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segunda-feira, junho 27, 2011


Porque foi preso DSK? Uma nova tese



Os serviços secretos russos alegam que o ex-Director do FMI, Dominique Strauss-Kahn, foi preso por ter descoberto que todo  o ouro norte-americano que se encontra em Fort Knox desapareceu.

As teorias da conspiração valem o que valem. Desconheço até que ponto o texto infra é verdadeiro e preciso. Com as devidas reservas retransmito-o a quem me lê.  Vendo o peixe ao preço a que o comprei.
A notícia foi publicada em finais de Maio na EU Times que pode ser consultada.
Em resumo: num relatório preparado pela “secreta” russa para o PM Putin, DSK foi acusado e detido por alegados crimes sexuais praticados num hotel de Nova Iorque contra uma empregada de quartos, após ter descoberto que o ouro norte-americano depositado em Fort Knox, no estado de Kentucky - onde estão armazenadas todas as reservas de ouro norte-americanas - havia desaparecido ou deixara de estar contabilizado como tal. Apaprentemente, DSK cometeu um erro crasso que lhe foi fatal ao solicitar ao hotel em que esteve hospedado que lhe enviasse o telemóvel, o que facilitou as suas imediatas detecção e detenção.

“Russia says IMF chief jailed for-discovering all us gold is gone

A new report prepared for Prime Minister Putin by the Federal Security Service (FSB) says that former International Monetary Fund (IMF) Chief Dominique Strauss-Kahn was charged and jailed in the US for sex crimes on May 14th after his discovery that all of the gold held in the United States Bullion Depository located at Fort Knox was ‘missing and/or unaccounted’ for.
According to this FSB secret report, Strauss-Kahn had become “increasingly concerned” earlier this month after the United States began “stalling” its pledged delivery to the IMF of 191.3 tons of gold agreed to under the Second Amendment of the Articles of Agreement signed by the Executive Board in April 1978 that were to be sold to fund what are called Special Drawing Rights (SDRs) as an alternative to what are called reserve currencies.
This FSB report further states that upon Strauss-Kahn raising his concerns with American government officials close to President Obama he was ‘contacted’ by ‘rogue elements’ within the Central Intelligence Agency (CIA) who provided him ‘firm evidence’ that all of the gold reported to be held by the US ‘was gone’.
Upon Strauss-Kahn receiving the CIA evidence, this report continues, he made immediate arrangements to leave the US for Paris, but when contacted by agents working for France’s General Directorate for External Security (DGSE) that American authorities were seeking his capture he fled to New York City’s JFK airport following these agents directive not to take his cell-phone because US police could track his exact location.

Once Strauss-Kahn was safely boarded on an Air France flight to Paris, however, this FSB report says he made a ‘fatal mistake’ by calling the hotel from a phone on the plane and asking them to forwarded the cell-phone he had been told to leave behind to his French residence, after which US agents were able to track and apprehend him.
Within the past fortnight, this report continues, Strauss-Kahn reached out to his close friend and top Egyptian banker Mahmoud Abdel Salam Omar to retrieve from the US the evidence given to him by the CIA. Omar, however, and exactly like Strauss-Kahn before him, was charged yesterday by the US with a sex crime against a luxury hotel maid, a charge the FSB labels as ‘beyond belief’ due to Omar being 74-years-old and a devout Muslim.
In an astounding move puzzling many in Moscow, Putin after reading this secret FSB report today ordered posted to the Kremlin’s official website a defense of Strauss-Khan becoming the first world leader to state that the former IMF chief was a victim of a US conspiracy. Putin further stated, “It’s hard for me to evaluate the hidden political motives but I cannot believe that it looks the way it was initially introduced. It doesn’t sit right in my head.”
Interesting to note about all of these events is that one of the United States top Congressman, and 2012 Presidential candidate, Ron Paul has long stated his belief that the US government has lied about its gold reserves held at Fort Knox. So concerned had Congressman Paul become about the US government and the Federal Reserve hiding the truth about American gold reserves he put forward a bill in late 2010 to force an audit of them, but which was subsequently defeated by Obama regime forces.
When directly asked by reporters if he believed there was no gold in Fort Knox or the Federal Reserve, Congressman Paul gave the incredible reply, “I think it is a possibility.”
Also interesting to note is that barely 3 days after the arrest of Strauss-Kahn, Congressman Paul made a new call for the US to sell its gold reserves by stating, “Given the high price it is now, and the tremendous debt problem we now have, by all means, sell at the peak.”
Bizarre reports emanating from the US for years, however, suggest there is no gold to sell, and as we can read as posted in 2009 on the ViewZone.Com news site:
“In October of 2009 the Chinese received a shipment of gold bars. Gold is regularly exchanges between countries to pay debts and to settle the so-called balance of trade. Most gold is exchanged and stored in vaults under the supervision of a special organization based in London, the London Bullion Market Association (or LBMA). When the shipment was received, the Chinese government asked that special tests be performed to guarantee the purity and weight of the gold bars. In this test, four small holed are drilled into the gold bars and the metal is then analyzed.
Officials were shocked to learn that the bars were fake. They contained cores of tungsten with only a outer coating of real gold. What’s more, these gold bars, containing serial numbers for tracking, originated in the US and had been stored in Fort Knox for years. There were reportedly between 5,600 to 5,700 bars, weighing 400 oz. each, in the shipment!”
To the final fate of Strauss-Kahn it is not in our knowing, but new reports coming from the United States show his determination not to go down without a fight as he has hired what is described as a ‘crack team’ of former CIA spies, private investigators and media advisers to defend him.
To the practical effects on the global economy should it be proved that the US, indeed, has been lying about its gold reserves, Russia’s Central Bank yesterday ordered the interest rate raised from 0.25 to 3.5 percent and Putin ordered the export ban on wheat and grain crops lifted by July 1st in a move designed to fill the Motherlands coffers with money that normally would have flowed to the US.
The American peoples ability to know the truth of these things, and as always, has been shouted out by their propaganda media organs leaving them in danger of not being prepared for the horrific economic collapse of their nation now believed will much sooner than later.”

sexta-feira, junho 10, 2011

A Islândia e a Tugalândia



Ali à beirinha do Círculo Polar Árctico, entre os vulcões e as focas, encontra-se a minúscula Islândia, com uma população um pouco maior que a ilha de Malta e um pouco inferior à do Luxemburgo, ou seja, em números redondos qualquer coisa como 320.000 habitantes. Os islandeses, como se sabe, estiveram a um passo da bancarrota em 2008, com a quebra dos 3 principais bancos comerciais (Kauthing, Glitnir e Landsbanki), na sequência das dificuldades que experimentaram em refinanciar as respectivas dívidas a curto prazo e com uma corrida aos depósitos no Reino Unido.
Para além de desalojarem o executivo então em funções por responsabilidades na gestão da crise – até aqui as semelhanças com a crise lusitana são evidentes -, os islandeses foram bem mais longe atribuindo culpas ao Primeiro-ministro Geeir H. Haarde e aos banqueiros, entre eles Sigurdur Einarsson, CEO do Kauthing, o maior banco comercial do país. A Procuradoria Geral da República da Islândia, com base num relatório de uma comissão parlamentar, considerou que o Chefe do Governo actuou com “extrema negligência” no dealbar da crise e respectivas sequelas e que, pior do que isso, ocultou informação aos  cidadãos e aos membros do seu próprio gabinete sobre a gravidade da situação na base das informações de que dispunha. O certo é que um tribunal especial encetou, há dias um procedimento criminal contra Haarde que dispõe de relativamente pouco tempo para preparar a sua defesa. Pensa-se que o julgamento terá início pouco depois do Verão.
            As instituições de Bretton Woods, designadamente o FMI, adiantam que a crise islandesa está a chegar ao fim e que a recuperação já se iniciou. Não obstante, a imagem do país degradou-se de uma forma acentuada e presumivelmente para sempre. Trata-se, pois, de um dado estrutural e não meramente conjuntural.
            De salientar que  a Islândia optou por uma fórmula algo inédita de lidar com a crise, não injectando dinheiro nas instituições financeiras locais e levando tranquilamente a banca à glória e demandando em justiça os banqueiros, os especuladores e alguns políticos, acusados de terem arruinado o país. O facto de Einarsson ter sido detido e que se tenha aberto um processo contra Haarde parece demonstrar inequivocamente de que não se está perante um “show” para inglês ver mas antes de um processo sério que os islandeses querem levar até ao fim.
            Os islandeses sofrem na pele, como todos os demais, as agruras da crise, com o seu cortejo de misérias de sobrecargas de impostos, de cortes salariais, de redução das pensões, de desemprego, etc., mas têm pelo menos o supremo gozo de verem os principais responsáveis responderem perante a justiça.
            Como refere Paul Krugman no “New York Times” de 30.05.2010: And in the process of building short-lived financial empires, a handful of operators built up enormous debts that their fellow citizens are now expected to repay. É este o cerne da questão.
            Com grandes dificuldades, obviamente, a Islândia está a superar a crise, o que constitui uma lição para nós e para os demais países periféricos a braços com a crise da dívida soberana.
Todas as crises são diferentes mas têm muitos pontos de convergência.  A Islândia não caucionou a irresponsabilidade e o crime e fez sentar no banco dos réus tutti quanti. A diferença fundamental está precisamente aqui.
Será que um dia teremos a coragem para fazer o mesmo? E quem serão os arguidos, para além, obviamente de Sócrates y sus muchachos. Alguém está em condições de apresentar uma lista?


domingo, junho 05, 2011


A previsível crise global no Outono de 2011(2/2)




Barreiras, protecções, embargos à exportação, diversificação das reservas, frenesim  em torno das matérias primas, inflação em espiral ascendente, o mundo prepara-se para um novo choque  económico, social e geopolítico
A China anunciou há dias  a sua intenção de interromper todas as exportações de gasóleo para tentar suster o aumento do preço do combustível, o que provocou recentemente uma série de greves dos transportadores rodoviários. Bom, os países asiáticos que dependiam destas exportações chinesas que se amanhem, para mais quando o Japão actuou da mesma forma como resposta às consequências da catástrofe do pretérito mês de Março!

A Rússia vai também deixar de exportar certos produtos petrolíferos para limitar a escassez e a alta dos preços internos. À interrupção da exportação junta-se a de cereais, decretada há já vários meses.

Em todo o mundo árabe, a instabilidade continua prevalecendo num contexto de encarecimento dos produtos básicos, enquanto se suscitam interrogações legítimas e prementes quanto à dimensão das reservas de petróleo e quanto à capacidade de produção da Arábia Saudita.

Nos Estados Unidos, o menor acontecimento climático que se desvie do padrão ou que não se quadre nas previsões provoca de imediato riscos de penúria devido à ausência de uma «almofada» de segurança no sistema de abastecimento norte-americano, excepto o deitar mão às reservas estratégicas (como ocorreu recentemente com as cheias do Mississípi). Entretanto, a população reduz os seus gastos alimentares para poder encher o depósito dos seus carros, com o galão de gasolina a mais de 4 dólares!

Na Europa, a redução do Estado Social e a diminuição clara da cobertura das despesas de saúde, pensões, subsídios de desemprego e encargos com a educação, bem assim, como as medidas de austeridade de uma extrema dureza, já em execução ou a implementar, no Reino Unido, Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda... aumentam exponencial e explosivamente o número de pobres.


 A  União Europeia acaba de reforçar de uma forma, mais ou menos sub-reptícia o seu arsenal aduaneiro, em particular para resistir às importações vindas da Ásia. Por um lado, passa em revista os seus instrumentos de medidas preferencialmente pautais para eliminar todos os países emergentes, a China, a Índia e o Brasil,  à cabeça. Por outro,  passou discretamente, nos finais  de 2010 uma medida que facilitava a implementação de medidas antidumping e cláusulas de salvaguarda já que uma maioria simples será suficiente para aprovar uma tal proposta da Comissão, enquanto que  antes fazia falta uma maioria qualificada, difícil de  conseguir.

Paralelamente, os bancos centrais continuam comprando ouro, anunciando de uma forma, mais ou menos clara, que estão a diversificar as suas reservas, concomitantemente tomam medidas cada vez mais incoerentes e perigosas, aumentando as taxas para travar a inflação num quadro de economias débeis ou em recessão, com o fito de contrariar o fluxo de liquidez gerado pela política da Federal Reserve. O resultado é dar com os burrinhos na água, bem entendido!

E do lado estado-unidense, vive-se um ambiente de surrealismo absoluto: enquanto o país alcançou níveis de endividamento insuportáveis, os dirigentes de Washington fizeram desta temática uma questão eleitoralista, como é ilustrada pela questão do tecto de endividamento federal que terá já sido atingido no passado dia 16 de Maio (!). A esquizofrenia é total e sem cura! Na imprensa financeira especializada dos EUA e internacional prevalecem  as comparações com os anos de Clinton ,quando se havia colocado um problema similar sem grandes consequências. Visivelmente uma parte importante das elites estado-unidenses e as financeiras não se capacitaram ainda do facto que, diferentemente, dos anos 90, os Estados Unidos assumem hoje o papel de the sick man of the planet, que, com cada sinal de debilidade ou de incoerência grave, pode despoletar pânicos incontrolados. Só não vê quem não quer ver!

Em suma, os banqueiros centrais submergidos na loucura, os líderes mundiais sem bússola ou mapa, as economias cada vez mais ameaçadas, a inflação crescente, as divisas em decadência acentuada, as matérias primas frenéticas, o  endividamento ocidental totalmente descontrolado, o desemprego no seu nível mais elevado, as sociedade stressadas até ao limite ...ninguém duvidará, certamente, que a fusão explosiva de todos estes fenómenos será inequivocamente o acontecimento que nos aguarda no segundo semestre, em particular na chamada rentrée (Setembro e Outubro). Deus queira que me engane. A ver vamos!


A previsível crise global no Outono de 2011 (1/2)



O segundo semestre deste ano constituirá uma etapa decisiva na evolução da crise sistémica global. À semelhança da crise do sub-prime de Setembro de 2008, afigura-se que se reúnem agora todas as condições para que em Setembro-Outubro deste ano a economia dos EUA seja afectada por um abalo telúrico de grande magnitude, ou seja, aquele contexto e momento, seráo o cenário para a fusão explosiva de duas tendências fundamentais  subjacentes à crise sistémica global, a saber: a desarticulação geopolítica e a crise económica e financeira planetária.
Estabelecendo um termo de comparação com o krach de 1929 que está na origem da Grande Depressão da década de 30 e de uma crise profunda que só viu o seu termo em 1954, Setembro de 2008 é, pois, o despoletar da crise, para que foram à pressa encontrados uns paliativos mal amanhados e assistimos agora à evolução, digamos, natural, de todo o processo, que, sublinhamos, não tem qualquer solução à vista.
Desde há vários meses que o mundo sofre, quase ininterruptamente uma sucessão de choques geopolíticos, económicos e financeiros que constituem, por assim dizer, os precursores de um grande acontecimento traumático cujos contornos começam, no nosso entender, a divisar-se com mais nitidez.
   Simultaneamente o sistema internacional já ultrapassou o estádio de debilidade estrutural para entrar numa fase de ruína completa em que as antigas alianças se desmoronam enquanto emergem muito rapidamente novas comunidades de interesses e novos rumos em direcções, no mínimo problemáticas.

Finalmente, desvaneceram-se todas as esperanças de uma recuperação significativa e sustentável da economia mundial enquanto o endividamento do pilar ocidental, em particular os Estados Unidos, alcança um limiar crítico sem precedentes na História moderna

O catalisador desta fusão explosiva será, desde logo, o sistema monetário internacional, ou melhor dizendo o caos monetário internacional que se agravou ainda mais desde o desastre nuclear de Fukushima que afectou o Japão no passado mês de Fevereiro e perante a manifesta incapacidade dos Estados Unidos em  confrontar-se com a exigência imperativa de redução imediata e significativa dos seus défices incomensuráveis.

O fim da QE2 (Quantitative Easing 2), símbolo e factor da fusão explosiva em incubação, representa o fim de uma época, em que o «dólar era a divisa dos Estados Unidos e o problema do resto do mundo »: a partir de Julho de 2011, o dólar constitui-se abertamente como a principal ameaça para o mundo e o problema crucial dos Estados Unidos.

Durante o Verão que se aproxima confirmar-se-á que a Reserva Federal perdeu a sua aposta: a economia norte-americana jamais saiu da «Enormíssima Depressão» em  que entrou em Setembro de 2008, sem embargo da injecção artificial de milhares de milhões de USD no mercado, sobretudo por via electrónica,  como, aliás, não o desconhece a esmagadora maioria dos cidadãos estado-unidenses. Registe-se que a crise no sector imobiliário, por exemplo nos EUA, mas não só, é sintomática do carácter estruturante da recessão que, como tudo leva a crer, está para ficar. Sem poder lançar o QE3 (ainda que o possa fazer oficiosamente, através dos chamados Primary Dealers, como na realidade o fazia, no passado recente, quando o mundo ainda não seguia de perto o mercado dos T-Bonds – ou seja, das obrigações do Tesouro –, como o faz hoje), a Reserva Federal será uma testemunha passiva, impotente e incapaz perante a subida vertiginosa das taxas de juro, a explosão do custo dos défices públicos norte-americanos, a imersão numa recessão económica agravada, o afundamento dos títulos cotados em bolsa e o comportamento errático da sua divisa, a curto prazo, seguindo um processo, numa fase inicial, oscilante com altos e baixos, consoante a influência maior ou menor destes diferentes fenómenos, antes de deixar cair o dólar brusca e desamparadamente para 30 % (ou mais)  do seu valor.

Entretanto, a Eurolândia, os BRICS e os produtores de matérias primas reforçarão rapidamente a sua cooperação  numa última tentativa para lançarem uma bóia de salvação a fim de preservarem as instituições de Bretton Woods (FMI e BM) e do mundo dominado pelo tandem  EUA/RU. Será a derradeira tentativa, já que é quimérico imaginar Barack Obama, que, até agora não patenteando as menores estatura e nível internacionais, surja, out of the blue, arvorado em estadista, que não é, e consequentemente a assumir importantes riscos políticos a um ano do sufrágio presidencial. Ninguém no seu perfieto juízo acredita em histórias da carochinha!

sexta-feira, junho 03, 2011


Ainda DSK – um outro ângulo da telenovela



Apenas e sempre PVI:

“El pasado sábado 14 de mayo en el aeropuerto Kennedy de Nueva York, Dominique Strauss-Kahn (DSK), un francés Director-Gerente del Fondo Monetario Internacional (FMI), fue bajado de un avión de Air France que se disponía a despegar con destino a París. De la Ciudad Luz , DSK se dirigiría a Berlín, a una reunión con la canciller alemana Angela Merkel para tratar el tema del costo del rescate financiero de Grecia que la Unión Europea está llevando a cabo.

¿La razón para apresarlo? Una camarera de origen africano del hotel Sofitel Manhattan lo acusó de intento de violación en su cuarto, 4 horas antes de su detención. La policía neoyorkina detuvo al funcionario y lo depositó en una cárcel preventiva de Harlem .

Para quien desconoce las actividades financieras de monsieur Strauss-Kahn hasta ahí todo parecía normal. Incluso la televisión comentó que muy probablemente se trataba de un "cuatro" que sus adversarios políticos en Francia le habían tendido para sacarlo del juego sucesorio, pues Don Domingo suena fuertemente para reemplazar al presidente Sarkozy.

Como diría Jack el Destripador, vamos por partes, y de entrada aquí está la cronología oficial de los hechos:
•                12.30:   Se produce el supuesto ataque sexual en la habitación de DSK. La camarera sale de la habitación e informa los hechos a su Supervisor.
•                El Supervisor cuenta los hechos a un superior cuyo nombre no ha sido revelado hasta ahora.
•                El superior a su vez cuenta lo sucedido a un oficial de seguridad del hotel, pidiéndole que vaya a la habitación de DSK.
•                Después de acudir a la habitación y de llevar a cabo algún tipo de investigación -supongo-, el oficial de seguridad se comunica con el Jefe de Seguridad del hotel.
•                13.30:   El Jefe de Seguridad del hotel llama a la policía de Nueva York denunciando la supuesta agresión.
•                16.30:   DSK es detenido abordo del avión de Air France en el aeropuerto Kennedy.
Asumiendo que al recibir la llamada del Jefe de Seguridad del hotel, la policiía de Nueva York tenía disponibles oficiales y detectives para de inmediato iniciar la investigación, en dos horas desarrollaron muchas actividades, entre otras:
•                Policías y detectives se trasladaron al hotel para iniciar la investigación estimativamente a las 14.00.
•                Se entrevistaron con el supervisor, el oficial de seguridad y el Jefe de Seguridad.
•                Se entrevistaron con la camarera y obtuvieron su declaración.
•                El departamento de Periciales, ó como se llame en Manhattan, revisó palmo a palmo la escena del crimen en busca de pruebas y recolectó todas las evidencias realcionadas con el caso como: semen, sangre, condones, trozos de prenda íntima femenina, botones desprendidos de la blusa de la camarera, etc.
•                Tomó fotografías de la escena en la que muy probablemente estaba la cama toda revuelta, alguna silla tirada en el piso, etc., y empezaron a integrar el expediente.
•                La camarera se presentó al cuartel de policía y firmó su declaración.
•                Le practicaron un examen médico completo y el informe médico se adjuntó al expediente.
•                La policía llevo todas las pruebas recolectadas a su laboratorio, las identificó, analizó y clasificó.
•                Los servicios periciales emitieron su informe con su probable conclusión de los hechos y lo enviaron al Juez.
•                El Juez le tomó declaración a la camarera, analizó los hechos y el informe de Periciales, concluyó que DSK era culpable y emitió una orden de aprehensión en contra de él.
•                16.30:   La policía aprehende a DSK.
Ahora sí me quedé sin argumentos, pues en SÓLO 2 HORAS hicieron todo lo anterior.


Un poco de historia hace bien.

El headquerter del FMI está en Washington , D.C. , ¿que hacía DSK en la gran manzana?

En los meses recientes se han realizado varias reuniones secretas entre directivos del Banco de la Reserva Federal de Nueva York y el Director-Gerente del FMI (DSK) para tratar el escabroso tema delreciclaje de la deuda de Estados Unidos, que el 16 de Mayo alcanzó su máximo histórico de $14.3 billones de dólares.

Según el FMI, Estados Unidos está obligado a realizar un gran esfuerzo para disminuir dicho monto, y entre las acciones que debe tomar es renunciar a su rol hegemónico en el sistema financiero internacional.


Dominique Strauss-Kahn fue la primera autoridad en decir que el dólar no cumplía como divisa mundial, y encabezó los intentos por disminuir su hegemonía, proponiendo la necesidad de utilizar una divisa mundial no perteneciente a ningún país.

DSK tenía claro que el dólar es el problema que dificulta la recuperación económica mundial, y que es una divisa en vías de extinción producto del excesivo endeudamiento de USA, la primera economía del planeta.

La deuda pública de Estados Unidos comenzó a tener un vertiginoso ascenso en los años 80 (como muestra la gráfica), y aumentó dramáticamente de 5,7 billones de dólares en enero de 2001 a 10,7 billones de dólares a finales de 2008 (casi el doble), y a 14,3 billones de dólares en abril de 2011, cuando la deuda pública alcanzó el 98 por ciento del PIB del país.


 

Strauss-Kahn trabajó en la desmonetización selectiva del dólar de Estados Unidos y su objetivo buscaba hacer del dólar una moneda para uso interno en Estados Unidos, dejado la nueva moneda de reserva a un tipo de cambio muy favorable para el dólar interno, pero gravando a los tenedores externos de dólares. De esta forma se depreciarían las deudas en dólares, favoreciendo las deudas en dólares de los ciudadanos y las corporaciones estadounidenses. La inflación derivada de esto ayudaría a enmascarar la amortización de la deuda, y el tiempo haría el resto. El costo para Estados Unidos sería el “compartir” la hegemonía monetaria con otras divisas.

La detención de Strauss-Kahn es muy similar a la que sufrió el Gobernador y Fiscal de Nueva York Eliott Spitzer, pues tras procesar a varias empresas de Wall Street que hacían operaciones fraudulentas en la bolsa de valores, inflaban artificialmente los precios ó se coludían en prácticas depredadoras, en Marzo de 2008 le pusieron una trampa de prostitución y lo sacaron del juego.

La detención de Spitzer no evitó el colapso financiero que se inició pocas semanas después de su detención, con la quiebra de Bearn Stearn. La detención de Strauss-Kahn no podrá evitar la inminente quiebra del actual sistema financiero y de las economías que de él dependen. El dólar ha estado haciendo un streap-tease permanente como moneda rectora del sistema financiero, pero ya se le acabaron las prendas.

La policía neoyorkina actuó con una increíble eficacia y eficiencia, dignas de una mezcla de esfuerzos de James Bond, Ironside y Magnum, detuvo al funcionario y lo encarceló.

¿Ahora sí te cayó el veinte, apreciado lector?

Sin perder de vista que DSK tiene algunos antecedentes de hostigamiento sexual y que el boleto para viajar a París lo había reservado una semana antes del incidente, todo ésto parece ser un libreto de Broadway, preparado a detalle, para sacarlo de su puesto, y me parece que aún correrá mucha tinta ante de que sepamos la realidad.

Así pues, los Estados Unidos entraron a un table-dance y quieren un servicio, pero ahí no aceptan el dólar como pago y se enojaron con el administrador del negocio.

Por lo pronto propongo que a la policía neoyorkina se le otorgue un Oscar y un Premio Pulitzer, por su gran actuación; por mi parte devolveré el buen crédito a la policía judicial mexicana, prestigio ganado absolutamente en el campo de batalla.”




Ainda sobre DSK



Apenas para vossa informação: leiam e meditem sobre este artigo relativo ao ex-patrão do FMI, o que não significa que estejamos necessariamente de acordo com o respectivo conteúdo.

Sobre a política económica de Dominique Strauss-Kahn e a sua morte política

por Yanis Varoufakis [*]

O que se segue é acerca do significado económico e político da prisão
de Dominique Strauss-Kah (DSK), o presidente do Fundo Monetário
Internacional. Nada direi acerca dos méritos (ou falta deles) das
acusações contra DSK. Todos os casos de alegado assalto sexual contra
homens altamente colocados apresentam duas exigências igualmente
importantes (embora muitas vezes contrapostas) a todos nós: a
importância de respeitar a aflição da alegada vítima (bem como de
respeitar a sua luta com o espectro do terror que todas as mulheres
enfrentam quando se decidem a acusar um homem poderoso) e a obrigação
de respeitar a presunção de inocência do acusado. É neste espírito que
nada direi acerca do caso e concentrar-me-ei numa parte importante da
política económica contemporânea.

Normalmente, a "eliminação" de um presidente do FMI não teria senão um
efeito passageiro sobre a instituição. Suspeito que o afastamento de
DSK será diferente. Não se trata apenas de DSK ser um peso pesado que
pressionou o FMI a um modo diferente de pensar (adoptando uma
abordagem mais subtil quanto às causas mais profundas de crises).
Muito mais significativa é a maneira como ele parece entender o que
faz a economia global funcionar.

Para abreviar, darei um exemplo pungente – um exemplo cujo significado
transcende todas as anedotas acerca da maior "condescendência" que DSK
teria demonstrado durante as negociações UE-FMI-governo grego sobre os
termos dos empréstimos maciços de salvamento da Grécia. Para reforçar
meu argumento vou citá-lo directamente, ao invés de basear minha
argumentação no ouvi dizer.

Em Janeiro de 2011 DSK foi entrevistado por uma jornalista da BBC
Radio 4 no contexto de um documentário sobre a história do FMI. [1]
Próximo do fim do programa, ouvi a voz inconfundível de DSK a
responder a uma pergunta da jornalista sobre como a economia global
pode ser reconfigurada na sequência da Crise de 2008. A sua espantosa
resposta foi:

Nunca no passado uma instituição como o FMI foi tão necessária como
hoje ... Keynes, sessenta anos atrás, já previa que era necessária,
mas era demasiado cedo. Agora é o momento de avançar. E penso que já
estamos a fazê-lo!

Isto foi, na minha opinião, uma declaração programática explosiva,
vinda do presidente do FMI. A que é que se estava a referir? Estava,
naturalmente, a referir-se ao argumento poderosamente colocado por
Keynes (no contexto da conferência de Bretton Woods em 1944) de que um
sistema de taxas de câmbio fixas não pode sobreviver por muito tempo
sem um mecanismo automático que trate (a) de excedentes comerciais
sistemáticos e (b) de défices comerciais sistemáticos como os dois
lados da mesma moeda problemática.

A recomendação de Keynes era que, para tratar do efeito
desestabilizador do sistema de défices e excedentes, o mundo precisava
de um mecanismo que os reequilibrasse pela transferência de excedentes
dos países excedentários para os deficitários. Em suma, o mundo
precisava de um Mecanismo de Reciclagem de Excedentes (Surplus
Recycling Mechanism, SRM). Clique aqui para um extenso, embora
académico, relato dos argumentos em favor de um SRM.

Isto era, muito naturalmente, uma sugestão radical. Os Estados Unidos,
como era de esperar, rejeitaram a proposta – não, contudo, porque os
new dealers no poder naquele tempo não reconhecessem a importância de
um SRM a nível global, mas porque não gostavam da ideia do automatismo
da reciclagem (que Keynes estava a propor). [2]

Como tenho explicado alhures a função de um SRM (e as consequências da
sua ausência ) com algum pormenor (ver aqui por exemplo), desistirei
de repeti-las aqui. Basta destacar a significância política e
económica do endosso de DSK à sugestão de Keynes e, em particular, a
sua declaração de que Keynes estava à frente do seu tempo mas que é
oportuna agora após o Crash de 2008: "Agora é o momento de avançar. E
penso que estamos prontos para fazê-lo!".

Se o leitor precisar de um pouco mais de persuasão sobre a
significância daquela declaração, considere isto: No contexto europeu,
a declaração de DSK significa que, do seu ponto de vista, a Alemanha é
um problema para a eurozona na mesma medida que a Grécia. Pois se
excedentes sistemáticos têm a capacidade de minar uma área de divisa
comum (ou de câmbios fixados), então o modelo de desenvolvimento da
Alemanha está a minar a eurozona tanto quanto os défices crónicos da
Grécia.

Penso que DSK fez uma excelente observação. Mas o problema não é se o
leitor concorda ou não comigo. A questão é a morte política de DSK (o
anúncio da qual pode revelar-se prematuro) transmite um significado
sem precedentes dentro e fora da Europa.

Dentro da Europa, a perspectiva de um presidente francês que acredita
fortemente (e está pronto a apoiar a sua convicção com uma formidável
panóplia analítica) que a eurozona não pode sobreviver sem um
Mecanismo de Reciclagem de Excedentes (que canalize excedentes alemães
para países em défice sob a forma de investimento produtivo) tem o
potencial para alterar radicalmente a agenda política e económica do
continente. Tal presidência, em particular, apresentaria um
contraponto estimulante à actual incapacidade mental para encarar as
causas mais profundas da crise do euro e para reconhecer, finalmente,
que a crise da dívida é um sintoma, não a causa, da cadeia de
fracassos que ameaça a própria existência da eurozona.

Mais amplamente, o debate global acerca do que fazer com os crescentes
excedentes da China também está destinado a tomar uma rota diferente
conforme o presidente do FMI acredite, como DSK declarou fazê-lo, na
importância de criar mecanismos automatizados, supranacionais, para
reciclar excedentes (em oposição à insistência de Tim Geithner de
desequilíbrios globais serem tratados apenas com ajustamentos nas
taxas de câmbio).

Em suma, DSK é um dos raros responsáveis a encabeçarem uma instituição
extremamente poderosa que possuem visões refrescantes atípicas de
cinzentos burocratas mastigadores de números. Sua passagem política
pode ficar desapercebida simplesmente porque o seu mandato no FMI foi
curto e a sua presidência francesa agora é improvável que se
concretize. Contudo, suspeito fortemente de que possa revelar-se como
o mais significativo presidente francês já visto, bem como o mais
influente presidente que já houve no FMI.

1. BBC Radio 4, Inside the IMF , Part Two, broadcast on 17th January 2011.
2. Os Estados Unidos demonstraram que não rejeitaram a ideia da
própria reciclagem de excedentes ao implementarem o Plano Marshall (um
exemplo fabuloso de reciclagem maciça de excedentes) e ao tomarem uma
miríade de outros passos entre 1947 e 1970 para reciclar uma ampla
percentagem de excedentes americanos na Europa e no Japão. O que
rejeitarem foi a ideia de uma instituição supranacional que fizesse a
reciclagem foram do controle político de Washington.

[*] Professor de Teoria Económic da Faculdade de Ciências Económicas
da Universidade de Atenas. Autor de: The Global Minotaur: The True
Origins of the Financial Crisis and the Future of the World Economy
(Zed Books, 2011); (com S. Hargreaves-Heap) Game Theory: A Critical
Text (Routledge, 2004); Foundations of Economics: A Beginner's
Companion (Routledge, 1998); e Rational Conflict (Blackwell
Publishers, 1991).