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segunda-feira, janeiro 31, 2011

 Aposentados de ouro puro na Comissão Europeia






Recebi por e-mail um texto que divulgo sem comentários e que considero relevante para todos, como segue:


"PARA NOS ASSUSTAREM E NOS MANTEREM CALADOS E QUIETOS, FAZEM CONSTAR QUE SE A U.E. SE DESAGREGAR, A EUROPA VIRARÁ UM CAOS! A  SALVAÇÃO DOS EUROPEUS É , NO ENTANTO, VOLTAR COM TUDO AO ANTIGO, ELIMINAR ESTES POLÍTICOS CORRUPTOS, CONTROLAR AS FRONTEIRAS E CADA PAÍS REORGANIZAR UMA POLÍTICA REALÍSTICA QUE PRIVILEGIE A PRODUÇÃO INDUSTRIAL, A AGRICULTURA E O COMÉRCIO EXTERNO, DE FORMA A CRIAR EMPREGOS E PODER ECONÓMICO !SE NÃO SE FIZER ISTO, BYE-BYE EUROPA!!!


Já reparou? Os políticos europeus estão a lutar como loucos para entrar na administração da UE !
E por quê?

Leia  o que segue, pense bem e converse com os amigos.
Envie isto para os europeus que conheça!
Simplesmente, escandaloso!

Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da EU!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês.

Sim, leu correctamente!

Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha ..) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar.

Porquê e quem paga isto?

Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro.
A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!"

Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar  esta mensagem para todos os europeus.
É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia ....

Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras reformas de nababos ...
Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam.
Vejamos! Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515 € / mês. O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos)..
O seu colega, Peter Hustinx acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado.  Após 10 anos, ele terá direito a cerca de € 9 000 de pensão por mês.

É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo. É como se para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco.

Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio:
1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá € 12 500 por mês de pensão.
2. Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, € 12 900 por mês.
3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 € / mês.
Consulte a lista em:
http://www.kdo-mailing.com/redirect.asp?numlien=1276&numnews=1356&numabonneXSSCleaned=62286

Para eles, é o jackpot. No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar ... Não só as suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim, é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos.
Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos  (em 2020), etc. Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos... De quem estamos falando?
Originalmente, estas reformas de nababos eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedida a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas:: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc.

Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte ...
Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, é a sanção: avisos, multas, etc.
Sem a mínima piedade. Eles, isentaram-se totalmente disso. Parece que se está a delirar!

Esteja ciente, que até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, é suposto « verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas », beneficiam do sistema e não pagam as quotas.
E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os cotovelos, no pote da compota?
Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 € / mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem pagarem quotizações... É uma pura provocação!

O objectivo é alertar todos os cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia. Juntos, podemos criar uma verdadeira onda de pressão.

Não há dúvida de que os tecnocratas europeus continuam a gozar à nossa custa e com total impunidade, essas pensões. Nós temos que levá-los a colocar os pés na terra.

«Sauvegarde Retraites» realizou um estudo rigoroso e muito documentado que prova por  "A + B" a dimensão do escândalo. Já foi aproveitado pelos media.

http://www.lepoint.fr/actualites-economie/2009-05-19/revelations-les-retraites-en-or-des-hauts-fonctionnaires-europeens/916/0/344867 "

quarta-feira, janeiro 12, 2011

A Europa dinâmica em construção








Será que é, realmente, esta a Europa que queremos construir? É esta a Europa "politicamente correcta", multi-étnica, multi-cultural, tutti-frutti, mas, bem lá no fundo, arreigadamente anti-cristã ? É esta a Europa que renega a sua cultura, os seus fundamentos, a sua razão de ser? Temos de  ponderar, com seriedade, sobre as verdadeiras intenções  destes energúmenos, que sentados nos seus confortáveis cadeirões em Bruxelas e auferindo umas largas dezenas de milhares de euros ao fim do mês, estão a conduzir-nos  para uma Europa anémica, baça, desvirtuada e destituída de valores. Não, não a queremos!
Temos de  afirmar, aqui e agora, com veemência que não a queremos!
Não podemos assistir passivamente, mudos e quedos, a este atentado ao nosso mundo, um projecto que construímos, desde a Idade Média, com inúmeros sacrifícios, entre espadas, pólvora e sangue, ao longo de vários séculos e que ainda não terminámos. 
O carnaval findou na quarta-feirta de cinzas.  O bródio terminou de vez. A festa durou, mas acabou. 
Chegou o momento da verdadeira revolução! 
Temos de sair à rua! Temos direito à revolta! Temos de acabar com esta merda que nos querem fazer engolir!
Ouve, Zé das Osgas, é contigo que estou a falar!
Luta, por favor luta. Luta por aquilo que é teu, que é também dos teus filhos e que será dos teus netos. 
Luta!

Lettre de Christine Boutin à José Manuel Barroso (23/12/2010)


 La Présidente

Paris, le 23 décembre 2010


A l’attention de Monsieur José Manuel Barroso
 

Président de la Commission européenne

Monsieur le Président,



Comme vous le savez, la Commission européenne a produit plus de trois
millions d’exemplaires d’un agenda aux couleurs de l’Union européenne

pour les écoles secondaires. Cet agenda comprend la mention des fêtes
juives, hindoues, sikhs et musulmanes, mais aucune fête chrétienne n’y
est signalée. Même la page du 25 décembre est vide…
Comment une telle discrimination est-elle possible ?
Mon inquiétude, mon incompréhension, et même mon indignation sont grandes.
La Commission européenne peut-elle prétendre à un oubli ? Mais comment
peut-on involontairement omettre de mentionner la fête de Noël,
célébrée à travers toute l’Europe par de nombreuses personnes même

non-chrétiennes ?
Vraiment, je ne peux l’accepter.
Au nom de la vérité, au nom de la reconnaissance de ce qui a été et de

 ce qui est, je ne peux l’accepter. Le rôle de la religion chrétienne
dans la formation de l’Europe est un fait historique indéniable, et il
est aberrant qu’un agenda réalisé par la Commission européenne ne la
mentionne d’aucune façon. Comment est-il possible d’affirmer que cet
agenda constitue une « mine d’informations sur l’Union Européenne »,
en ôtant toute référence au christianisme ? Comment prétendre
instruire des jeunes sur l’Union européenne en niant une religion qui
a tant contribué à sa construction et à son unité ?
Ensuite, je ne peux l’accepter, au nom d’une grande partie de la
population européenne dont le christianisme est la religion. Je refuse
que soit ainsi nié, oublié ce qui revêt une importance si grande dans
la vie de toutes ces personnes, ce socle de valeurs et de convictions
qu’elles ont en commun.

Enfin, je ne peux l’accepter, au nom des millions de chrétiens
persécutés et tués à travers le monde en raison de leur foi. Comment
l’Europe peut-elle faire preuve d’une ignorance totale vis-à-vis d’une
religion au nom de laquelle ils souffrent et meurent, vis-à-vis de
fêtes qu’ils ne peuvent célébrer qu’au péril de leur vie ?
En espérant votre soutien en faveur d’une Europe qui promeuve le
dialogue entre les religions, et qui valorise le rôle et l’apport de
chacune dans la construction d’une société de paix, de prospérité et
de tolérance, je vous prie d’agréer, Monsieur le Président, mes
sincères et respectueuses salutations.





Christine BOUTIN

Ancien Ministre

En copie à MM. John Dalli, Herman Von Rompuy, Jerzy Buzek et Wilfried Martens

sábado, novembro 27, 2010

Reino Unido fora da UE! Já!



O "Daily Expres" continua com a sua cruzada. Leiam, leiam, para não alegarem ignorância sobre o assunto. Ah, e já agora, leiam também as cartas dos leitores, que esclarecem de uma forma ainda mais clara o conteúdo dos artigos e a mente dos ilhéus.
Quando eu era miúdo existia uma musiquinha com a seguinte letra:

If you wanna go
It's alright
If you wanna go
Go now, or else, you gonna stay all night.

Cumpra-se como nele se contém!

Leiam esta pérola:


Esta foi a primeira página de ontem (dia 26), a de hoje, cuja transcrição segue é igualmente interessante:


IT'S SO EASY TO GET US OUT OF EUROPE, JUST A CASE OF SAYING: WE QUIT


Pressure is mounting for Britain to break free from Brussels.

Saturday November 27,2010
By Daily Express Reporter

BRITAIN could quit the European Union virtually overnight to herald a new era of independence and freedom, campaigners declared yesterday.
Supporters of the fast-growing Daily Express crusade for an exit from EU control insisted that a simple parliamentary vote at Westminster would be enough to end nearly four decades of Brussels meddling.

They poured scorn on Britain is now so tied in, departure is impossible. Tory MP Douglas Carswell said: “It would be relatively straightforward. The idea it would be a hugely complex process is just not true.”

New rules attempting to stop nations quitting the EU were introduced three years ago under the controversial Lisbon Treaty. A new two-year departure process was introduced in a bid to discourage any bolt for the exit door as support for the union sank across Europe.

But leading British Euro-sceptics told the Daily Express that a straight decision by MPs and peers to scrap the legislation that established the country’s membership in the first place would be enough to set us free.

Parliament could repeal the 1972 European Communities Act and then defy any attempt by Eurocrats to block the walkout. Mr Carswell said: “There has been lots of secondary legislation passed over the years but that would be swept away by getting rid of the original act.”

Repealing the 1972 Act, introduced under former Tory prime minister Edward Heath, would require a series of votes in the Commons and the Lords, and the Royal Assent.

 But once the parliamentary procedure was complete, EU bosses could do little to stand in Britain’s way. Britain could then negotiate new relations with countries in Europe and around the rest of the world.
Mr Carswell said: “My view is that we should have a bilateral agreement with the EU to ensure freedom of movement of goods and services. “We could also establish new free trade agreements with other nations.”

Under Britain’s unwritten constitution there is no legal requirement for a referendum. But many campaigners believe a nationwide poll would help overcome an inevitable rearguard action by Euro supporters.

Mr Carswell added: “The Foreign Office would be bound to be against,as would much of the judiciary and many corporate interests. A referendum would make it much easier to overcome those vested interests.”

But Edward Spalton, vice-chairman of the Campaign for an Independent Britain, feared any referendum could be manipulated by opponents. Until Lisbon in 2007 there was no official procedure for withdrawal. In a rare example, the Danish territory Greenland quit the EU in 1985 by simply declaring its intention to go.

Mr Spalton said: “There is now a procedure for leaving but it is designed to be so humiliating and disadvantageous few countries would choose it.”

quinta-feira, novembro 18, 2010

Serviço Europeu de Acção Externa




Qual o papel desempenhado pelo Parlamento Europeu nas negociações sobre a organização, estrutura e funcionamento do Serviço Europeu de Acção Externa SEAE?
O SEAE, liderado por Lady Catherine Ashton,  é uma das inovações mais importantes do Tratado de Lisboa (TL), que, entre os seus múltiplos objectivos, pretende primordialmente reforçar o papel da U.E. na cena internacional. Este novo serviço diplomático será composto por funcionários das instituições europeias (designadamente, do Secretariado Geral do Conselho e da Comissão) e dos 27 Estados-membros. O Parlamento Europeu (PE) que viu reforçado o respectivo papel no processo de tomada de decisões após a entrada em vigor do TL tem sido um actor-chave nas negociações entre o Conselho e a Comissão para a criação,  configuração e modus operandi do SEAE. A necessidade de contar com o PE para a adopção dos Regulamentos sobre o orçamento e o estatuto do pessoal, forçou a transformação do processo de consultas no hemiciclo de Estrasburgo num processo de decisões efectivas, em que o PE conseguiu impor várias das suas petições relativas à organização e funcionamento do SEAE. É esta uma realidade nova que se tem de tomar em linha de conta.
Resta saber, sem prejuízo de todas as louváveis intenções,  o que é que o SEAE poderá fazer, em nome da Europa, num período de claro esbatimento e desprestígio do nosso continente, em termos internacionais.



Portugal - situação económico-financeira:




Para quem ainda não leu, segue a declaração do Eurogrupo sobre o nosso "jardim à beira mar plantado":


Statement by the Eurogroup Portugal
The Eurogroup, the European Commission and the ECB welcome the recent confirmation by the Portuguese government of its commitment to ensure a reduction of the public deficit to 4.6% of GDP in 2011, and the draft budget proposal recently released.
The rigorous implementation of this deficit reduction plan will ensure the stabilisation of the public debt ratio as planned.
We also welcome the announcement that the government will step up the structural reform agenda. We invite the Portuguese authorities to further specify such reforms, which shall aim at enhancing potential GDP growth and competitiveness by focusing on removing rigidities in the product and labour markets, including in wage formation, and improving productivity.
We are confident in the ability of the Portuguese government to pass the 2011 budget previously agreed with the main opposition party and to implement the appropriate measures in order to achieve the 2011 deficit target.

quarta-feira, junho 16, 2010

Aposentação nas instituições comunitárias
Reproduzo exactamente como o recebi. O texto não é demagógico, mas ou há moralidade...




Escândalo na UE! ! ! 
(foi traduzido de um original em francês, recebido por e-mail) 

Leia  o que segue, pense bem e converse com os amigos.
Envie isto para os europeus que conheça!
Simplesmente, escandaloso
. 

Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 
€ / mês para os funcionários da EU!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 € / mês. 
Sim, você leu correctamente! 
Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha...) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar. 
Porquê e quem paga isto? 
Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro.
A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!" 

Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar esta mensagem para todos os europeus.
É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia ....

Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras reformas de nababos...
Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam.

Vejamos! Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados adquire
, depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1.515 € / mês. O equivalente daquilo que recebe, em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos)... 
O seu colega, Peter Hustinx, acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado.  Após 10 anos, ele terá direito a cerca de € 9.000 de pensão por mês. 
É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo. É como se para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco. 
Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio:
1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá € 12
.500 por mês de pensão.
2. Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, € 12
.900 / mês.
3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14
.000 € / mês. 
 Consulte a lista em:
 
http://www.kdo-mailing.com/redirect.asp?numlien=1276&numnews=1356&numabonne=62286 
  
Para eles, é o jackpot. No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar... Não só as suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim, é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos.
Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos (em 2020), etc. Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos... De quem estamos a falar?
Originalmente, estas reformas de nababos eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedidas a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc.

Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte...
Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, é a sanção: avisos, multas, etc. Sem a mínima piedade. Eles, isentaram-se totalmente disso. Parece que se está a delirar!

Esteja ciente que até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, é suposto «verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas», beneficiam do sistema e não pagam as quotas.
E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os cotovelos, no pote da compota?

Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12
.500 a 14.000 € / mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem pagarem quotizações... É uma pura provocação!
O meu objectivo é alertar todos os cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia. Juntos, podemos criar uma verdadeira onda de pressão.
  
Não há dúvida de que os tecnocratas europeus continuam a gozar, à nossa custa e com total impunidade, dessas pensões. Nós temos que levá-los a colocar os pés na terra.

«Sauvegarde Retraites» realizou um estudo rigoroso e muito documentado que prova por  "A + B" a dimensão do escândalo. Já foi aproveitado pelos mídia. 

 
http://www.lepoint.fr/actualites-economie/2009-05-19/revelations-les-retraites-en-or-des-hauts-fonctionnaires-europeens/916/0/344867 

quinta-feira, junho 10, 2010

Sermão contra as Armas da Holanda


Sou quase tentado a parafrasear a célebre prédica do Padre António Vieira, mas é melhor passarmos adiante.
Existe, agora, um conjunto de países da Eurolândia, cuja população em inquéritos de opinião pública e quando vai a votos exprime-se significativamente contra o Euro. Ainda, ontem a Holanda votou em partidos que são contra a moeda única e preferem fazer marcha atrás e voltar ao florim. Os alemães também não querem. E a fila não acaba aqui. Ninguém quer subsidiar o Sul, pobre e coitado. Nem tão-pouco o Centro, ou o Leste. Em tempos de vacas gordas ninguém se queixava, antes pelo contrário. Agora, perante a debilidade e magreza das vaquinhas que já não dão leite, querem acabar com isto. Pois, que acabem!
Numa entrevista extraordinária transmitida pela "Euronews" dizia uma senhora holandesa que o Sul está a pôr em causa o sistema social que lhes deu tanto trabalhinho a conseguir. Não fala dos gastos dos sistemas de saúde, de previdência, etc... hoje, clara e manifestamente,  incomportáveis. Não fala da engorda das suas vacas, à custa dos imigrantes e das exportações para onde...para o Sul e para o Leste. Não fala da quebra de natalidade e do saldo fisiológico negativo. Não fala da mudança dos tempos e que a Europa deixou de ser, desde há muito, o centro do mundo. Não fala da quebra de valores éticos bem patente nas ruas de Amsterdão ou de Roterdão(Quem não conhece o "Red Light District"?) Não falam dos males que verdadeiramente os afligem e atribuem as culpas aos outros (que também as têm, niniguém o nega). 
Que é feito do espírito europeu? 
Que é feito da solidariedade? 
Que é feito desta construção que se pretendia política de uma Europa cada vez mais consistente, mais unida e fraterna?
A Europa, como conceito, como ideia de força mobilizadora e criativa acabou, morreu, desapareceu, mas ninguém quer ainda comprar um ramo de flores para o enterro, nem sequer mudar de roupa para ir ao funeral, pelo menos com uma vestimenta mais escura.

quinta-feira, maio 20, 2010

Crise? Soluções. Existem?
Creio que vale a pena ler. Quem sai?  A Alemanha ou a Grécia? Ou dobramos a finados pela Eurozona? Estamos todos metidos no mesmo barco e não sâo os nossos troca-tintas que nos ajudam a sair desta confusão. Especulações à parte, há muito que sabiam no que poderia ser realmente o resultado desta aventura. Quem nos acode?


Germany, Greece and Exiting the Eurozone

May 18, 2010
The Financial Crisis and the Six Pillars of Russian Strength
By Marko Papic, Robert Reinfrank and Peter Zeihan
Rumors of the imminent collapse of the eurozone continue to swirl despite the Europeans’ best efforts to hold the currency union together. Some accounts in the financial world have even suggested that Germany’s frustration with the crisis could cause Berlin to quit the eurozone — as soon as this past weekend, according to some — while at the most recent gathering of European leaders French President Nicolas Sarkozy apparently threatened to bolt the bloc if Berlin did not help Greece. Meanwhile, many in Germany — including Chancellor Angela Merkel herself at one point — have called for the creation of a mechanism by which Greece — or the eurozone’s other over-indebted, uncompetitive economies — could be kicked out of the eurozone in the future should they not mend their “irresponsible” spending habits.
Rumors, hints, threats, suggestions and information “from well-placed sources” all seem to point to the hot topic in Europe at the moment, namely, the reconstitution of the eurozone whether by a German exit or a Greek expulsion. We turn to this topic with the question of whether such an option even exists.

The Geography of the European Monetary Union

As we consider the future of the euro, it is important to remember that the economic underpinnings of paper money are not nearly as important as the political underpinnings. Paper currencies in use throughout the world today hold no value without the underlying political decision to make them the legal tender of commercial activity. This means a government must be willing and capable enough to enforce the currency as a legal form of debt settlement, and refusal to accept paper currency is, within limitations, punishable by law.
The trouble with the euro is that it attempts to overlay a monetary dynamic on a geography that does not necessarily lend itself to a single economic or political “space.” The eurozone has a single central bank, the European Central Bank (ECB), and therefore has only one monetary policy, regardless of whether one is located in Northern or Southern Europe. Herein lies the fundamental geographic problem of the euro.
Europe is the second-smallest continent on the planet but has the second-largest number of states packed into its territory. This is not a coincidence. Europe’s multitude of peninsulas, large islands and mountain chains create the geographic conditions that often allow even the weakest political authority to persist. Thus, the Montenegrins have held out against the Ottomans, just as the Irish have against the English.
Despite this patchwork of political authorities, the Continent’s plentiful navigable rivers, large bays and serrated coastlines enable the easy movement of goods and ideas across Europe. This encourages the accumulation of capital due to the low costs of transport while simultaneously encouraging the rapid spread of technological advances, which has allowed the various European states to become astonishingly rich: Five of the top 10 world economies hail from the Continent despite their relatively small populations.
Europe’s network of rivers and seas are not integrated via a single dominant river or sea network, however, meaning capital generation occurs in small, sequestered economic centers. To this day, and despite significant political and economic integration, there is no European New York. In Europe’s case, the Danube has Vienna, the Po has Milan, the Baltic Sea has Stockholm, the Rhineland has both Amsterdam and Frankfurt and the Thames has London. This system of multiple capital centers is then overlaid on Europe’s states, which jealously guard control over their capital and, by extension, their banking systems.
Despite a multitude of different centers of economic — and by extension, political — power, some states, due to geography, are unable to access any capital centers of their own. Much of the Club Med states are geographically disadvantaged. Aside from the Po Valley of northern Italy — and to an extent the Rhone — southern Europe lacks a single river useful for commerce. Consequently, Northern Europe is more urban, industrial and technocratic while Southern Europe tends to be more rural, agricultural and capital-poor.

Introducing the Euro

Given the barrage of economic volatility and challenges the eurozone has confronted in recent quarters and the challenges presented by housing such divergent geography and history under one monetary roof, it is easy to forget why the eurozone was originally formed.
The Cold War made the European Union possible. For centuries, Europe was home to feuding empires and states. After World War II, it became the home of devastated peoples whose security was the responsibility of the United States. Through the Bretton Woods agreement, the United States crafted an economic grouping that regenerated Western Europe’s economic fortunes under a security rubric that Washington firmly controlled. Freed of security competition, the Europeans not only were free to pursue economic growth, they also enjoyed nearly unlimited access to the American market to fuel that growth. Economic integration within Europe to maximize these opportunities made perfect sense. The United States encouraged the economic and political integration because it gave a political underpinning to a security alliance it imposed on Europe, i.e., NATO. Thus, the European Economic Community — the predecessor to today’s European Union — was born.
When the United States abandoned the gold standard in 1971 (for reasons largely unconnected to things European), Washington essentially abrogated the Bretton Woods currency pegs that went with it. One result was a European panic. Floating currencies raised the inevitability of currency competition among the European states, the exact sort of competition that contributed to the Great Depression 40 years earlier. Almost immediately, the need to limit that competition sharpened, first with currency coordination efforts still concentrating on the U.S. dollar and then from 1979 on with efforts focused on the deutschmark. The specter of a unified Germany in 1989 further invigorated economic integration. The euro was in large part an attempt to give Berlin the necessary incentives so that it would not depart the EU project.
But to get Berlin on board with the idea of sharing its currency with the rest of Europe, the eurozone was modeled after the Bundesbank and its deutschmark. To join the eurozone, a country must abide by rigorous “convergence criteria” designed to synchronize the economy of the acceding country with Germany’s economy. The criteria include a budget deficit of less than 3 percent of gross domestic product (GDP); government debt levels of less than 60 percent of GDP; annual inflation no higher than 1.5 percentage points above the average of the lowest three members’ annual inflation; and a two-year trial period during which the acceding country’s national currency must float within a plus-or-minus 15 percent currency band against the euro.
As cracks have begun to show in both the political and economic support for the eurozone, however, it is clear that the convergence criteria failed to overcome divergent geography and history. Greece’s violations of the Growth and Stability Pact are clearly the most egregious, but essentially all eurozone members — including France and Germany, which helped draft the rules — have contravened the rules from the very beginning.

Mechanics of a Euro Exit

The EU treaties as presently constituted contractually obligate every EU member state — except Denmark and the United Kingdom, which negotiated opt-outs — to become a eurozone member state at some point. Forcible expulsion or self-imposed exit is technically illegal, or at best would require the approval of all 27 member states (never mind the question about why a troubled eurozone member would approve its own expulsion). Even if it could be managed, surely there are current and soon-to-be eurozone members that would be wary of establishing such a precedent, especially when their fiscal situation could soon be similar to Athens’ situation.
One creative option making the rounds would allow the European Union to technically expel members without breaking the treaties. It would involve setting up a new European Union without the offending state (say, Greece) and establishing within the new institutions a new eurozone as well. Such manipulations would not necessarily destroy the existing European Union; its major members would “simply” recreate the institutions without the member they do not much care for.
Though creative, the proposed solution it is still rife with problems. In such a reduced eurozone, Germany would hold undisputed power, something the rest of Europe might not exactly embrace. If France and the Benelux countries reconstituted the eurozone with Berlin, Germany’s economy would go from constituting 26.8 percent of eurozone version 1.0’s overall output to 45.6 percent of eurozone version 2.0’s overall output. Even states that would be expressly excluded would be able to get in a devastating parting shot: The southern European economies could simply default on any debt held by entities within the countries of the new eurozone.
With these political issues and complications in mind, we turn to the two scenarios of eurozone reconstitution that have garnered the most attention in the media.

Scenario 1: Germany Reinstitutes the Deutschmark

The option of leaving the eurozone for Germany boils down to the potential liabilities that Berlin would be on the hook for if Portugal, Spain, Italy and Ireland followed Greece down the default path. As Germany prepares itself to vote on its 123 billion euro contribution to the 750 billion euro financial aid mechanism for the eurozone — which sits on top of the 23 billion euros it already approved for Athens alone — the question of whether “it is all worth it” must be on top of every German policymaker’s mind.
This is especially the case as political opposition to the bailout mounts among German voters and Merkel’s coalition partners and political allies. In the latest polls, 47 percent of Germans favor adopting the deutschmark. Furthermore, Merkel’s governing coalition lost a crucial state-level election May 9 in a sign of mounting dissatisfaction with her Christian Democratic Union and its coalition ally, the Free Democratic Party. Even though the governing coalition managed to push through the Greek bailout, there are now serious doubts that Merkel will be able to do the same with the eurozone-wide mechanism May 21.
Germany would therefore not be leaving the eurozone to save its economy or extricate itself from its own debts, but rather to avoid the financial burden of supporting the Club Med economies and their ability to service their 3 trillion euro mountain of debt. At some point, Germany may decide to cut its losses — potentially as much as 500 billion euros, which is the approximate exposure of German banks to Club Med debt — and decide that further bailouts are just throwing money into a bottomless pit. Furthermore, while Germany could always simply rely on the ECB to break all of its rules and begin the policy of purchasing the debt of troubled eurozone governments with newly created money (“quantitative easing”), that in itself would also constitute a bailout. The rest of the eurozone, including Germany, would be paying for it through the weakening of the euro.
Were this moment to dawn on Germany it would have to mean that the situation had deteriorated significantly. As STRATFOR has recently argued, the eurozone provides Germany with considerable economic benefits. Its neighbors are unable to undercut German exports with currency depreciation, and German exports have in turn gained in terms of overall eurozone exports on both the global and eurozone markets. Since euro adoption, unit labor costs in Club Med have increased relative to Germany’s by approximately 25 percent, further entrenching Germany’s competitive edge.
Before Germany could again use the deutschmark, Germany would first have to reinstate its central bank (the Bundesbank), withdraw its reserves from the ECB, print its own currency and then re-denominate the country’s assets and liabilities in deutschmarks. While it would not necessarily be a smooth or easy process, Germany could reintroduce its national currency with far more ease than other eurozone members could.
The deutschmark had a well-established reputation for being a store of value, as the renowned Bundesbank directed Germany’s monetary policy. If Germany were to reintroduce its national currency, it is highly unlikely that Europeans would believe that Germany had forgotten how to run a central bank — Germany’s institutional memory would return quickly, re-establishing the credibility of both the Bundesbank and, by extension, the deutschmark.
As Germany would be replacing a weaker and weakening currency with a stronger and more stable one, if market participants did not simply welcome the exchange, they would be substantially less resistant to the change than what could be expected in other eurozone countries. Germany would therefore not necessarily have to resort to militant crackdowns on capital flows to halt capital trying to escape conversion.
Germany would probably also be able to re-denominate all its debts in the deutschmark via bond swaps. Market participants would accept this exchange because they would probably have far more faith in a deutschmark backed by Germany than in a euro backed by the remaining eurozone member states.
Reinstituting the deutschmark would still be an imperfect process, however, and there would likely be some collateral damage, particularly to Germany’s financial sector. German banks own much of the debt issued by Club Med, which would likely default on repayment in the event Germany parted with the euro. If it reached the point that Germany was going to break with the eurozone, those losses would likely pale in comparison to the costs — be they economic or political — of remaining within the eurozone and financially supporting its continued existence.

Scenario 2: Greece Leaves the Euro

If Athens were able to control its monetary policy, it would ostensibly be able to “solve” the two major problems currently plaguing the Greek economy.
First, Athens could ease its financing problems substantially. The Greek central bank could print money and purchase government debt, bypassing the credit markets. Second, reintroducing its currency would allow Athens to then devalue it, which would stimulate external demand for Greek exports and spur economic growth. This would obviate the need to undergo painful “internal devaluation” via austerity measures that the Greeks have been forced to impose as a condition for their bailout by the International Monetary Fund (IMF) and the EU.
If Athens were to reinstitute its national currency with the goal of being able to control monetary policy, however, the government would first have to get its national currency circulating (a necessary condition for devaluation).
The first practical problem is that no one is going to want this new currency, principally because it would be clear that the government would only be reintroducing it to devalue it. Unlike during the Eurozone accession process — where participation was motivated by the actual and perceived benefits of adopting a strong/stable currency and receiving lower interest rates, new funds and the ability to transact in many more places — “de-euroizing” offers no such incentives for market participants:
  • The drachma would not be a store of value, given that the objective in reintroducing it is to reduce its value.
  • The drachma would likely only be accepted within Greece, and even there it would not be accepted everywhere — a condition likely to persist for some time.
  • Reinstituting the drachma unilaterally would likely see Greece cast out of the eurozone, and therefore also the European Union as per rules explained above.
The government would essentially be asking investors and its own population to sign a social contract that the government clearly intends to abrogate in the future, if not immediately once it is able to. Therefore, the only way to get the currency circulating would be by force.
The goal would not be to convert every euro-denominated asset into drachmas but rather to get a sufficiently large chunk of the assets so that the government could jumpstart the drachma’s circulation. To be done effectively, the government would want to minimize the amount of money that could escape conversion by either being withdrawn or transferred into asset classes easy to conceal from discovery and appropriation. This would require capital controls and shutting down banks and likely also physical force to prevent even more chaos on the streets of Athens than seen at present. Once the money was locked down, the government would then forcibly convert banks’ holdings by literally replacing banks’ holdings with a similar amount in the national currency. Greeks could then only withdraw their funds in newly issued drachmas that the government gave the banks to service those requests. At the same time, all government spending/payments would be made in the national currency, boosting circulation. The government also would have to show willingness to prosecute anyone using euros on the black market, lest the newly instituted drachma become completely worthless.
Since nobody save the government would want to do this, at the first hint that the government would be moving in this direction, the first thing the Greeks will want to do is withdraw all funds from any institution where their wealth would be at risk. Similarly, the first thing that investors would do — and remember that Greece is as capital-poor as Germany is capital-rich — is cut all exposure. This would require that the forcible conversion be coordinated and definitive, and most important, it would need to be as unexpected as possible.
Realistically, the only way to make this transition without completely unhinging the Greek economy and shredding Greece’s social fabric would be to coordinate with organizations that could provide assistance and oversight. If the IMF, ECB or eurozone member states were to coordinate the transition period and perhaps provide some backing for the national currency’s value during that transition period, the chances of a less-than-completely-disruptive transition would increase.
It is difficult to imagine circumstances under which such help would manifest itself in assistance that would dwarf the 110 billion euro bailout already on the table. For if Europe’s populations are so resistant to the Greek bailout now, what would they think about their governments assuming even more risk by propping up a former eurozone country’s entire financial system so that the country could escape its debt responsibilities to the rest of the eurozone?

The European Dilemma

Europe therefore finds itself being tied in a Gordian knot. On one hand, the Continent’s geography presents a number of incongruities that cannot be overcome without a Herculean (and politically unpalatable) effort on the part of Southern Europe and (equally unpopular) accommodation on the part of Northern Europe. On the other hand, the cost of exit from the eurozone — particularly at a time of global financial calamity, when the move would be in danger of precipitating an even greater crisis — is daunting to say the least.
The resulting conundrum is one in which reconstitution of the eurozone may make sense at some point down the line. But the interlinked web of economic, political, legal and institutional relationships makes this nearly impossible. The cost of exit is prohibitively high, regardless of whether it makes sense.


"This report is republished with permission of STRATFOR"

terça-feira, maio 18, 2010

Construção da Europa e egoísmo nacionalista 5/5


Existirá uma  identidade europeia?

Durante os 18 anos de prosperidade, ou seja entre 1990 e 2008 (o ano da grande crise financeira), a questão da identidade europeia e da identidade nacional não foi suscitado. Ser europeu era, então, perfeitamente compatível com a circunstância de se ser grego. Em suma, a  prosperidade significava, no fundo,  a inexistência de opções alternativas. Em contrapartida, numa época de incertezas e de crise económica, as escolhas têm forçosamente de ser sopesadas e decididas, entre os interesses da Alemanha e os interesses da Grécia, uma vez que não coincidem. O que sucedeu foi que não estávamos perante uma solução europeia, mas uma série de ponderações e cálculos nacionais baseados em interesses meramente egoístas (voltamos à velha citação de Delors: A União não é, hoje, mais que um mero somatório de egoísmos nacionais”http://pipiroom.blogspot.com/search?updated-max=2010-05-06T11%3A04%3A00-04%3A00)
Tratava-se, pois, de uma negociação pura e simples entre países estrangeiros e não de uma solução europeia, derivada organicamente de um destino uno, commumente partilhado e como  tal assumido.
Nesta ordem de ideias, a Europa seria uma mera abstracção enquanto que o estado-nação era algo de real, de tangível, de concreto.
É óbvio que este problema já havia sido previamente detectado, não na área económico-financeira, mas na da politica externa e da defesa. A este respeito, o caso simplesmente  vergonhoso da Bósnia-Herzegovina – e por extensão de toda a ex-Jugoslávia - é paradigmático: os interesses alemães, franceses e britânicos (para não falar de outros) não só se desencontraram, mas dispararam em todas as direcções, obrigando os EUA a intervir militarmente, num problema estritamente do foro europeu e prima facie da responsabilidade exclusiva da Europa.
Com efeito, a famosa PESD (Política Europeia de Segurança e  Defesa) nunca passou de uma ficção e de meras intenções no papel, discutidas opacamente nas salas de Bruxelas.
Sejamos tão claros quanto possível, em termos de politica externa, Portugal prossegue interesses em áreas específicas que nada têm que ver com os da Polónia. A politica do Reino Unido distingue-se quando não se opõe frontalmente aos interesses da França. Isto são factos indesmentíveis. Em termos conjunturais, as posições podem pontualmente convergir, mas trata-se de  meras convergências circunstanciais e que não correspondem  a qualquer onda de fundo, nem a algo de estruturado.
Diferentemente da economia, a politica exterior e a guerra, porque têm que ver com a soberania, são o terreno em que as nações experimentam os maiores riscos e sacrifícios. Nenhuma nação europeia está mentalizada e preparada para abandonar a respectiva soberania nacional nestas áreas, ou seja subordinar as respectivas forças armadas ao comando de um pretenso Governo europeu, nem sequer cooperar em matérias de defesa, excepto se forem do seu próprio interesse.
O arrastar de pés e a má vontade dos europeus em transferir soberania em matérias de politica externa e de defesa ao Parlamento Europeu e ao recém-nomeado Presidente  Europeu é, porventura, o sinal mais claro que os europeus não conseguem conciliar a identidade europeia com as identidades nacionais. No fundo do seu íntimo, todos os europeus sabem que chegada a hora da verdade, a nação assume uma importância que a Europa não tem, nem pode ter.
Esta percepção, sob pressão da crise, emergiu, igualmente, na economia. Ao menor sinal de perigo, o destino de cada um está com o seu país (a comunidade de destino).
A experiência europeia teve a sua origem  como reacção ao ultranacionalismo da primeira metade do século XX e tinha como principal intenção a resolução do problema da guerra na Europa, designadamente entre a Alemanha e a França, mas não só. Em abono da verdade, em pequena (grande) nota de roda-pé, deve referir-se que a Aliança Atlântica e o guarda-chuva nuclear norte-americano é que permitiu, primeiro, a existência da C.E.E. e da sua sucessora a  actual U.E. Sem embargo do que fica dito, o problema do nacionalismo é que não só é mais resistente que a solução, mas deriva de pulsões profundas que nos vêem da época das Luzes, ou seja do século XVIII.
A ideia de democracia e de auto-determinação nacional nasceram como parte do mesmo sistema único. Ao retirar a auto-determinação nacional, a experiência europeia parece ameaçar as próprias fundações da Europa moderna.
Existe um outro impulso por detrás de ideia de Europa. A maioria das nações europeias, individualmente consideradas, eram nalguns casos, quando muito,  poderes regionais incapazes de operar numa dimensão global. Por conseguinte, eram inevitavelmente mais débeis que os EUA. Todavia, conjecturava-se que  a  Europa unida e coesa não só seria capaz de operar globalmente mas poderia rivalizar com  os próprios EUA, como potência, entenda-se. Se os estados-nações da Europa já não possuíam grande peso a título individual, a  Europa como um todo, podia tê-lo. Implantada na ideia de Europa, em particular na peculiar visão gaulista, prevaleceu sempre a noção de que o nosso continente como um todo, politica e economicamente coerente, era susceptível de ocupar o lugar que perdeu no decurso das duas guerras mundiais do século XX e que tiveram lugar no seu próprio solo.
É evidente que isto não vai suceder. Apesar de todos os protestos em contrário, não existe uma política externa e de defesa comum, nenhum exército europeu, nenhum comandante-chefe europeu. Não existe sequer uma politica bancária, fiscal ou orçamental comum (o que, como se sabe,  está bem no cerne da actual crise). A Europa não irá contrabalançar os EUA porque no final os europeus não possuem uma visão comum da Europa, um interesse comum no mundo ou, sequer, uma confiança mútua entre os diferentes parceiros e, last but not least,  menos ainda qualquer concepção comum e congruente quanto ao modo como se poderá contrabalançar a dita  influência dos EUA e o que é que isso pode significar em concreto. Cada nação quer controlar o seu próprio destino e não ser levada ao ultranacionalismo da Alemanha das décadas de 30 ou de 40 ou à indiferença ao nacionalismo patenteada pelo império Habsburgo. Os europeus gostam das suas nações e querem retê-las. Em suma, a nação é o que eles conhecem e o que são. Não há saltos no desconhecido.
Isso significa que a visão que têm da crise da Europa mediterrânica é vista numa óptica nacional em oposição a uma perspectiva europeia. Quer os que se encontram em risco, quer os que podem ajudar calculam as suas estratégias não como europeus, mas como gregos ou alemães. A questão é simples: uma vez que a Europa nunca  se reconheceu em termos de identidade e uma vez que a crise económica sobreleva o interesse nacional bem acima do interesse europeu, onde é que esta situação nos conduz?
A U.E. é uma associação – quando muito uma aliança – mas não é um estado transnacional. Existiu, efectivamente a ideia de criar um tal estado (utópico), mas a ideia fracassou, há uns tempos, e não se afigura que possa vir a ser ressuscitada. Como aliança, está-se perante um sistema de relações entre estados soberanos, que participam nesse projecto, na justa medida dos seus próprios interesses, ou não participam quando tal não lhes agrada.
No fim de contas, aprendemos que a Europa não é, nem pode ser um país ou algo que se lhe assemelhe. É uma região e nesta região existem nações e estas nações integram povos unidos por uma história e destinos  comuns. As outras nações da Europa podem suscitar problemas a estes povos, mas feitas as contas, não partilham nem de um compromisso moral de qualquer espécie, nem de uma comunidade de destino.
Isto significa em claro que o nacionalismo e a história não estão mortos na Europa, longe disso. Em conclusão, a Europa é a Europa e a sua história não pode descartada como obsoleta e menos ainda subestimada.