sexta-feira, janeiro 21, 2011

Election day in Portugal




Não voto em aldrabões, com contas opacas, amigos duvidosos e negócios mal explicados e muito menos  em traidores à Pátria, com um passado pouco recomendável e com um discurso que cheira a mofo do "povo de esquerda" e de outras patacoadas de finais do século XIX, princípios do século XX. Também não voto em não-candidatos que não dispõem, nesta santa terrinha, de um Hyde Park corner para falarem à vontade,  como o Lopes que quer vender o peixinho vermelho para o aquário  (é apenas uma oportunidade para o palavreado habitual:  banha da cobra que estica e não dobra - não tem rigorosamente nada de novo para dizer), nem no médico frustrado de Viana do Castelo que defende uma moura encantada, nem no Coelho que está a xuxar com o pagode lá na "eilha", do alto do capot de um carro funerário. Sobra o Nobre (quando eu era miúdo existiam umas salsichas "Nobre", mas não gosto particularmente  de salsichas, nem, sequer, em hot dogs, comuns nos jogos de baseball). É uma esquerda generosa nacional-cristã, humanitário-altruísta,  romântico-geriátrica. Parece-me  homem sério, o que é pouco.Todavia, as iludências aparudem. As respectivas propostas não adiantam nada, nem ele iria para Belém fazer o que quer que fosse.

A propósito, pensando melhor qual é o último filme do Woody Allen? Vale a pena? E o do Clint Eastwood? As críticas são boas? O que é que diz o "Rotten Tomatoes"?
A revolução está próxima, mas ainda não chegou. Continuo à espera.
Que tédio, meu Deus, que tédio!

quarta-feira, janeiro 19, 2011

A Alemanha e a Eurozona

Podemos discordar de algumas ideias constantes do texto, mas, no âmbito da crise que estamos a viver, os elementos de análise e reflexão abaixo transcritos são muito relevantes.

www.stratfor.com.gif

January 19, 2011 | 2132 GMT

Analyst Marko Papic examines German Chancellor Angela Merkel’s statements about Germany’s commitment to the eurozone, which come despite public discontent with Berlin’s bailout policies.
Editor’s NoteTranscripts are generated using speech-recognition technology. Therefore, STRATFOR cannot guarantee their complete accuracy.
German Chancellor Angela Merkel has come out in support of the eurozone in a major interview on Wednesday; however, support for eurozone bailouts remains very low amongst the German populace.
Chancellor Angela Merkel stressed on Wednesday that Germany would not return to the Deutchmark under her watch. She also made it clear that Germans support for eurozone was complete and that Berlin would do whatever it takes to continue to support the Kurds union. Merkel also dismissed the notion of a split between fiscally prudent Northern economies and peripheral economies in the south in the Mediterranean. She also rejected the notion that the eurozone would have to be restructured anytime soon.
Supporting peripheral European economies to bailouts is however extremely unpopular with the German populace. Survey showed that about 50% of German population would prefer a return to the Deautchmark from Germans perspective, Germany had undergone austerity measures of its own before a crisis even started back in early 2000s. There is therefore resentment towards the idea that Germany would now be supporting peripheral eurozone countries with bailouts in order to encourage them to enact austerity measures the Germans did on their own. There is no doubt that the eurozone is beneficial for Germany. About 43% of all Germany’s exports go to it’s Eurozone partners. It’s extremely beneficial to be able to tie down its eurozone neighbors into the single currency union, thus making it impossible for them to devalue their domestic currencies and gain a competitive advantage against Germany. Furthermore the current economic crisis is enhancing Germany’s political power because it has afforded Germany the opportunity to force its economic and fiscal reforms on the rest of its eurozone member states.
The problem however is that Angela Merkel cannot explain these benefits fully to her own population. If she went into the specifics of how exactly it is the Berlin has benefited from the crisis and has enhanced its political control of Europe, the eurozone neighbors would obviously hear that.  And this would create a political problem in the relationship Berlin has with the other eurozone member states. But at the same time, if she was to go into specifics of how exactly Germany will continue to support the eurozone beyond the rather vague rhetoric of Berlin doing whatever it takes, then she would have a problem with her own domestic constituents who don’t want to really see Berlin continuing to support the eurozone, especially not monetarily through the bailouts.
Unfortunately for Merkel and the German government, they don’t have much time to decide how to best speak to these multiple audiences. There are four state elections in Germany between Feb. 20 and March 27 and then three more later in 2011. Merkel’s essentially going to have to start campaigning for the state election races and really keep competing throughout 2011, which will only diminish the ability of Berlin to speak to multiple audiences.

This report is republished duly authorized by   www.stratfor.com

domingo, janeiro 16, 2011


A Tunísia e a Tugalândia


Então a dra. Rita Ferro, embaixadora extraordinária e plenipotenciária de Portugal na Tunísia, vai de  férias no mais aceso da crise politica e social daquele país ? E numa crise que dura há cerca de um mês, com agravamentos sucessivos e cada vez mais dramáticos, não pensou espontaneamente e de motu próprio em voltar ao posto? Existem vários casos de embaixadores e cônsules que são apanhados por acontecimentos da mais diversa natureza (catástrofes naturais, calamidades públicas, golpes de estado, guerras civis, conflitos inter-étnicos etc.) e que regressam imediatamente aos postos, a dra. Rita Ferro não quis regressar? Fo isso? E, já agora, oh, dr. Amado que é feito do Secretário de Embaixada? Tirou-o de lá definitivamente porque a sua presença não se revestia de utilidade? Porque não tem dinheiro para o manter? Enfim, que explicação é que  dá? Não me diga, Senhor Ministro, que a nossa embaixada na Tunísia está entregue a um Sr. Pereira qualquer tal como o Consulado-geral em Nova Iorque. Dizem-me fontes geralmente bem informadas que a secção consular de Tunis, fecha 6ª, Sábado e Domingo, será verdade? Mas que grande fim de semana! Os portugueses que por lá andam queixam-se e bem. Além disso, existem sempre turistas tugas por aquelas bandas. Não me diga que o senhor não sabia disso?
O Professor Marcelo Rebelo de Sousa, que não é propriamente o Zé das Osgas,  disse para quem o quis ouvir – e eu ouvi-o há pouco em diferido – que, se o embaixador português, num país, como a Tunísia não está lá nestas ocasiões, então está lá a fazer o quê?
Permita-me concluir, Senhor Ministro: o senhor percebe tanto da gestão do seu Ministério como eu de um lagar de azeite. 

As "bichas", a morte de um capitão abrilino e a crise

O tema de hoje, como já o disse uma vez, não é do meu agrado e é com relutância que o vou referir. Não era, nem sou admirador do Vítor Alves. À semelhança de muito boa gente, estou saturado, perturbado e enjoado com essa história dramática, descabelada e nojenta  do crime passional entre homossexuais que aumentou a tiragem de jornais e revistas em época de crise e que aumentou o "share" das audiências  televisivas. Não, também não escrevi para as páginas webs dos jornais, para o facebook e para um chat qualquer-coisa-espera-aí-que-ainda-não-disse-tudo com comentários homofóbicos. O caso não merecia, nem merece tanta atenção. Tão pouco a morte de Vítor Alves - segundo me dizem, um "calmo" capitão abrilino, talvez porque os outros fossem nervosos. Seriam, mesmo? - mereceria grandes referências. Aliás, o 25 de Abril não quer dizer rigorosamente coisa alguma às gerações actuais que quando interrogadas sobre quem foi o Otelo Saraiva de Carvalho, respondem que  é um hotel de 4 estrelas (sic)!!!! Tenho isso documentado em vídeo. 
Mas adiante. Os lusitanos estão-se a afastar do essencial que é demasiado para a sua débil compreensão. E o essencial chama-se crise. Talvez por demais complexa, abrangente, desestabilizadora, condicionante, cruel. Então distrai-se a atenção do povão com histórias de mariquinhas pés de salsa com desfechos hollywoodescos à Quentin Tarantino. 
É um povo de uma passividade bovina que nem sequer pensa,  se preocupa ou protesta com o facto de termos o leque salarial mais amplo da Europa; do crescimento do nosso PIB ser igual ou próximo de zero,  de há mais de 12 anos a esta parte; dos baixíssimos salários e das pensões terceiro-mundistas que aufere quase toda a população; sobrecarregado com uma carga fiscal insustentável, enquanto as empresas do Estado -que, no fundo, são suas - distribuem bonificações e benesses até dizer chega, com ou sem crise; quando milhares de milhões se evaporam como roupa ao vento em dia de Verão com nortada. Querem que continue, ou, por agora, chega?
Nada disto é importante. O que é importante é o Carlos Castro (para uns, asqueroso, para outros, um paizinho) e o Renato Seabra (para uns, criminoso, para outros, um coitadinho). O caso é de compreensão relativamente simples (não implica grandes raciocínios, nem cultura, além disso o tipo até confessou) e permite alguma especulação.
Pobre povo que tens o que mereces!
 Vimos o que foram as greves na Grécia e em França, uns protestavam porque alguém os aldrabou nas contas, os outros porque não queriam que lhes subissem a idade da reforma, mas, na Tugalândia, na greve dita geral   nem se partiu um copo. "Então o que me diz a senhora neste dia de greve geral?", pergunta uma das estagiárias da RTP. "Olhe, sabe, como não há comboios, não posso chegar ao emprego. Vou para casa.", responde a cidadã.
Estamos a viver a crise mais grave das nossas vidas e provavelmente a maior de que há memória. Uma crise que implica uma mudança do eixo do mundo, uma mutação de civilização,  uma metamorfose da cultura, mas o importante é preocuparmo-nos com uma crime passional entre bichonas ou de sabermos se esse fait-divers é mais ou menos importante que a morte do Vítor Alves..
Olha, não sei se vem a propósito, mas, hoje, amanheceu enevoado. Damos as boas vindas a Sua Majestade, El-rei D. Sebastião!     
            

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Estrumeira verd'amarela





Com a devida vénia, transcrevemos na íntegra um post do blogue euroultramarino sobre a Dª. Dilma, respeitando, obviamente, o copyright. Aproveitamos para saudar os porteños e a Argentina. Quanto ao texto que se segue, quaisquer comentários são despiciendos.


A decadência das sociedades humanas é fenómeno pavoroso e complexo, sendo quase sempre impossível determinar com exactidão o conjunto de factores responsáveis pela degradação. Sempre julguei que com o advento de um grotesco, analfabeto e blasfêmo Luís InácioSiuva - catapultado à chefia do Estado brasileiro na farsada eleiçoeira de 2002, e repetida em 2006 - significava que o patropi tocara o fundo da dissolução moral. Enganei-me rotundamente. Ontem, dia 31 de outubro de 2010, os brasileiros demonstraram que não há limites para a ignomínia... ou melhor: o inferno será o limite. Depois de oito anos com o boçal que compara-se a miúde com Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto dá cabo da Lei Natural e enche as algibeiras com o mais espectacular sistema de corrupção de que há notícia, os brasucas saudarão o ano novo sob o comando de uma terrorista - ASSALTANTE, LADRA e ASSASSINA, e quem, até à data, jamais demonstrou qualquer sombra de arrependimento ou esboçou algum pedido de desculpas às famílias das suas vítimas e à sociedade. Com isto encerro qualquer referência futura à pocilga socialista tropical. Na antiga Terra de Vera Cruz virou-se a última página e fechou-se o livro.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

A Europa dinâmica em construção








Será que é, realmente, esta a Europa que queremos construir? É esta a Europa "politicamente correcta", multi-étnica, multi-cultural, tutti-frutti, mas, bem lá no fundo, arreigadamente anti-cristã ? É esta a Europa que renega a sua cultura, os seus fundamentos, a sua razão de ser? Temos de  ponderar, com seriedade, sobre as verdadeiras intenções  destes energúmenos, que sentados nos seus confortáveis cadeirões em Bruxelas e auferindo umas largas dezenas de milhares de euros ao fim do mês, estão a conduzir-nos  para uma Europa anémica, baça, desvirtuada e destituída de valores. Não, não a queremos!
Temos de  afirmar, aqui e agora, com veemência que não a queremos!
Não podemos assistir passivamente, mudos e quedos, a este atentado ao nosso mundo, um projecto que construímos, desde a Idade Média, com inúmeros sacrifícios, entre espadas, pólvora e sangue, ao longo de vários séculos e que ainda não terminámos. 
O carnaval findou na quarta-feirta de cinzas.  O bródio terminou de vez. A festa durou, mas acabou. 
Chegou o momento da verdadeira revolução! 
Temos de sair à rua! Temos direito à revolta! Temos de acabar com esta merda que nos querem fazer engolir!
Ouve, Zé das Osgas, é contigo que estou a falar!
Luta, por favor luta. Luta por aquilo que é teu, que é também dos teus filhos e que será dos teus netos. 
Luta!

Lettre de Christine Boutin à José Manuel Barroso (23/12/2010)


 La Présidente

Paris, le 23 décembre 2010


A l’attention de Monsieur José Manuel Barroso
 

Président de la Commission européenne

Monsieur le Président,



Comme vous le savez, la Commission européenne a produit plus de trois
millions d’exemplaires d’un agenda aux couleurs de l’Union européenne

pour les écoles secondaires. Cet agenda comprend la mention des fêtes
juives, hindoues, sikhs et musulmanes, mais aucune fête chrétienne n’y
est signalée. Même la page du 25 décembre est vide…
Comment une telle discrimination est-elle possible ?
Mon inquiétude, mon incompréhension, et même mon indignation sont grandes.
La Commission européenne peut-elle prétendre à un oubli ? Mais comment
peut-on involontairement omettre de mentionner la fête de Noël,
célébrée à travers toute l’Europe par de nombreuses personnes même

non-chrétiennes ?
Vraiment, je ne peux l’accepter.
Au nom de la vérité, au nom de la reconnaissance de ce qui a été et de

 ce qui est, je ne peux l’accepter. Le rôle de la religion chrétienne
dans la formation de l’Europe est un fait historique indéniable, et il
est aberrant qu’un agenda réalisé par la Commission européenne ne la
mentionne d’aucune façon. Comment est-il possible d’affirmer que cet
agenda constitue une « mine d’informations sur l’Union Européenne »,
en ôtant toute référence au christianisme ? Comment prétendre
instruire des jeunes sur l’Union européenne en niant une religion qui
a tant contribué à sa construction et à son unité ?
Ensuite, je ne peux l’accepter, au nom d’une grande partie de la
population européenne dont le christianisme est la religion. Je refuse
que soit ainsi nié, oublié ce qui revêt une importance si grande dans
la vie de toutes ces personnes, ce socle de valeurs et de convictions
qu’elles ont en commun.

Enfin, je ne peux l’accepter, au nom des millions de chrétiens
persécutés et tués à travers le monde en raison de leur foi. Comment
l’Europe peut-elle faire preuve d’une ignorance totale vis-à-vis d’une
religion au nom de laquelle ils souffrent et meurent, vis-à-vis de
fêtes qu’ils ne peuvent célébrer qu’au péril de leur vie ?
En espérant votre soutien en faveur d’une Europe qui promeuve le
dialogue entre les religions, et qui valorise le rôle et l’apport de
chacune dans la construction d’une société de paix, de prospérité et
de tolérance, je vous prie d’agréer, Monsieur le Président, mes
sincères et respectueuses salutations.





Christine BOUTIN

Ancien Ministre

En copie à MM. John Dalli, Herman Von Rompuy, Jerzy Buzek et Wilfried Martens

terça-feira, janeiro 11, 2011

El estado de España y el PSOE 

Apesar do artigo estar datado ainda não perdeu a respectiva actualidade. Quanto ao mais, sem grandes comentários, apenas me ocorre uma pequena pergunta: para quando um artigo de igual categoria nos nossos media de cácarácá a condenar  os xuxas lusitanos e o seu brilhantíssimo farol, José Sócrates, our true special one?
El PSOE es culpable –todos sus militantes y votantes- de haber llevado a la sociedad a la ruina y la estupidez

Enrique de Diego. 25 de noviembre de 2010.

El PSOE es culpable de arruinar a la sociedad española. No sólo Zapatero, también todo el Gobierno, con Rubalcaba en lugar destacado. Todo el PSOE, todos sus militantes y todos sus votantes. A todo el PSOE le interesó mantener las innumerables mentiras de Zapatero, pues les venía muy bien depredar a la población, a las laboriosas e indefensas clases medias.
El PSOE, todo el PSOE, todos sus militantes y sus votantes son culpables de habernos arruinado en medio de una vergonzosa tomadura de pelo, en un llevar a la sociedad a los grados más extremos de la estupidez.
Hemos tenido que soportar disquisiciones de marisabidilla sobre el ser vivo y el ser humano. Tenemos una ministra de Sanidad, que es una soberana vergüenza nacional, que ha llegado a considerar que el problema del PIB es que era masculino o ha ejercido de astróloga de cuarta con sus adulaciones serviles de la conjunción astral. Hemos tenido a una vicepresidenta que se empadronó en una chabola. Se nos ha sometido a la estafa del calentamiento global y el cambio climático. Se nos ha retrotraído a la memoria histórica, intentado convencer que los socialistas, el partido que ha dado los mayores criminales de la historia de España (Carrillo, García Atadell, Galarza, Condés, la motorizada) y los personajes más siniestros (Largo Caballero, Prieto, Negrín), era un partido de demócratas pacifistas, cuando fue un grupo totalitario que propugnaba el exterminio de las clases medias, de media España o más.
Se ha pretendido situar la mera unión entre homosexuales como matrimonio, contra toda evidencia, pues tal unión carece de la capacidad de procreación. O considerando a todas las mujeres españolas asesinas en potencia se las ha tratado de ofrecer el horrendo crimen del aborto como un derecho.

Ha habido que soportar continuas idioteces de estos inútiles e incompetentes del tipo de que “la tierra sólo es del viento”. Se nos ha llevado a la complicidad con los tiranos más patéticos de la historia. Se ha calificado a los más terribles terroristas como ‘hombres de paz’.

No ha habido estupidez que no haya sido elevada a dogma. Ni estupidez que no haya servido para expoliar a los ciudadanos, para arruinarlos, y para que se forraran los socialistas, instalándose como parásitos en los Presupuestos.
Todo el PSOE es culpable. Todos sus militantes y votantes.
Otrosí: Votar al PSC en Cataluña es una muestra de sadismo, de aniquilación personal o de simple y llano interés para vivir del cuento a costa de los demás. ¡Ni un voto al PSC!

Enrique de Diego

http://lasclasesmedias.blogspot.com/2010/11/el-psoe-es-culpable-todos-sus.html


segunda-feira, janeiro 10, 2011



Consulado Geral em Nova Iorque e crime passional 

Não sei se deveria falar do assunto, porque a crime scene não é, propriamente, a minha chávena de chá (esta tradução do cup of tea para a língua tuga seduz-me - o que é que vocês acham?), os crimes passionais também não são a a minha chícara de café  e quando envolvem bichice (doença que abunda nas Necessidades) nem sequer dão para leite com chocolate. Vem tudo isto a propósito do assassinato do jornalista Carlos Castro, presumivelmente pelo seu amante ocasional e, com certeza, bem pago, Renato Seabra. 
Segundo a imprensa lusitana, a mãe deste último, "Odília Pereirinha... será recebida hoje, às 10.00 [mais cinco horas em Lisboa], pelo chanceler consular de Nova Iorque, António Pinheiro." (DN) Ora bem, o Consulado Geral em Nova Iorque, primeira cidade dos EUA, principal centro de negócios do continente americano, provavelmente a capital cultural do planeta e, além disso, onde vive e trabalha uma importante comunidade portuguesa, não só composta por "Zés Emigras" - com todo o respeito que tenho por eles - mas, sobretudo, pelos chamados expats em todos os sectores profissionais de alto gabarito, não tem titular à altura, mas um simpático senhor Pereira, já com uma certa idade, que é chanceler, ou seja um contratado local, provavelmente do QUC (ou seja, do Quadro Único de Contratação). Nem sequer vice-cônsul há.  
Permito-me recordar que em Nova Iorque existe uma representação da AICEP, designada por Portugal Business Development Agency, cujo director é o dr. Rui Boavista Marques, mas dependente da embaixada de Portugal em Washington e não do Consulado Geral em Nova Iorque. Com efeito, o lugar de Cônsul-geral encontra-se vago e não será preenchido. Em contrapartida, desde a Argentina à Conchinchina, passando por Israel e pela Lituânia, existem em Nova Iorque várias dezenas de consulados com cônsules de carreira, muitos até foram ex-embaixadores e altos funcionários no tôpo da carreira nos respectivos estados.
Portugal pugna por uma eficaz diplomacia económica, por uma diplomacia cultural actuante e dinâmica e por uma política de apoio aos nossos emigrantes, sobretudo aos nossos executivos e quadros, mas fá-lo considerando Nova Iorque uma espécie de dependência de Washington, não se dando sequer ao trabalho de nomear um consul-geral em boa e devida ordem. Nova Iorque já foi considerado um posto de primeiríssima ordem por onde passaram  alguns dos mais brilhantes diplomatas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com estatuto comprrensivelmente  equivalente ao de uma chefia de missão, mas está hoje entregue ao senhor Pereira.   
Eis, meus amigos, a obra de Amado.
Já, agora, amado por quem?

domingo, janeiro 09, 2011

Europa - sector financeiro


A entrada em função de três novas autoridades de supervisão, no passado dia 1 de Janeiro, notícia que, sem embargo da sua importância,  passou virtualmente desapercebida nos media lusitanos,   constitui um "verdadeiro ponto de viragem para o sector financeiro europeu", anunciou, na ocasião, o Comissário para o Mercado Interno, Michel Barnier. Trata-se das autoridades europeias de supervisão financeira, para a banca, mercados, seguradoras e  reformas profissionais que encetam o respectivo trabalho alguns dias após o lançamento do Conselho Europeu do risco sistémico.
A criação duma supervisão financeira a nível europeu permitirá, alegadamente, evitar uma nova crise económica tal como a que eclodiu em finais de 2008, explicou o comissário.
"Perante os mercados e os grupos financeiros que operam largamente à escala europeia, doravante passarão a existir 4 autoridades europeias sólidas para seguir os riscos macro-económicos financeiros e para supervisionar os mercados, os bancos e as seguradoras", tinha já Barnier declarado em 2 de Setembro.
Os textos adoptados pelo Parlamento e pelo Conselho criam um Comité Europeu do Risco Sistémico (CERS), bem como 3 autoridades europeias de supervisão (AES): uma Autoridade Bancária Europeia (ABE), uma Autoridade Europeia de Seguros e das Pensões Profissionais (AEAPP) e uma Autoridade Europeia dos Mercados Financeiros (AEMF)


L
I'm 63 and I'm tired -
 Trata-se de um texto que tem circulado pela web e que continua muito actual. Espero que o apreciem devidamente. Os nossos amigos mais à esquerda são capazes de não gostar, porque não é politicamente correcto. Who cares?  


"I'm 63 and I'm Tired"
By Robert A. Hall

  
I'm 63 Except for one semester in college when jobs were scarce and a six-month period when I was between jobs, but job-hunting every day, I've worked, hard, since I was 18. Despite some health challenges, I still put in 50-hour weeks, and haven't called in sick in seven or eight years. I make a good salary, but I didn't inherit my job or my income, and I worked to get where I am. Given the economy, there's no retirement in sight, and I'm tired. Very tired.  
  
I'm tired of being told that I have to "spread the wealth" to people who don't have my work ethic. I'm tired of being told the government will take the money I earned, by force if necessary, and give it to people too lazy to earn it.  
    
I'm tired of being told that Islam is a "Religion of Peace," when every day I can read dozens of stories of Muslim men killing their sisters, wives and daughters for their family "honor"; of Muslims rioting over some slight offense; of Muslims murdering Christian and Jews because they aren't "believers"; of Muslims burning schools for girls; of Muslims stoning teenage rape victims to death for "adultery"; of Muslims mutilating the genitals of little girls; all in the name of Allah, because the Qur'an and Shari’a law tells them to.  
    
I'm tired of being told that out of "tolerance for other cultures" we must let Saudi Arabia use our oil money to fund mosques and mandrassa Islamic schools to preach hate in America and Canada , while no American nor Canadian group is allowed to fund a church, synagogue or religious school in Saudi Arabia to teach love and tolerance.  
  
I'm tired of being told I must lower my living standard to fight global warming, which no one is allowed to debate.

I'm tired of being told that drug addicts have a disease, and I must help support and treat them, and pay for the damage they do. Did a giant germ rush out of a dark alley, grab them, and stuff white powder up their noses while they tried to fight it off?
  
I'm tired of hearing wealthy athletes, entertainers and politicians of both parties talking about innocent mistakes, stupid mistakes or youthful mistakes, when we all know they think their only mistake was getting caught. I'm tired of people with a sense of entitlement, rich or poor.  
  
I'm real tired of people who don't take responsibility for their lives and actions. I'm tired of hearing them blame the government, or discrimination or big-whatever for their problems.  
  
Yes, I'm damn tired. But I'm also glad to be 63. Because, mostly, I'm not going to have to see the world these people are making. I'm just sorry for my granddaughter.  
  
Robert  A. Hall is a Marine Vietnam veteran who served five terms in the Massachusetts    State Senate.


 
   "Never complain about growing old, far too many people have been denied that privilege".

sábado, janeiro 08, 2011


PIB dos EUA  


 O verdadeiro PIB norte-americano é cerca de 30% inferior às cifras oficiais. Os EUA entraram na fase de austeridade aproximadamente há  dois anos, na sequência do meltdown, provocado pela crise do subprime. Com efeito, a crise e as suas sequelas em termos de colapso dos dividendos e capital, bem como a drástica redução do crédito ao consumo privado, não constituem  mais que uma mera etapa  no processo de empobrecimento consistente das classes médias norte-americanas, que se encetou há cerca de 30 anos.


Dilma Rousseff – parte III (facts are facts, comments are free)


Imensamente popular, com um palmarés impressionante de realizações, a contrastar com o  cinzentismo apagado do seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso  e constitucionalmente impedido de se recandidatar, Lula da Silva catapulta uma factotum para a cadeira do Poder (neste caso mulher – sim, eu sei que não há concordância, perdoe-se-me o meu latim super-enferrujado, que ainda o aprendi nos bancos da escola, já lá vão alguns anos), tendo na mira  as próximas presidenciais, que poderá ganhar com facilidade. Sem embargo do que fica dito, para além deste score notável, não me parece avisado, agora,  discorrer sobre os seus erros e dislates, porque os houve e muitos e o tempo e espaço que nos restam são curtos. A escolha de Dilma afigura-se-nos um erro de palmatória e muito grave, por duas razões: por um lado, as dissensões entre os partidos de esquerda PT e PMDB são públicas, notórias e perigosas, pondo em risco a unidade, coesão e boa ordem da governação brasileira (uma potencia emergente); por outro, compreendem-se bem  as intenções e a estratégia de Lula, só que a opção em quem recaiu é profundamente errada, porque a pessoa em causa não é, nem pode ser de confiança.
Vejamos porquê:
Em Abril de 2009, um ex-guerrilheiro afirmava à “Folha de São Paulo”, declarações depois reproduzidas pelo jornal “Globo” que Dilma era “uma das integrantes do grupo que em 1969, planejou o sequestro do então ministro da Fazenda , Delfim Netto. Na edição deste domingo do jornal “Folha de São Paulo”, que já circula na capital paulista, o ex-comdante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e da Vanguarda Armada Revolucionária Palmaraes (VAR-Palmares), António Roberto Espinosa atualmente doutorando em Relações Internacionais da USP, diz que Dilma e outros quatro integrantes do grupo concordaram com o sequestro, que não foi executado ‘porque os principais envolvidos na ação começaram a ser presos semanas antes’, diz a reportagem.
‘O grupo foi informado. Os cinco (ele, Dilma e três dirigentes da VAR) sabiam,’ disse Espinosa à Folha” [O Globo de 04/04/2009].
No são espírito cristão muitos descupabilizam tudo e abrem-se os braços a conversos, filhos pródigos e ovelhas ronhosas que regressam ao redil. Os ex-qualquer coisa  são particularmente bem-vindos e quanto mais alto subiram na escala  social, na carreira politica  ou no mundo dos negócios melhor acolhidos são.
“Mas há, evidentemente, quem considere o óbvio: as organizações a que Dilma pertenceu eram terroristas.” – Revista “Veja”, de 17.05.2010, blogue de Rinaldo Azevedo
Segundo a revista em apreço, o actual deputado Gabeira ou Dilma teriam sido os escolhidos para assassinarem o embaixador americano. Mesmo não tendo sido ela, subsitem dúvidas sobre a sua responsabilidade, pelo menos,  moral em tudo isto ou, à boa maneira lusitana, passa-se uma “esponja sobre o assunto”? Quando se atinge esta escala de importância – Presidenta da República – tudo o mais se esquece.
Pode-se argumentar que quem nos EUA a proibiu de lá pôr os pés, hoje, estará, porventura, encarregado de estender-lhe a passadeira vermelha e o raminho de flores. Assim vai o mundo.
Ponderemos um pouco no que diz Rinaldo Azevedo, no blogue citado, alias um dos mais famosos do Brasil:
“O que contesto, aí com veemência, é que ela [Dilma Rousseff], no passado, tenha lutado ‘pela democracia e pela liberdade’ quando estava no Colina ou na VAR-Palmares. Contesto porque é mentira. A menos que alguém me traga alguma evidência de que essas duas organizações queriam democracia.
É uma questão de apreço pela história. O fato de as duas organizações terem praticado atentados terroristas — e praticaram — e matado inocentes — e mataram — não torna a ditadura militar melhor. De jeito nenhum! Também não justifica o crime asqueroso dos torturadores. De jeito nenhum! E os crimes da ditadura não transformam o Colina e a VAR-Palmares melhores do que eram: organizações leninistas, de caráter terroristas, cujo objetivo era, por intermédio da luta armada, instaurar no país uma ditadura comunista.”
Será que tudo isto foi cabalmente desmentido, beyond the shadow of a doubt?
(solicito a vossa indulgência para esta incursão na terminologia anglo-saxónica)
Valerá a pena pôr mais na carta?
Pois bem, desconfiar, desconfiarei sempre.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

O sexto posto

 Em esclarecimentos prestados à Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros, em Dezembro último, L. Amado, entre outras coisas, afirmou que, quando das nomeações e transferências para postos no estrangeiro, caso subsistam postos vagos, após as deliberações em Conselho Diplomático, os diplomatas, sem prejuízo de lhes ser assistido o direito estatutário de poderem indicar 5 postos da sua preferência serão obrigados, “por imperativos do serviço público” e na prossecução dos “interesses do Estado”, a aceitar um sexto posto.
Geralmente, os diplomatas recusavam-se a preencher certos postos mais espinhosos, por alegadas razões pessoais ou de ordem familiar. Nos termos da próxima legislação sobre a matéria, ainda na forja, esses constrangimentos particulares não poderão ser invocados, nem, em princípio, serão atendíveis, devendo os funcionários seguir ao seu destino, tal como superiormente determinado.
Numa primeira leitura, a medida afigura-se correcta, devendo, no entanto, ser especificadas as razões possíveis – porque as há - para o não preenchimento do posto, questão que deve ser devidamente ponderada pelo legislador. Se assim não for, a nomeação compulsiva para um determinado posto tido por menos agradável soa a castigo ou pode ser considerada discriminatória.
 Os postos de mais difícil adimplência são alguns dos chamados postos C, em regra situados em países do Terceiro Mundo, politicamente instáveis, em guerra (externa ou interna),  ou em estado de acentuada conflitualidade social, ou que podem envolver riscos graves de vida ou de saúde pública ou, ainda, que representem um grande desfasamento sócio-cultural. Tais são os casos de Bissau, Dili, Islamabade, Abuja, Riade e Argel, entre outros.  
O grande problema, ainda por resolver – e o Ministro terá de pensar duas vezes sobre o assunto – consiste em tornar atractivos esses postos C ou que sejam o mais interessantes possível. Não é concebível que, por desvirtuamento deliberado do sistema inicial de representações,  Madrid brilhe, em todo o seu esplendor, com  indizíveis encantos – a começar pelo chorudo subsídio  de representação - e Bissau se saliente pela pobreza franciscana do mesmo, contrariando todas as tabelas conhecidas de custos de vida comparados.
Os postos mais difíceis têm de ter compensações, não só financeiras (para todos os efeitos, são hardship posts, na gíria anglo-saxónica), mas de outra ordem, a saber:
-       seguro de vida (nos postos de risco) para o funcionário e respectivo agregado familiar
-       seguro de saúde integral para o funcionário e respectivo agregado familiar
-       compensação de mais 100% de tempo para efeitos de aposentação, no caso de países em guerra e de mais 30% para os restantes postos C
-       R&R (rest and relaxation), período de descanso e relaxamento de 4 em 4 meses, equivalente a 1 semana.
-       2 viagens de ida e volta a Portugal para o funcionário e respectivo agregado familiar
-       período suplementar de férias (este último já assegurado pelo actual estatuto)
-       garantia absoluta de uma comissão de serviço, preferencialmente de dois anos ,e jamais  superior a 3
-       garantia de colocação em posto A ou B, entre 5 à escolha, após a comissão (já assegurada pelo actual estatuto)
-       O funcionário colocado em posto C de particular dificuldade beneficiará de pontuação extra, a determinar, para efeitos de promoção.
Estas sugestões só serão viáveis, bem entendido, na condição prévia de uma revisão total do sistema de subsídios de representação.
É que Senhor Ministro o que propõe só faz sentido desde que se apliquem medidas eficazes de acompanhamento, caso contrário é mais um acto avulso de abuso do poder, a que já nos habituámos.
Perguntamos: os “coagidos” a ir para postos complicados, vão, como é costume, no MNE, de “castigo” ou, desta vez, “há moralidade e comem todos”? Não me diga que vai beneficiar os suspeitos do costume

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Dilma Rousseff – parte II


Para mim um ladrão é um ladrão e um pirata é um pirata. Não vale a pena escamotearmos a realidade com adjectivos qualificativos rebuscados, com eufemismos, mentirolas, matizes de linguagem ou com frases ocas de inteligência duvidosa. O ladrão pode ser gatuno, larápio, corrupto, meliante ou malandro não deixa, porém, de ser  reconhecida, marcada e essencialmente ladrão. O pirata pode ser filibusteiro, bucaneiro, corsário ou salteador dos mares não deixa, porém, de ser, reconhecida, marcada e essencialmente pirata. Dilma não pode renegar  o que já foi. Por mais que queira não pode apagar o seu passado com uma varinha mágica.
Tal como Berlusconi foi um engatatão barato, Durão Barroso  maoísta. Dilma foi terrorista. Ponto final. Tanto assim foi que não lhe era permitida a entrada nos EUA (estava na lista negra). A história é o que é e não o que gostávamos que fosse.
Ninguém prejudica um banco. Prejudica, isso, sim, a sociedade no seu todo. Quando, por exemplo, um banco é intervencionado, quem paga é o Estado, ou seja o “Pagode”. Existem leis e princípios morais e o comum  dos cidadãos cumpre essas normas. Não me venham com fantasias e, sobretudo, com entorses, à lei, à ética e ao senso comum. Fui educado, desde o berço, em determinados parâmetros e não noutros. Não transijo e, nesta matéria, não dou o benefício da dúvida a quem quer que seja.
Por outro lado, não acredito no Pai Natal (no Brasil, Papai Noel), que dá presentes a toda a gente, nem no Robin dos Bosques ou no “Ned” Kelly, figuras simpáticas que, aparentemente, roubavam aos ricos para dar aos pobres, acredito, isso, sim, nas malfeitorias dos  Al Capones, dos John Dillingers e dos pilantras  que nos desgovernam e nos roubam  quotidianamente, em Portugal, no Brasil ou na Conchinchina.
Aliás, Dilma quando roubou ou, melhor, quando administrou o dinheiro dos assaltos não o deu aos pobres mas guardou-o para si e para os seus militantes, como parece estar provado. Se isto não é roubo, o que é, então?
Adquiriu, agora, respeitabilidade como Presidente do Brasil. Também Pol Pot foi o dirigente supremo do Cambodja e Robert Taylor, Chefe de Estado  da Libéria. Vamos, vamos, que já é tarde...
Post scriptum para o Sr. Dr. Paulo Rufino:  Estou aberto a todos e quaisquer comentários, sem censura de qualquer espécie. Quem me quiser escrever que o faça para minha morada de e-mail. Mas, por favor, não se sirvam de blogues de terceiros para me fazer chegar mensagens. Não gosto de indirectas.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Seminário Diplomático -

Dias 3 e 4 (portanto, hoje) teve lugar o habitual seminário diplomático. Lá esteve o nosso  homem do farto  cabelo sal e pimenta. Almoço do nosso PM. Nada de novo na frente ocidental. More of the same. Que tédio!
Dilma Rousseff - a "terrorista" presidente

José Sócrates, Hugo Chávez, Alan Garcia e Evo Morales Hillary Clinton e "tutti quanti" participaram, no passado dia 1,  na tomada de posse da ex-guerrileira, ex-terrorista e ex-Ministra pêtista, Dilma Rousseff, como presidenta do Brasil. Todos tecem loas a esta ex-comunista, esquecendo rapidamente o seu pouco recomendável passado.  Depois das operações militares no morro do Alemão e de outras favelas cariocas,  fica muito bem aos nossos amigos brasileiros terem eleito esta "senhora" que, entre outras coisas, foi militante activa da COLINA (Comando de Libertação Nacional) e da VAR Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares),  participou em vários assaltos a bancos, armeiros e  quartéis da polícia e do exército e,  em 18 de Julho de 1969,  alegadamente, roubou o cofre do governador de S. Paulo, Ademar de Barros, tendo surripiado a quantia de 2,5 milhões de dólares, então uma quantia astronómica, que seria, hoje,  equivalente a 10 vezes mais , ou seja 25 milhões de notinhas verdes.  Nada se conseguiu provar, mas as suspeitas e as dúvidas permanecem. Dilma terá aparentemente ficado incumbida da gestão do saque, tendo pago aso militantes e adquirido um VW "carocha", de que afirmou ter uma "vaga ideia".
Não vale a pena pôr mais na carta: a respectiva ficha policial não mente. Os documentos divulgados no "Wikileaks" também não. É desta gente que é preciso. No passado, pelo menos,  tinham vergonha e não disputavam cargos públicos.  Por muito menos Nixon foi forçado a demitir-se. E por causa de um célebre episódio semi-burlesco de sexo oral, Clinton viu-se em apuros. Em suma, é esta a mulher que vai presidir aos destinos da 8ª ou 9ª economia do mundo. O resto é conversa.
Para o mentiroso compulsivo que é o nosso Sócrates, fica-lhe bem aliar-se com esta ex-gangster marxista-leininista.
Miss Al Capone ao Poder!
Deus queira que nos compre o computador Magalhães e, sobretudo, títulos de dívida pública!
Valha-nos Santa Engrácia!


quinta-feira, dezembro 30, 2010


Poder vs proceso


para Diego Fernandez de Cevallos
por Luis Rubio
La crisis económica de los últimos años difícilmente pudo haber llegado en un momento más ominoso para el viejo orden internacional. Las instituciones, prácticas y relaciones de poder que surgieron con el final de la segunda guerra mundial y los acuerdos tomados en Bretton Woods colocaron a EUA en el centro del mundo y a las instituciones que normarían el funcionamiento de los mercados, el comercio y las transacciones financieras como el corazón de la interacción internacional. Sesenta años después las cosas se ven muy distintas. China se ha convertido en un formidable actor internacional, la economía de los llamados países emergentes ha cobrado una importancia inusitada y la mayoría de los desarrollados está en crisis. La vieja pirámide se ha invertido, alterando la realidad política internacional.
Ian Bremmer, autor de El fin del mercado, título un tanto exagerado dado su contenido, dice que el gran cambio se originó en la nueva correlación de fuerzas entre las naciones del orbe, pero responde más que nada a lo que el autor denomina “capitalismo de Estado”. Según Bremmer, un conjunto de países, la mayoría con gobiernos autoritarios o autocráticos, se ha distanciado de las reglas del mercado en las últimas décadas esencialmente gracias a la activa promoción de sus empresas paraestatales, reglas del juego discriminatorias y fondos soberanos de inversión. Con estos instrumentos, han logrado trastocar las instituciones que modularon las relaciones comerciales y de inversión a partir de los cincuenta y amenazan el funcionamiento del orden económico existente. Algunas de estas naciones, notablemente China, se han distinguido por la forma en que han conducido a sus economías y logrado elevadas tasas de crecimiento económico, en tanto que otras han logrado su poderío gracias a la posesión de amplios yacimientos petroleros, sobre todo Rusia y Arabia Saudita. El autor incluye a naciones tan diversas como Egipto, Brasil, India, Ucrania y Argelia en su argumentación, a lo largo de la cual trata de probar que el mercado ha funcionado muy bien y que el orden internacional corre el riesgo de colapsarse en los años por venir.
La verdadera tesis del libro es que el balance de poder a nivel internacional ha cambiado, que EUA ya no representa el poderío de antaño y que hay otras naciones, particularmente China, que se sienten con el mismo derecho de definir la forma en que debe administrarse la actividad económica. Es decir, que la antigua hegemonía estadounidense se ha venido abajo y que los valores que ese país promovía en la forma de economía de mercado y democracia han perdido legitimidad. La tesis no es novedosa pero no por eso deja de ser relevante.
Si uno analiza el argumento con detenimiento, la verdad es que la contraposición de posturas es interesante pero no siempre veraz. La operación eficiente de una economía no es algo fácil de lograr. Crear instituciones y reglas del juego eficaces para una economía de mercado requiere no sólo convicción sino también un gobierno capaz de hacerlas funcionar y eso, como hemos podido ver en México en los últimos años, no siempre ocurre. En adición a lo anterior, la democracia, complemento necesario de una economía de mercado, requiere en sí misma instituciones e incentivos que la hagan operar. En ausencia de éstos no es posible esperar que así funcione y que los actores políticos se comporten de acuerdo a sus reglas.
En adición a lo anterior, muchas naciones ni siquiera han pretendido construir una economía de mercado o un sistema político democrático. El grupo de naciones que cita el autor difícilmente se ha distinguido por sus intentos de construir una democracia funcional y, cuando lo intentaron, como en el caso de Rusia, el experimento duró apenas unos cuantos años. Es en este sentido que la verdadera tesis del libro resulta relevante porque entraña enseñanzas y consecuencias que no debemos ignorar.
Lo inusitado del ascenso de naciones como China en el concierto internacional no reside en el hecho mismo, pues la historia del mundo se ha caracterizado por transiciones de potencias una y otra vez. Lo interesante del ascenso chino es que se trata de una nación enorme con un gobierno centralizado y con visión estratégica que tiene la capacidad de trastocar no sólo el balance de poder internacional sino la forma misma en que funciona el planeta en ámbitos que van desde la economía hasta la forma de vivir. Otras naciones igualmente grandes, o más, como India quizá acaben teniendo un menor impacto porque se caracterizan por una estructura de poder interno más difusa, independientemente de que tengan la posibilidad de acabar siendo mucho más ricas. Además, y quizá más importante, el gran tema es menos quien asciende y quien desciende que cómo se da la interacción entre las naciones más poderosas.
China y EUA han tenido muchos años de cooperación pero en los últimos tiempos parecen estar avanzando hacia una ruta de colisión. Cuando uno escucha a los funcionarios chinos, el mensaje claro y llano es que no buscan una colisión sino, más bien, una ruta más equitativa en la definición de los principales temas que aquejan y caracterizan al mundo. China, nación orgullosa que se siente con derecho, no ve razón alguna por la cual tenga que sujetarse a las reglas del juego que estableció EUA como potencia dominante hace sesenta años o que su evolución interna, económica y política, tenga que asemejarse a la que se ha supuesto en el mundo occidental.
Por décadas, desde que China se reintegró al mundo y comenzó su apertura económica, la presunción en EUA era que el crecimiento de la economía llevaría a demandas de participación política lo que, a su vez, transformaría a esa nación en una democracia. Ese escenario puede seguir siendo posible, pero al día de hoy no cabe duda que el sistema político centralizado que funciona en torno al Partido Comunista retiene el poder político. Hasta ahora, China ha logrado eso en buena medida gracias a su obsesión por mantener elevados niveles de crecimiento económico y su disposición a cambiar lo que sea necesario, reformar cualquier estructura o institución, con tal de lograr el crecimiento. Esa estrategia, que contrasta dramáticamente con la de nuestros políticos y gobernantes, ha mantenido satisfecha a la población de esa nación.
El actual equilibrio de poder en China y entre China y el resto del mundo dependerá en buena medida de la forma en que EUA negocie y satisfaga a aquel gobierno o lo confronte y amenace. Cualquiera que sea la forma, lo que es indudable es que, como dijo Napoleón, una vez que despertó el gigante asiático, todo será diferente.