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domingo, julho 17, 2011

Rã – novo SG?


Segundo fontes bem informadas, Rã poderá ser o futuro Secretário-geral do MNE. É um homem próximo de Martens von Kreuz – um dos raros. Pode não ser verdade mas é o que o que consta. A ver vamos...

quarta-feira, julho 13, 2011


Necessidades: Estamos mais uma vez numa de evolução na continuidade?


Há dias publicámos um post com a transcrição integral das orientações em termos de  política externa, tal como constam do programa do Governo.
Teresa de Sousa no “Público” (edição de 28 de Junho) glosava o tema considerando tratar-se de “continuidade”. O documento refere que “a política externa assente em opções europeias, atlânticas e lusófonas... reúnem largo consenso e têm merecido acordo político consistente”. Todavia, como a Oeste não há nada de novo, reza o documento que tem de se “procurar ir “além dos consensos tradicionais”, apostando numa “fortíssima diplomacia económica”. Ora isto, não acrescenta rigorosamente coisa alguma, limitando-se a enfatizar, apenas, uma das vertentes da política externa – tão cara ao inefável Martino Della Croce que pensava, in illo tempore, ter inventado a pólvora, quando ela já existia desde há muito -, não nos dizendo, porém, como se pensa alcançar tal desiderato e com que meios. Mas isto sossega os bons espíritos e, aparentemente, é isso que importa.
Assim Teresa de Sousa rematava o artigo referenciado com a seguinte frase: “Por enquanto, pois, quase nada de novo nas Necessidades. E ainda bem.” No fundo o que a autora quer dizer é que em matéria tão sensível como é o caso da politica externa, o melhor é não mexer muito na panela para não estragar a sopa, para mais no quadro da conjuntura que estamos a viver. Talvez...Who knows?
A nosso ver, estas asserções acabam por ser no essencial verdadeiras e, com algum pesar nosso, não se vislumbram, à partida, grandes diferenças entre a politica externa do PS e a do PSD/CDS. Subsistem, porém, alguns matizes entre uma e outra, nalguns casos, são alterações ligeiríssimas, quase indetectáveis.
Em termos de objectivos estratégicos o que nos diz o programa do Governo é que são no essencial 5, a saber:
a)    “Uma política europeia competente e credível”
b)   “importância do relacionamento com os países de expressão portuguesa,”
c)    “lealdade à aliança atlântica”;
d)    “Ter em especial atenção o exercício do mandato no Conselho de Segurança das Nações Unidas”;
e)    “Acompanhar de forma empenhada as mudanças no Magrebe, o processo de paz do Médio Oriente.
f)    – “Revalorizar as comunidades de portugueses, residentes no estrangeiro...

Vejamos:
-       Os objectivos a), b) e c) são os tradicionais – e consensuais - da política externa portuguesa que se repetem num leit motiv enfadonho de há mais de três décadas a esta parte. Trata-se do famoso triângulo Europa – CPLP – EUA/Aliança Atlântica. Em regra tudo o que não se inscreve no triângulo ou é inexistente ou é, na prática, irrelevante.
-       O mandato do Conselho de Segurança é meramente conjuntural e termina dentro de um ano. Acaba quando deve acabar. End of story!
-       O interesse pelo Magrebe e Médio Oriente que não é de agora, já tinha sido esboçado pelo Governo de Sócrates e pretende constituir uma tentativa (ou antes pretende dar alguma consistência a uma tentativa) de transformar o triângulo em quadrilátero, porém sem uma orientação estratégica definida e sem uma análise ponderada da situação. Aliás, ao tempo de Sócrates, algumas aproximações ao Magrebe/Médio Oriente foram totalmente desajeitadas ou inoportunas, como é bem patente no caso da Líbia. A maioria dos avanços tentados foram tíbios e mal concebidos.
-       As referências às comunidades portuguesas no exterior, quer na sua versão tradicional de “emigras” ou na modernaça de “expats”, são as mesmas de sempre. Rien à signaler!
-       Todavia, contrariamente ao que pensávamos, não se vislumbram no documento quaisquer menções de um relacionamento estratégico com os BRIC’s ou com qualquer um deles em particular ou com as novas economias emergentes, nem tão-pouco com a América Latina (esta continua a ser um feudo de Castela, valha-nos o Tratado de Tordesilhas). Apesar de se aludir no texto ao “reforço da diplomacia económica”, não se percebe exactamente como é que isso se fará e quando se fará. Para já sabe-se que o AICEP ficará na dependência do Primeiro-Ministro e a diplomacia económica sob a sua alçada. Neste capítulo, algumas perguntas se impõem: (i) Como é que o AICEP se vai articular com o MNE designadamente com a DGATE (Direcção-geral dos Assuntos Técnicos e Económicos) e com as embaixadas e missões? (ii) Quem será o Secretário de Estado nas Necessidades encarregado de fazer o interface GabPM-MNE-DGATE-AICEP-Ministério de Economia e de orientar estrategicamente este sector? (iii) Quem será o futuro presidente do AICEP para substituir o troca-tintas Basílio Horta? Todas estas perguntas permanecem, por ora, sem resposta.
-       Dizia Giscard d’Estaing que o fundamental na arte da governação é saber escolher pessoas para os lugares certos, no momento adequado. E esta tarefa cabe, iniludivelmente, ao novo Ministro e ao seu staff mais próximo. Já aqui nos referimos à urgente necessidade de isso ser feito com toda a possível brevidade. Trata-se de uma meia-dúzia de pessoas, mas têm de ser mudadas: umas já e outras a prazo. Não é só o caso referenciado do AICEP, mas, principalmente, do Secretário-geral, Director político, REPER Delegação junto da NATO e alguns (não muitos) postos de embaixador de primeiro plano 
Bem feitas as contas, assim  escreve Teresa de Sousa: “ A “inovação” não é assim tão grande. Depois de concluir com êxito a negociação do Tratado de Lisboa durante a presidência portuguesa da União (segundo semestre de 2007), Luís Amado anunciou a mesma viragem nos esforços diplomáticos do país [no reforço da diplomacia económica, entenda-se]. A crise económica e financeira apenas a tornou mais urgente.

terça-feira, julho 12, 2011


Custo de vida comparado em cidades seleccionadas de todo o mundo

Segundo o estudo da “Mercer”, sobre o tema em referencia, agora divulgados:
  • Para expatriados, Luanda é a cidade mais cara do mundo e Carachi a mais barata.
  • As 10 cidades mais caras encontram-se em África, na Europa e na Ásia.
  •  Londres cai do 1º para o 18º lugar.
  •  Singapura e São Paulo entram pela primeira vez para a lista das 10+.

Com a devida vénia, a seguir se transcrevem as classificações relativas às 50 principais cidades da lista.
City rankings
Top 50 cities: Cost of living ranking

Mercer international basket including rental accommodation costs

Base City: New York, US

Rankings




March 2011
March 2010
City
Country

1
1
LUANDA
ANGOLA

2
2
TOKYO
JAPAN

3
3
N'DJAMENA
CHAD

4
4
MOSCOW
RUSSIA

5
5
GENEVA
SWITZERLAND

6
6
OSAKA
JAPAN

7
8
ZURICH
SWITZERLAND

8
11
SINGAPORE
SINGAPORE

9
8
HONG KONG
HONG KONG

10
21
SÂO PAULO
BRAZIL

11
19
NAGOYA
JAPAN

12
7
LIBREVILLE
GABON

12
29
RIO DE JANEIRO
BRAZIL

14
24
SYDNEY
AUSTRALIA

15
11
OSLO
NORWAY

16
22
BERN
SWITZERLAND

17
10
COPENHAGEN
DENMARK

18
17
LONDON
UNITED KINGDOM

19
14
SEOUL
SOUTH KOREA

20
16
BEIJING
CHINA

21
25
SHANGHAI
CHINA

21
33
MELBOURNE
AUSTRALIA

23
23
NIAMEY
NIGER

24
19
TEL AVIV
ISRAEL

25
13
VICTORIA
SEYCHELLES

25
15
MILAN
ITALY

27
17
PARIS
FRANCE

28
67
OUAGADOUGOU
BURKINA FASO

29
30
ST. PETERSBURG
RUSSIA

30
60
PERTH
AUSTRALIA

31
55
BRISBANE
AUSTRALIA

32
27
NEW YORK CITY, NY
UNITED STATES

33
70
BRASILIA
BRAZIL

34
26
ROME
ITALY

34
74
CANBERRA
AUSTRALIA

36
28
VIENNA
AUSTRIA

37
38
NOUMÉA
NEW CALEDONIA

38
38
GUANGZHOU
CHINA

39
62
DJIBOUTI
DJIBOUTI

39
76
STOCKHOLM
SWEDEN

41
62
LAGOS
NIGERIA

42
31
HELSINKI
FINLAND

43
42
SHENZHEN
CHINA

44
32
DAKAR
SENEGAL

44
141
KHARTOUM
SUDAN

46
90
ADELAIDE
AUSTRALIA

47
47
PRAGUE
CZECH REPUBLIC

48
36
BAKU
AZERBAIJAN

49
33
BANGUI
CENTRAL AFRICAN REP.

50
35
AMSTERDAM
NETHERLANDS






In fine,
Algumas perguntas que se impõem:
a) Será que S.Exa. Ministro, a digníssima Sub-secretária e o futuro Secretário-geral (porque este já está como há-de ir) vão minimamente tomar em linha de conta este estudo na revisão dos abonos de representação e nos subsídios de residência dos funcionários diplomáticos, técnicos e administrativos?
b) Será que a moribunda ASDP vai utilizar estes dados como argumentos para as causas que defende, designadamente os abonos dos seus associados?
c)  Será oportuno rever os subsídios na presente conjuntura política, económica e social? Não o sendo, e no caso dos abonos terem de ser reduzidos, por imperativos de cortes orçamentais, superiormente decididos, os dados do presente estudo da Mercer (e de outras instituições – UBS, ONU, CE, por exemplo) serão tomados em linha de conta?
d) Para que é que servem estes estudos, se o MNE, os seus dirigentes e altos funcionários, os ignoram e não produzem nada de semelhante? 
O estudo da Mercer pode ser encomendado. Para quem estiver interessado, faça o favor de consultar a respectiva webpage