels: ASDP, MNE, secretário-geral, subsídios de representação
Pequenas frases para meditar - Quem disse isto?

"Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse. "
Salazar? Guerra Junqueiro? Eça de Queirós? Não, foi apenas Medina carreira há cerca de dois meses na SIC. 
Posted by Ernesto at 17:51 0 comments
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Labels: Frases, Medina carreira
Terrorismo: novas tácticas? - No passado dia 4 de Março, no final  da jornada de trabalho  do Ministério da Defesa dos EUA, um homem bem vestido, de fato e gravata, aproximou-se da entrada do Pentágono. Segundo os guardas, aparentava algum nervosismo. Aproximou-se da guarita e retirou de um dos bolsos interiores do casaco uma pistola semi-automática de 9mm, começando de imediato a disparar contra os dois guardas do serviço de segurança da entrada. Estes retiraram-se para trás dos vidros de protecção anti-bala e responderam ao fogo, enquanto o homem procurava rapidamente entrar no edifício. Poucos segundos depois, um terceiro guarda armado com uma espingarda-metralhadora confrontou e matou o atacante com uma rajada, terminando de vez com o incidente.
O "terrorista" era John Patrick Bedell, originário da Califórnia, que atravessou de automóvel os EUA de costa-a-costa para atacar em isolado o edifício do Pentágono, em Washington. e de acordo com os pormenores disponíveis (ou seja, uma viagem de automóvel de grande extensão - quase 4.000 Km - ao longo de vários dias, o facto do homem vir vestido com um fato escuro de homem de negócios), dão a entender que o o ataque foi premeditado e planeado com muita antecedência. Aparentemente, Bedell sofria de perturbações mentais e tinha sido condenado previamente por pequenas ofensas de carácter criminal, tais como a plantação de marijuana e resistência às autoridades policiais. Mais importante, porém, foram uma série de gravações e escritos que enviou para a Internet em Novembro de 2006, em que o referenciado criticava o governo federal e afirmava que os os ataques do 11 de Setembro faziam parte de uma conspiração de inspiração governamental.
Se estamos perante o que se julga ser um ataque isolado de um desequilibrado mental, não são de excluir outras hipóteses, designadamente o tratar-se de um teste à segurança às instalações do Pentágono e da Defesa dos Estados Unidos. A premeditação e o planeamento cuidado da operação dão a entender que as coisas não aconteceram por mero acaso. O estranho é que as mensagens via Web não suscitaram a natural curiosidade dos serviços secretos e de segurança.
Faltam certamente muiros aspectos por esclarecer que não se circunscrevem à simples paranóia. A ver vamos.
Posted by Ernesto at 17:37 0 comments
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Labels: Defesa, EUA, Pentágono, Terrorismo
Pequenas frases para os próximos dias - 

O melhor ditado do mundo:

Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que ás vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência.

Um bom conselho...
Nunca te justifiques... os amigos não precisam e os inimigos não acreditam. 


Posted by Ernesto at 17:10 0 comments
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Labels: conselhos, ditados, Frases

quarta-feira, março 10, 2010


MPEs ameaçam “chumbar” o orçamento do SEAE (serviço diplomático europeu) – Os membros do Parlamento Europeu exprimiram o seu descontentamento em relação a um conjunto de papéis que delineiam o que poderá vir a ser o futuro SEAE (Serviço Europeu de Acção Externa) .  Para um MPE alemão do centro-direita: “O que está neste momento no papel é insuficiente, claramente insuficiente”.
No essencial, os eurodeputados querem fazer-se ouvir nas difíceis negociações sobre o serviço diplomático da União. Temem que as actuais propostas, apresentadas e circuladas por Catherine Ashton, a responsável pela política exterior, na semana transacta, visam retirar muitas das competências presentemente da responsabilidade directa da Comissão Europeia. Acresce que as propostas de Lady Ashton não contemplam algumas solicitações explícitas dos parlamentares, como sejam as audições prévias,  em sede parlamentar, dos Chefes de Missão indigitados para as 136 delegações espalhadas pelo mundo, à semelhança, aliás, do que fazem presentemente os EUA e outros países.
Muito embora os MPEs só disponham do direito formal a serem consultados na implementação do SEAE, entendem que querem utilizar plenamente os respectivos poderes de co-decisão no financiamento e regras de recrutamento de pessoal, o que implica a respectiva revisão para satisfazer tais pretensões.
Por sua vez, um eurodeputado austríaco afirmou que o Parlamento utilizará os seus poderes no orçamento e nos regulamentos de contratação do pessoal. “Caso não se verifique uma situação de compromisso, não daremos o nosso aval a estes dois elementos”, disse o referenciado.
O SEAE é uma instituição própria que contará com cerca de 6.000 funcionários oriundos em partes iguais da Comissão, do Secretariado Geral do Conselho e dos Estados membros.
Mas as subtilezas e características próprias do serviço e a procura de um novo equilíbrio de poderes despoletaram uma batalha truculenta em Bruxelas. Por um lado, a Comissão teme perder áreas políticas cruciais para o SEAE; por outro,  os Estados membros temem que se venha a criar um serviço diluído com uma cadeia de comando fraccionada. Na disputa assiste-se a um alinhamento natural entre o Parlamento e a Comissão, procurando ambos combater a força do Conselho composto pelos Estados membros.
No essencial, os eurodeputados não aceitam que o Conselho se arvore em decisor supremo, porque a política externa não se confina  apenas à chamada PESC (Política Externa e de Segurança Comum), mas sim a todo o legado de acção da Comissão nos países terceiros onde aquela sempre dispôs  de delegações próprias. Por esta razão, os MPEs entendem que o Conselho não se pode apropriar de todos os temas e de todas as nomeações.
Toda esta retórica veio à luz do dia com alguma emotividade quando foi conhecido o conteúdo das propostas de Lady Ashton. É preciso notar que uma das preocupações de primeira linha da Comissão consiste precisamente na gestão do orçamento da política de cooperação e de ajuda ao desenvolvimento. Também pretende controlar a proposta autonomia dos Chefes das delegações da U.E. e de manter algum controlo sobre os países integrados na PEV (Política Europeia de Vizinhança). Todos este s posicionamentos são contrários às posições defendidas nos documentos de Catherine Ashton.
Esta luta intestina atingiu um ponto negativo na semana passada quando o Reino Unido e a Suécia escreveram uma carta a Lady Ashton, em que ambos, apoiando as propostas sobre a mesa,  solicitavam-lhe concomitantemente  que  não cedesse terreno às pretensões da Comissão e do Secretariado Geral do Conselho.
No fundo trata-se da criação de uma nova instituição comunitária, o que é de certa forma inédito na história recente da U.E. Por seu turno, Catherine Ashton considera que o seu principal legado é precisamente o SEAE. Todavia, com um calendário extremamente apertado - a proposta terá de ser apresentada até ao fim do mês e aprovada em Abril. – desconhece-se, em rigor, qual poderá ser o resultado final.

Posted by Ernesto at 10:11 0 comments
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Labels: Catherine Ashton, Comissão Europeia, MPEs, Parlamento Europeu, SEAE, U.E.
PEC e as aldrabices de Sócrates - Vale a pena ler isto Geração de 60: Read my lips!
Posted by Ernesto at 07:37 0 comments
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Labels: Crise, impostos, PEC, Sócrates
Madeira - Timor - Interessante este artigo, já datado do "Diário da madeira", subscrito pelo respectivo editor de política, Miguel Silva, que passamos a transcrever, com a devida vénia:


Duas linhas

Uma bofetada de luva branca
Data: 26-02-2010 




Faço parte daquele enorme grupo de madeirenses 
que nunca esqueceu a arrogância do presidente 
do Governo Regional da Madeira quando, em 
1999, disse: "Nem um tostão para Timor!" 
Fiquei ainda mais magoado quando, um ano
depois, tive a oportunidade de visitar Timor-
Leste integrado na comitiva que acompanhou
o Presidente da República Jorge Sampaio em
visita oficial. Vi casas destruídas, vi gente 
humilde, sem nada. Gente que ainda falava 
algum português, que pedia ajuda e que 
precisava mesmo dessa ajuda. E lembrava-me,
nessa Díli ainda destroçada, do presidente do
governo da minha ilha: "Nem um tostão para
Timor!". 

Agora que Timor começa a erguer-se
mas revela ainda muitas fragilidades, é a nossa 
Madeira, a 'Singapura do Atlântico', a merecer
a ajuda de fora. Ao contrário de mim, Ramos-
Horta e Xanana Gusmão já esqueceram o que
disse Jardim. E agora, em vez de nem um tostão
para a Madeira, vejo com emoção um país bem
mais pobre que a nossa rica Região a dizer:
"100 mil contos para a Madeira!". Timor,
um dos países mais pobres do mundo, desvia
dos seus cidadãos 556 mil euros (ou 750 mil
dólares) para ajudar a manter o bom nível de
vida de uma Região que se apresenta com
indicadores que a deixam como uma das mais
ricas da União Europeia. E Timor não se limita
a um tostão: oferece mais de dois euros a cada
madeirense. 

Sei que este não é o momento para
tricas políticas. Que a hora é de trabalhar pela
reconstrução, chorar os mortos e proteger os
vivos. E, sinceramente, acho que estamos a
fazer bem o que é possível fazer nesta altura.
O Governo, as Câmaras, as Juntas, os 
Voluntários. Mas é difícil ficar insensível
perante os contributos vindos de fora. Além
dos efeitos práticos na reconstrução, a 
solidariedade de anónimos e as visitas dos
'cubanos' Sócrates e Cavaco e ainda o dinheiro
 do patrão do 'Pingo Doce' obrigam-nos não 
apenas a ter mais cuidado com o planeamento
urbanístico como também a ter mais tento na
língua. Nas desgraças é assim: hoje eles, 
amanhã nós-

Posted by Ernesto at 07:06 0 comments
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Labels: Alberto João Jardim, Madeira, Ramos-Horta, Timor
Somália - Escândalo na ajuda alimentar - Segundo um relatório confidencial do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ainda sob embargo de divulgação,, mas já divulgado esta manhã pelo "New York Times"( http://www.nytimes.com/2010/03/10/world/africa/10somalia.html?th&emc=th), cerca de metade da ajuda alimentar à Somália é desviada para uma rede de empresários corruptos, islamistas radicais e pessoal local dos escritórios e agências  da ONU
O relatório apresenta um conjunto de soluções ao Secretário-geral Ban Ki-moon recomendando, por exemplo, que abra de imediato uma investigação independente, designadamente às operações do PAM (Programa Alimentar Mundial). Sugere que este programa seja reconstruído noutras bases, a partir da estaca zero, para evitar o cartel da corrupção somáli. Recorde-se que o PAM presta assistência a 2,5 milhões de pessoas, tendo despendido 485 milhões de dólares com as actividades na Somália, no ano passado. 
Assim vai a África e para lá vai o dinheirinho de todos nós. Viva a cooperação! Viva a ajuda alimentar! Viva a solidariedade fraternal com os africanos! Vamos ajudar esses desgraçados, coitadinhos!



Posted by Ernesto at 04:40 0 comments
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Labels: África, ajuda alimentar, ONU, Somália

terça-feira, março 09, 2010

Crise económico-financeira - Desde o início do ano que a crise alastra e cria raízes. Têm de ser encontradas soluções. O Euro,demasiado forte para países como a Grécia, Itália, Irlanda, Portugal e Espanha, impedem-os de prosseguir a via de um desenvolvimento harmonioso e que ingenuamente pensavam estar garantido. O problema não é apenas grego, muito embora as coisas nesse país tenham assumido maiores proporções, devido à desonestidade dos governantes e à falta de rigor das contas helénicas. Mas os outros casos têm de ser devidamente ponderados: a dívida da Irlanda atinge neste momento 10 vezes o PIB! No comments!  A Espanha vê a  situação deteriorar-se numa base diária e enquanto nos queixamos dos nossos 10 por cento de desemprego, Madrid tem quase o dobro. As medidas que tomámos no âmbito do PEC são meros paliativos que não indo ao fundo da questão não convencem ninguém e menos ainda as agências de "rating". A Itália segue-se na lista e aqui o caso pia mais fino, porque será o desmoronar de toda a construção europeia. Membro fundador da CEE, economia de grandes dimensões, quando rebentar fará cair todo o sistema. Livre de tudo isto está a "pérfida Albion" que, muito embora não esteja de boa saúde financeira,  pôde desvalorizar a seu bel-prazer a libra esterlina, uma vez que não integra a zona euro. Será, porém, sol de pouca dura e a City de Londres não é um bastião inexpugnável. Bom, bom, ou vamos criar o Fundo Monetário Europeu ou outro mecanismo qualquer do tipo bóia de salvação ou bem podemos fechar a porta da Europa de uma vez por todas. Fini! Finished! Terminado!
Posted by Ernesto at 19:01 0 comments
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Labels: Crise económico-financeira, Espanha, Europa, Irlanda, Itália, PEC, Portugal, Reino Unido, U.E.
Não façarei - As declarações do Presidente da República a propósito da crise no interior do PSD podem ser ouvidas aqui mesmo http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/portugal/Interior.aspx?content_id=913933, ao recusar-se a comentar a situação interna do partido que em tempos liderou: "Não fiz, não faço, nem façarei". Eu também não comento, não como, nem entrei.
Posted by Ernesto at 18:31 0 comments
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Sempre actual (ou atual) - Este e-mail que transcrevo recebi-o por diversas vezes, há vários meses, através dos amigos que tenho por terras lusas, não deixa porém de ser muito actual (ou atual) e portanto dou-o a conhecer ao meu nucleozinho de leitores assíduos que são capazes de o não ter ainda lido.


Cem anos depois do fim da Monarquia, já se pode dar por provado que o problema não era o rei e o seu poder moderador, mas sim os cidadãos burgueses auto-destrutivos e sem auto-estima: agora a massa popular é a mesma, passando apenas de analfabeta a iliterata, e com os mesmos ovos só se podem fazer as mesmas omelettes:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, abso lu tamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,
tornado abso lu to pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
Posted by Ernesto at 18:19 0 comments
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Labels: Guerra Junqueiro, política portuguesa, Portugal
Análise comparativa dos 4 últimos Secretários-gerais - Vamos fazê-lo proximamente. Quem foi o pior? E o melhor? Que defeitos e já agora que qualidades tinham eles? Que aptidões específicas manifestaram  para o cargo? Quem os nomeou e porquê? Estamos a falar de Rocha Páris, de Quartin Santos, de Fernando Neves e de Vasco Valente. Vamos passá-los a pente fino e enquadrá-los numa tabela classificativa. Nã há nada como realmente.
Posted by Ernesto at 18:08 0 comments
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Labels: Necessidades, Secretários-gerais
ASDP - Abri a página destes melros e eis senão quando deparo com um comunicado encimado por um título que rezava "Últimas Notícias". Trata-se de um documento reivindicativo daquela classe sócio-profissional relativo a uma reunião com Sua Excelência o Ministro de 22 de Julho de 2009! Para últimas notícias não está mal. Interrogo-me de quando datam as  penúltimas: da fundação do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Guerra já lá vão mais de dois séculos e meio? Francamente!
Sem prejuízo do que aqui referimos, há por lá coisas interessantes, mas  hoje, por via das restrições orçamentais e da má fama dos "meninós" das Necessidades, mais do que nunca considerados "descartáveis", essas lamúrias não vão a parte alguma. Já agora, vejamos: redução dos efectivos da carreira diplomática (parece que há menos 20% que há uns anos atrás), revisão dos abonos de representação (isto é da massa que se ganha lá fora e de que Madrid constitui um exemplo escandaloso), também querem seguros de saúde (e porque não seguros de vida, de automóvel contra todos os riscos e de acidentes de caça) e a eterna revisão em profundidade do estatuto  da carreira
Posted by Ernesto at 18:00 0 comments
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Labels: ASDP, Necessidades, Negócios Estrangeiros
Homenagem a Costa Martins - Este "herói" abrilino, cujos desmandos são conhecidos e não se terão apagado da memória de muito boa gente, morreu num desastre de avioneta em pleno Alentejo, há uns dias. Costa Martins (1938-2010) mereceu homenagem pública do Seixas no seu blogue (http://duas-ou-tres.blogspot.com/2010/03/costa-martins-1938-2010.html#links). É natural, o Seixas é e sempre foi um "home di esquerda", pá,  e além disso serviu honradamente na 5ª Divisão lembram-se? Consta até que deu um tiro na perna de um gajo que não lhe caíu lá no goto. Quem não gostou muito desta homenagem foi uma das suas fãs, a mãezinha dos manos Portas (Paulinho das Feiras e o eurodeputado do Bloco de Esquerda. Miguel Portas) que lá protestou à sua maneira, para depois vir bajular o Seixas que até gosta destas coisas.  Como reacção, este senhor lá deu uma cravo e outra na ferradura para não espantar a caça. O Costa Martins até nem era da sua particular simpatia, mas foi um herói do caraças, pá! Ora, vejam lá! Vale a pena ler é assim que se aprende!
Posted by Ernesto at 17:33 0 comments
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U.E. financia formas de independência energética - De acordo com um artigo da "Strafor", a Comissão Europeia anunciou que irá financiar 43 projectos para reforçar as infra-estruturas energéticas na Europa. Os projectos destinam-se a auxiliar os estados-membros da U.E., designadamente os da Europa central, a tornarem-se menos depedentes das importações oriundas da Rússia. Se bem que estas inciiativas não irão substituir integralmente as importações russas, pelo menos dificlutaraão a as pressões que Moscovo possa exrecer sobre países individualmente considerados.
Vale a pena ler o artigo na íntegra, sobretudo para quem se interessa por esta temática de primeira linha para a Europa.
Posted by Ernesto at 16:41 0 comments
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Labels: Energia, Rússia, U.E., União Europeia
Israel - Nuclear - O governo israelita quer construir uma central nuclear para aliviar a respectiva dependência em relação ao carvão e ao gás natural e - por absurdo que pareça - foi ao ponto de convidar os seus vizinhos árabes a ajudarem no desenvolvimento da central.
Deve-se sublinhar que a  utilização conjunta de "Israel" e "nuclear" constituem um coquetel exploisvo ou, mesmo, um relâmpago fulminante em terras do Médio Oriente. Não obstante, o Ministro israelita das Infra-estruturas, Uzi landau, tentou diluir tensões, sugerindo que Israel espera desenvolver  energia nuclear em cooperação com cientistas e engenheiros dos "nossos vizinhos árabes", isto segundo um "take" da Associated Press.
Israel pode estar em condições de beneficiar das vantagens do nuclear (pacífico), mas estará o país preparado para um escrutínio suplementar do seu programa nuclear em geral, em que, como se sabe, corre com  insistência o rumor de que já foram desenvolvidas (e testadas) armas nucleares? 
A proposta é descabelada e arrisca-sea constituir mais um foco de tensão. Notícia a ser seguida. 

Posted by Ernesto at 16:06 0 comments
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Labels: Israel, Médio Oriente, Nuclear
Fundo Monetário Europeu - Subsistem dificuldades para o anunciado projecto Merkel-Sarkozy, designadamente a oposição de um bom número de estados membros e de peritos financeiros, a começar pelos germânicos. Para além disso esta versão local do FMI para conceder assistência a países (caso da Grécia e outros) gravemente fustigados pela crise só poderá ver a luz do dia, mediante um novo tratado e a concordância explícita de todos os estados-membros da U.E - dificuldades de monta que envolvem laboriosas discussões e negociações técnicas, para além de todas as implicações políticas envolvidas e, sobretudo, de tempo. Todavia, na edição de hoje do "Financial Times" chama-se a atenção para a necessidade de se criar um Fundo Monetário Europeu , uma vez que, na opinião  de Giancarlo Corsetti and Harold James,  (ver aqui) detectaram-se falhas históricas, quando do lançamento da moeda comum que ameçam a estabilidade financeira da Eurozona e necessitam de ser urgentemente remediadas. Essas falhas são de duas naturezas: a primeira, consiste na ausência de um mecanismo próprio destinado a combater crises financeiras que por contágio possam vir a afectar o mercado europeu no seu todo; o segundo, seria em princípio a concessão de um créditode emergência a ser concedido, sob certas condições, a países em situação financeira difícil (bail-out clause).
Posted by Ernesto at 11:44 0 comments
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Labels: Euro, Eurozona, FMI, União Europeia
PEC e depois - É pena que não tenham tomado medidas a sério.Trata-se de um programa timorato, insuficiente, pouco claro e mentiroso. Nos tempos da outra senhora dizia-se a verdade, que a hora era de apertar cintos doesse a quem doesse, sorrisinho e cara alegre. Nos tempos da outra senhora, tomavam-se medidas a sério e ia-se ao fundo das questões: não há, não há, ponto final parágrafo. No tempos da outra senhora não se escamoteava nada: dizia-se a verdade por mais incómoda que fosse. Além disso, não se mentia, nem se enveredava pela política do engodo e do embuste: é a classe média que tem de pagar a factura, já se percebeu, já se disse, mas quem mencionou esta verdade lapaliciana foram os comentadores de turno e não os governantes. Estes têm medo. Mas medo de quê? Porque é que nos mentem compulsivamente?
Depois dizem que não sobem os impostos ("com uma única excepção", atalhou Socas, referindo-se ao agravamento fiscal para os que ganham mais de 150.000 Euros/ano), todavia, se, em rigor, não se sobem os impostos, reduzem-se as deduções fiscais na saúde, educação e PPRs, o que vem a dar ao mesmo. É isto: o "carro da tia Júlia" e o "automóvel da tia Júlia" e para os mais novinhos "o pópó da titi Julinha". Não estão a ver as diferenças?
Depois, há que convencer os outros e em especial as agências de "rating". Será que vamos passar no exame? Estou com umas dores de barriga que nem imaginam.  É triste que os países tenham de ser classificados como na escola primária. Mas nós não somos gregos que são só os piores da classe! Como dizia o meu velho professor do liceu, quando classificava alguns alunos:  "medíocre banal com tendência para menos." Aplica-se-nos.
Porque é que não exigimos responsabilidades a todos quantos nos governaram  e nos mentiram? Primeiro ao que fugiu do pântano, abandonando o país com emprego em Genebra; segundo ao que arranjou emprego em Bruxelas, abandonando o país; terceiro ao que foi despedido como uma criada de servir e não abandonou o país, porque ninguém o queria em parte alguma e, por último ao que ficou, que continua a aldrabar "incessantemente e sem cessar"e que não foge porque não pode.
Como é possível dar crédito a esta gente?
A propósito, há ainda mais facturas para pagar?
Posted by Ernesto at 11:00 0 comments
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Labels: PEC, situação económico-financeira, Sócrates
Corrupção - Sem prejuízo das "cachas" do jornais e da abertura dos  telejornais tugas, o certo é que, de acordo com os "índices de percepção da corrupção" relativos 2009 da "Transparency International" (ver aqui), Portugal, a custo, ainda ocupa uma honrosa 35ª posição, entre Dominica e Porto Rico (excelente companhia caribenha, à sombra dos coqueiros, mas  sempre  à espera dos furacões). A maioria dos nosso parceiros comunitários ultrapassa-nos, mas mais abaixo lá estão os "suspeitos do costume", ou seja os novos aderentes e as inevitáveis Itália e Grécia. As posições de topo são, previsivelmente, ocupadas  "by the good ole boys", ou seja pelos escandinavos e os chamados "meninos de coro. "Assim, nos 5 primeiros lugares, temos à cabeça a Nova Zelândia, logo seguida pela Dinamarca, por Singapura, pela Suécia e pela Suíça. Será que para o ano vamos estar bem posicionados? A Tugalândia gosta tanto deste tipo de competições...
Posted by Ernesto at 08:36 0 comments
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Labels: corrupção, Portugal, Transparency International

segunda-feira, março 08, 2010

Citações de Medina Carreira - Aqui vai mais uma para o almanaque: "Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularucho» porque não dependo do aparelho político!" 
Posted by Ernesto at 13:56 0 comments
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Labels: Medina carreira, política portuguesa
Portugal congelará los sueldos públicos hasta 2013 y subirá los impuestos a las clases altas -  Do jornal “El Mundo”, com base em agências noticiosas (AFP e Europa Press) e redacção própria, transcrevemos, com a devida vénia, o que foi publicado “on-line”,  hoje: “El Gobierno portugués del socialista José Sócrates ha presentado un plan para reducir el gasto público hasta 2013 mediante la congelación del salario de sus funcionarios, el recorte de la inversión pública y subidas de impuestos a las clases altas.
Este plan de austeridad se suma a los emprendidos por otros países de la zona euro que se encuentran en el punto de mira por sus elevados déficit, como Grecia y España. El país heleno ha aprobado recortar las pagas de los funcionarios, mientras que en España el acuerdo de Gobierno y sindicatos supone una subida salarial del 0,3% en 2010, revisable en 2012 para ajustarla a una inflación mayor.
Entre las medidas presentadas por el Ejecutivo portugués, las enfocadas al recorte del gasto representan aproximadamente la mitad del total, mientras desde el lado de los ingresos se prevé obtener entre un 15% y el 16% y el resto procederá del crecimiento de la economía.
El ministro Finanzas portugués, Fernando Teixeira dos Santos, calcula que la economía lusa crecerá desde la recesión de 2,7% del PIB previsto en 2009 hasta el 1,7% en 2013, aunque el desempleo, ahora del 9,7%, apenas bajará al 9,3% de la población activa.
Desde la perspectiva recaudatoria, el nuevo plan de austeridad elevará en los próximos tres años y de forma temporal el gravamen para las personas con ingresos superiores a 150.000 euros anuales hasta el 45%, frente al 42% actual. Además, el Gobierno prevé ingresar unos 6.000 millones de euros mediante la venta de su participación en diferentes empresas.
Respecto al recorte del gasto, el Gobierno prevé reducir la inversión pública del 4,9% del PIB en 2009 al 2,9% en 2013. Asimismo, los salarios de los funcionarios públicos crecerán por debajo de la inflación hasta 2013, mientras que se retirarán algunas de las medidas aplicadas para estimular la economía frente a la crisis y se reducirá en casi medio punto porcentual el gasto anual en prestaciones sociales del Gobierno hasta 2013.
El objetivo del Programa de Estabilidad y Crecimiento (PEC), que antes de ser remitido a Bruselas deberá debatirse en el Parlamento luso, es reducir el actual déficit público del 8,3% del Producto Interior Bruto (PIB) al 2,8% en 2013, cumpliendo así el Pacto de Estabilidad europeo."
Isto, apesar de ser meramente factual, é o que os outros dizem de nós.
Quem precisar de tradução, faça favor de deixar um comentário ou mande-me um e-mail.

Posted by Ernesto at 13:43 0 comments
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Labels: Austeridade, Crise, PEC, Portugal, situação económico-financeira, Sócrates
Citação para a História do Prof. Medina Carreira -"Não crio nenhum Partido Político porque já há demasiadas casas de má fama em Portugal!"
Posted by Ernesto at 13:26 0 comments
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Labels: Medina carreira, Partidos políticos
"Secreta" britânica envolvida em tortura de prisioneiros - Está ser travada uma autêntica batalha  legal nos tribunais londrinos, que opõe de um lado as agências  de intelligence britânicas (MI5 e MI6) e o Governo de S. M. e do outro 6 ex-detidos da prisão de Guantánamo que foram alegadamente vítimas de torturas e maus tratos, sob custódia, uma vez que foram acusados de terem perpetrados actos de terrorismo ou de terem sido cúmplices de acções terroristas. Trata-se, por ora, de uma acção cível. Não obstante, as autoridades de Londres estão a procurar por todos os meios evitar que a maioria das provas venha a público, uma vez que são consideradas "segredos de estado". 
Posted by Ernesto at 11:05 0 comments
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Labels: Guantánamo, Reino Unido, Terrorismo, Tortura
Dívida - principais países devedores em função do PIB - Dívida por cada mil dólares do PIB;
1. Iraque - 7.454,88 (2003)
2. Irlanda - 6.251,87 (2006)
3. Liberia - 439,81 (2005)
4. Guiné-Bissau - 4.369,81 (2000)
5. Reino Unido - 3.350,89 (2006)
Portugal figura na 20ª posição com 1.413,5.
Não estamos bem, mas quem tanto fala contra nós está bem pior. E é lá que estão as agências de "rating".
Ora, batatas! 
Posted by Ernesto at 10:39 0 comments
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Labels: dívida, Guiné-Bissau, Irlanda, Portugal, Reino Unido

México - subsídios aos pequenos agricultores mexicanos vão para às mãos dos barões da droga e de burocratas governamentais  - Segundo o "Los Angeles Times" os subsídios estipulados no decurso das negociações do NAFTA (Tratado de Comércio Livre da América do Norte) para auxiliar os pequenos e médios agricultorers mexicanos, a fim de poderem competir com os seus vizinhos mais a Norte, designadamente nos EUA, estão a ser desviados para os cartéis da droga ou para altos responsáveis governamentais. 


Este esquema de corrpupção está a levar muitos agricultores à falência e, concomitantemente,  encoraja a plantação de culturas ilegais (cannabis, cocaína, etc.).
 Dos 1,3 mil milhões de dólares dados a 2,7 milhões de mexicanos, cerca de 80% desse dinheiro foi parar aos bolsos  de apenas 20% dos agricultores. É importante salientar que o México passou, em pouco tempo, de exportador para importador de produtos alimentares. 

Posted by Ernesto at 10:21 0 comments
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Labels: Agricultura, corrupção, Droga, México



Fundo Monetário Europeu? – segundo uma notícia do “Financial Times” (Eurozone eyes IMF-style fund) a Alemanha e a França, atentos os casos da Grécia e de outros potenciais prevaricadores (não vale a pena indicar quais), estão a considerar uma nova iniciativa conjunta visando o reforço da cooperação e vigilância económicas na Eurozona, incluindo o possível estabelecimento de Fundo Monetário Europeu, em tudo semelhante ao FMI.
Posted by Ernesto at 05:01 0 comments
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Labels: Alemanha, Europa, Eurozona, FMI, França, Grécia

sábado, março 06, 2010

Grécia – Austeridade – Protestos - Os protestos em Atenas atingiram ontem um apreciável grau de violência, devido a confrontos entre forças da ordem e manifestantes, quando cerca de 7.000 pessoas se concentraram junto ao Túmulo do Soldado Desconhecido, nas imediações do Parlamento, onde, nessa altura, os deputados votavam o plano de austeridade económica. Este aumentará os impostos (designadamente o IVA e outros impostos indirectos) e implicará uma redução salarial para a função pública e pensionistas em média superior a 8%. Para além dos incidentes registados junto ao parlamento, verificaram-se outros junto ao Conselho de Estado quando manifestantes encapuzados se confrontaram com a policia de choque, numa tentativa de investida violenta no Ministério do Trabalho. ADEDY o sindicato da função pública efectuou paragens de trabalho em protesto contra as medidas de austeridade, nos hospitais, escolas e transportes públicos. Apenas funcionaram os chamados serviços mínimos. Também os controladores aéreos efectuaram uma paralisação de cerca de 2 horas, perturbando cerca de 60 voos. Registaram-se, igualmente, protestos em Salónica, embora em menor escala. Os protestos continuam e está prevista uma greve geral para o próximo dia 11, que contará com o apoio da segunda central sindical a GSEE, estimando-se que cerca 5 milhões de pessoas desçam às ruas.
Os “belos” exemplos que nos chegam da Grécia, para quem devia estar caladinho e ter juízo, como se sabe, estão a ser seguidos em Portugal. Proclamamos aos 4 ventos de que Portugal não é a Grécia, mas para lá caminhamos e já não é a trote é a galope. A irresponsabilidade da greve da nossa função pública na passada quinta-feira, em tudo semelhante à grega, faz-nos temer o pior, porque quando o PEC for anunciado – se é que estes governantes de merda têm coragem para tomar as medidas que se impõem – vai ser o bom e o bonito.
Posted by Ernesto at 06:09 0 comments
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Labels: Crise, Euro, Grécia
Islândia, Dívida e U.E. - Interessante este artigo publicado no "Bloguítica". Já se percebeu em que sentido vão votar os islandeses no referendo. Mas será que os ingleses e holandeses vão deixar que o forrobodó continue? Querem o FMI e entrar na U.E....No way!
Posted by Ernesto at 05:24 0 comments
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Labels: Crise, dívida, Islândia, U.E.

sexta-feira, março 05, 2010

Turquia – a República do medo - A prisão, na semana passada de várias dezenas de militares de alta patente marca claramente o derradeiro passo do regime para o autoritarismo. Nem a Europa, nem os EUA, podem dar-se ao luxo de ignorar esta metamorfose, aliás previsível, da Turquia.
A subida ao poder em 2002 do AKP o partido Islamista da Justiça e do Desenvolvimento e o movimento ultra-conservador Fethullah Gulen detém já um ascendente considerável sobre as forças policiais e os meios de comunicação social. Emulando o PM russo, Vladimir Putin, o AKP utilizou selectivamente a legislação em vigor para silenciar eficazmente os dois maiores grupos mediáticos do país.
Dogan, que controla cerca de metade dos media do país, confronta-se com o pagamento de quase 2,8 mil milhões de euros em impostos atrasados. O magnata dos media liberais Mehmet Emin Karamehmet foi condenado a 12 anos de cadeia acusado de operações bancárias ilegais de que havia sido previamente ilibado. Os editores são agora forçados a pensar duas vezes antes de publicarem crónicas, editoriais ou notícias demasiado críticas para o executivo.
Até uma data recente, os juízes e os militares foram capazes de manter os excessos governamentais sob controlo. Este aparente equilíbrio entre islamistas e secularistas desmoronou-se há algumas semanas quando os jornais gulenistas publicaram um memorando com cerca de 5.000, alegadamente redigido por militares que planeavam um golpe de estado.
A maior parte dos analistas afirmam que se os militares quisessem realmente derrubar o Governo não faria qualquer sentido descreverem pormenorizadamente o que planeavam fazer num documento com 5.000 páginas. A ideia de que os militares visavam bombardear as mesquitas históricas de Istambul e disparar contra os seus próprios aviões para precipitar o golpe – tal como está descrito no memorando – é, no mínimo, totalmente fantasiosa e na aparência fabricada. Os oficiais das F.A.s negam peremptoriamente disporem de quaisquer planos para derrubar o governo, afirmando que o documento foi, na quase totalidade, extraído de um exercício militar de 2003. Alegam que os elementos incriminatórios detalhando o suposto golpe de estado foram acrescentados ao texto inicial.
Nos últimos dois anos, os militares turcos, têm sido alvo de escutas ilegais e de acusações de que estão permanentemente a conspirar contra o governo. A questão consiste em saber se os militares vão tolerar este estado e coisas ou tencionam ripostar, como fizeram no passado, quando pensaram que a natureza laica do estado turco estava a ser ameaçada.
Posted by Ernesto at 11:07 0 comments
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Labels: Golpe de Estado, islamistas, Turquia
Euro: a situação é grave – Em queda livre, o euro aproxima-se rapidamente de um recorde de 9 meses na sua paridade com o dólar norte-americano. A este respeito, a chanceler Angela Merkel em entrevista ao FAZ (Frankfurter Allgemeine Zeitung) admitiu que o “euro encontra-se, pela primeira vez, desde que foi criado numa situação difícil”. Esta pequena frase é sintomática da gravidade da situação em que vivemos. Subsistem, pois, fortes preocupações – que, infelizmente, não se dissipam - de que a crise grega possa ter um efeito de dominó nos países da Europa Meridional, com os investidores altamente desconfiados com os mercados obrigacionistas de Portugal, Espanha e Itália.
Muitos argumentaram que a crise expôs uma debilidade estrutural da moeda comum europeia, que é uma explicação lapaliciana, como todos nós sabemos.
Mas pergunta-se: o que é que, em concreto, se poderá fazer? Existe um conjunto de soluções para a crise financeira grega, actualmente, no centro do debate: umas boas, outras más e outras, no mínimo incertas, em termos dos resultados. Enquanto alguns líderes europeus acreditam que a união monetária, por si só deverá poder resolver o problema grego, outros, pelo contrario, pretendem trazer a terreiro um “parceiro” mais duro – o FMI. Aparentemente as autoridades helénicas comunicaram às adequadas instâncias comunitárias informação infundada e não escorada em dados estatísticos fiáveis, quando da respectiva adesão ao Euro. Afigura-se como altamente provável que, para já, o Eurostat e outros organismos comunitários irão dispor de maiores poderes para poderem verificar e aferir tais informações no futuro. Esta é a panaceia preventiva da “gripe” que não resolve, porém, os problemas de fundo actuais.
Seja o que fôr, qualquer solução será necessariamente complicada e esta asserção é eufemística. É preciso não esquecer que o Tratado de Maastricht contem uma cláusula de não assistência financeira que estipula, claramente, que nem os demais estados membros nem o BCE (Banco Central Europeu) podem fornecer ajuda financeira directa a um outro Estado Membro em dificuldades sob a forma de empréstimos.
No final da semana passada, os comentadores e especialistas alemães debatiam afanosamente a repartição de culpas e a procura de responsáveis. Pura perda de tempo! Fazer rolar cabeças é fácil e satisfazer o nosso ego com uma operação detectivesca não é uma tarefa impossível, mas resolver o que está sobre a mesa, é outra história.
Como é que a Grécia vai ser do sarilho em que se meteu, como prevenir problemas similares no futuro e, para já, evitar a propagação da doença.
Dada a situação em que nos encontramos este último ponto toca-nos particularmente.
A greve geral da função pública de ontem vem debilitar-nos ainda mais e se diferenças existem em relação à situação grega, o certo é que nos aproximamos em trote acelerado de Atenas enfraquecendo ainda mais a nossa fraca argumentação e pondo em causa, injustificadamente, o Euro. A greve não poderia ter vindo em pior momento e teve lugar, egoisticamente, para defender estultos interesses corporativos completamente descabidos no momento que atravessamos, pondo em causa – e de que maneira - os interesses nacionais.
Posted by Ernesto at 05:18 0 comments
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Labels: Alemanha, BCE, Crise, Euro, Grécia, U.E.
Fardas da Japan Airlines vão ser vendidas à indústria do sexo – As fardas das hospedeiras de bordo da Japan Airlines vão ser vendidas à indústria do sexo, uma vez que são muito procuradas pelos fetichistas. Enquanto várias sex shops têm criado e vendido imitações credíveis dessas fardas, o certo é que a futura venda de uniformes autênticos pode ser uma verdadeira mina de ouro para os clientes que gostam de certo tipo de fantasias sexuais do tipo “representações de papéis específicos”. Desde que anunciou falência em Janeiro último, as equipas de bordo da Japan Airlines defrontam-se com problemas de despedimentos em massa e daí a tentação em ganharem alguma coisa com a venda dos respectivos fardamentos. Para quando, na Lusalândia, a venda da fardeta de diplomata que alguns ainda têm a pedófilos e afiliados? Se a moda pega...
Posted by Ernesto at 04:20 0 comments
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Labels: Japão
Arménia – genocídio – A Turquia chamou o seu embaixador em Washington para consultas, devido à votação por um painel do Congresso norte-americano de uma resolução que qualifica o massacre de 1,5 milhões de arménios pelos turcos otomanos no decurso da I Guerra Mundial como “genocídio”. Esta situação põem em causa o projecto do Presidente Barack Obama em criar uma “parceria modelo” com a Turquia.
Posted by Ernesto at 04:19 0 comments
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Labels: Arménia, genocídio, Turquia

quarta-feira, março 03, 2010

China e a moeda subavaliada – Pequim está sob a pressão conjunta dos EUA e da U.E., para deixar a moeda local (o yuan) valorizar-se a fim de aliviar os exportadores americanos e europeus a reduzirem os seus enormes défices comerciais com a China. Todavia, o porta-voz do Ministério chines do Comércio,Yau Jian disse que era errado para Washington apontar um dedo acusador a outros países designadamente à política monetária chinesa, a fim de solucionar os seus próprios problemas.
Posted by Ernesto at 15:39 0 comments
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Labels: China, moeda, U.E.
Roménia confunde Tahiti com Haiti - Esta está de morte....Porque é que os admitimos na U.E. quando nem sequer sabem o que estão a fazer? Resposta aqui. Agora, dizem que foi a brincar. Ora, a brincar , a brincar foi o macaquinho ao... à avó!
Posted by Ernesto at 15:22 0 comments
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O que é a U.E.? – Tratou-se sempre de um “animal de difícil definição”, mas hoje com 4 pólos de poder (o Presidente que não se sabe muito bem o que faz nem o que pensa fazer, o Presidente da Comissão, o Presidente de turno – hoje, a Espanha, amanhã a Bélgica e depois a Hungria – e o Presidente do Parlamento, cada um a puxar a brasa à sua sardinha e sem coordenação efectiva, é um barco à deriva, sem bússola, carta de navegação, comandante ou sequer piloto, ultrapassada que está pelos EUA e pelos BRICs. Existem à partida, demasiados chefes para poucos índios e mais uma vez os europeus, com o “mínimo denominador comum” chamado Tratado de Lisboa , em vez de simplificarem as coisas, puseram mais dados no “complicador”. Depois, nunca houve, nem presumo que na minha vida biológica haverá, uma politica externa comum digna desse nome, mas um somatório de acções dispersas e inconsequentes. Até porque ninguém abdicará da sua própria politica externa, tal como definida no que se julga serem os interesses nacionais de cada um. Pensem bem: será que a França, o Reino Unido, a Espanha, ou, mesmo, o rectângulo Tuga vão abdicar da sua acção no exterior, das suas zonas de influência, ou de pretensa influência, e o seu protagonismo próprio? A suposta política externa viu-se o que era aqui há uns anos com o caso da Bósnia – o símbolo da descoordenação absoluta, a maior vergonha europeia, num cenário de catástrofe, em que urgia realmente fazer-se alguma coisa em comum. Foi preciso telefonar a Clinton para que os EUA fizessem eles alguma coisa, porque a U.E. dos fala-baratos era hábil no parlatório, mas inepta na acção. Mas há mais. Porque é que, nos últimos anos, abrimos as portas de par em par e deixámos entrar uma dúzia de países, a maioria dos quais sem quaisquer condições para integrarem a União? E mais, ainda. O que é que verdadeiramente deu esta história da moeda comum, com os belos exemplos da Grécia e de outros, dos quais alegremente fazemos parte? Haverá harmonização das politicas fiscal, económica, etc para que a moeda comum seja um êxito, dentro e fora da Eurozona, ou estamos submetidos ao diktat da Alemanha, ou o Euro está, pura e simplesmente, condenado a desaparecer? Enfim, existem tantas perguntas sem resposta e entretanto o nosso continente vai, dia após dia, decaindo, afundando-se e auto-condenando-se à irrelevância. Europa, para quê?
Posted by Ernesto at 14:57 0 comments
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Labels: Europa, PESD, Política externa europeia, Tratado de Lisboa, U.E.
Crise: Luz ao fundo do túnel? – duas notícias a que se deve dar alguma relevância: o multimilionário norte-americano Warren Buffett afirmou que a actual queda dos valores imobiliários deverá terminar no próximo ano., prevendo que, por essa altura, a procura harmonizar-se-á com a oferta, hoje ainda largamente excedentária. Por outro lado e sem prejuízo das fortes quebras registadas na aviação civil, um inquérito parece demonstrar que os executivos e quadros superiores das empresas vão viajar com maior regularidade já este ano, o que se traduzirá numa inversão da curva descendente verificada no sector. Estas notícias, porém, reflectem alguns sinais de retoma, mas, apenas, relativos aos EUA.
Posted by Ernesto at 14:28 0 comments
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A EURÁBIA NÃO É POSSÍVEL (3/3) - Será que os terroristas vislumbram algum sentido no Corão para os terríveis atentados que cometem? A resposta afirmativa não necessita de muitas “nuances”. O Islão não é uma religião na acepção própria do termo, ou, se se quiser, é, quiçá, uma religião do ódio, que no seu texto canónico faz a apologia contínua do crime e do genocídio. A liberdade religiosa não contempla as prédicas e homílias das mesquitas. Acresce que a integração dos muçulmanos na Europa redundou num completo fracasso em toda a Europa. Será por culpa da xenofobia dos europeus, como continuamente dizem os políticos e os intelectualóides de serviço? É difícil conceber uma mentalidade mais xenófoba e racista que a islâmica. Chegou a hora de defender a civilização ocidental, a única, baseada na liberdade e na dignidade pessoal de homens e mulheres, e levá-lo a cabo orientando-nos pela verdade, com argumentos racionais e com informação abundante e fidedigna.

Foi para cumprir esse objectivo que Enrique de Diego publicou o seu livro “Islam, Visión crítica.”

Posted by Ernesto at 14:11 0 comments
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A EURÁBIA NÃO É POSSÍVEL (2/3) - O autor salienta que o elevado índice demográfico das comunidades muçulmanas na Europa – com frequência organizadas em bairros islamizados -, as contínuas ameaças integristas à liberdade de expressão e os brutais atentados terroristas indiscriminados aterrorizam as sociedades europeias e situam o islamismo como um problema grave. A cegueira a que foram sujeitas as populações pelas respectivas elites políticas e pela ditadura da estupidez politicamente correcta tornou-se num verdadeiro cavalo de Tróia na pretensão assumida de se converter a Europa em Eurábia. Os cidadãos europeus já não estão dispostos a seguir as ordens e advertências nem a deixar-se acorrentar por desqualificações. Vêem o perigo e querem saber.

Posted by Ernesto at 14:09 0 comments
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A EURÁBIA NÃO É POSSÍVEL (1/3)– Não podemos ficar indiferentes a um livro recentemente vindo a lume “Islam, Visión critica” da autoria de Enrique de Diego ( editorial Rambla, Madrid 2010), de que reproduzimos, a seguir, em tradução, o breve trecho de apresentação da contracapa.

Posted by Ernesto at 14:07 0 comments
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