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quarta-feira, janeiro 12, 2011

A Europa dinâmica em construção








Será que é, realmente, esta a Europa que queremos construir? É esta a Europa "politicamente correcta", multi-étnica, multi-cultural, tutti-frutti, mas, bem lá no fundo, arreigadamente anti-cristã ? É esta a Europa que renega a sua cultura, os seus fundamentos, a sua razão de ser? Temos de  ponderar, com seriedade, sobre as verdadeiras intenções  destes energúmenos, que sentados nos seus confortáveis cadeirões em Bruxelas e auferindo umas largas dezenas de milhares de euros ao fim do mês, estão a conduzir-nos  para uma Europa anémica, baça, desvirtuada e destituída de valores. Não, não a queremos!
Temos de  afirmar, aqui e agora, com veemência que não a queremos!
Não podemos assistir passivamente, mudos e quedos, a este atentado ao nosso mundo, um projecto que construímos, desde a Idade Média, com inúmeros sacrifícios, entre espadas, pólvora e sangue, ao longo de vários séculos e que ainda não terminámos. 
O carnaval findou na quarta-feirta de cinzas.  O bródio terminou de vez. A festa durou, mas acabou. 
Chegou o momento da verdadeira revolução! 
Temos de sair à rua! Temos direito à revolta! Temos de acabar com esta merda que nos querem fazer engolir!
Ouve, Zé das Osgas, é contigo que estou a falar!
Luta, por favor luta. Luta por aquilo que é teu, que é também dos teus filhos e que será dos teus netos. 
Luta!

Lettre de Christine Boutin à José Manuel Barroso (23/12/2010)


 La Présidente

Paris, le 23 décembre 2010


A l’attention de Monsieur José Manuel Barroso
 

Président de la Commission européenne

Monsieur le Président,



Comme vous le savez, la Commission européenne a produit plus de trois
millions d’exemplaires d’un agenda aux couleurs de l’Union européenne

pour les écoles secondaires. Cet agenda comprend la mention des fêtes
juives, hindoues, sikhs et musulmanes, mais aucune fête chrétienne n’y
est signalée. Même la page du 25 décembre est vide…
Comment une telle discrimination est-elle possible ?
Mon inquiétude, mon incompréhension, et même mon indignation sont grandes.
La Commission européenne peut-elle prétendre à un oubli ? Mais comment
peut-on involontairement omettre de mentionner la fête de Noël,
célébrée à travers toute l’Europe par de nombreuses personnes même

non-chrétiennes ?
Vraiment, je ne peux l’accepter.
Au nom de la vérité, au nom de la reconnaissance de ce qui a été et de

 ce qui est, je ne peux l’accepter. Le rôle de la religion chrétienne
dans la formation de l’Europe est un fait historique indéniable, et il
est aberrant qu’un agenda réalisé par la Commission européenne ne la
mentionne d’aucune façon. Comment est-il possible d’affirmer que cet
agenda constitue une « mine d’informations sur l’Union Européenne »,
en ôtant toute référence au christianisme ? Comment prétendre
instruire des jeunes sur l’Union européenne en niant une religion qui
a tant contribué à sa construction et à son unité ?
Ensuite, je ne peux l’accepter, au nom d’une grande partie de la
population européenne dont le christianisme est la religion. Je refuse
que soit ainsi nié, oublié ce qui revêt une importance si grande dans
la vie de toutes ces personnes, ce socle de valeurs et de convictions
qu’elles ont en commun.

Enfin, je ne peux l’accepter, au nom des millions de chrétiens
persécutés et tués à travers le monde en raison de leur foi. Comment
l’Europe peut-elle faire preuve d’une ignorance totale vis-à-vis d’une
religion au nom de laquelle ils souffrent et meurent, vis-à-vis de
fêtes qu’ils ne peuvent célébrer qu’au péril de leur vie ?
En espérant votre soutien en faveur d’une Europe qui promeuve le
dialogue entre les religions, et qui valorise le rôle et l’apport de
chacune dans la construction d’une société de paix, de prospérité et
de tolérance, je vous prie d’agréer, Monsieur le Président, mes
sincères et respectueuses salutations.





Christine BOUTIN

Ancien Ministre

En copie à MM. John Dalli, Herman Von Rompuy, Jerzy Buzek et Wilfried Martens

sábado, abril 03, 2010


PESD, PESC, Deutscland über alles ou everyman for himself?-  Berlim está tranquilamente a implementar a sua política bilateral, vejam-se os casos das suas recentes aproximações à Turquia e à  Rússia, estando-se totalmente nas tintas para a U.E. e para a auto-proclamada politica externa  comum que não é, por ora, coisa alguma. A Alemanha já foi acusada de miopia e até de “traição”, mas a verdade é que, com 27 estados-membros com interesses tão díspares e desencontrados, na inexistência de consensos, não pode, por conseguinte, delinear-se, como tal, uma politica externa comum da U.E. É elementar, meu caro Watson! Quem afirmar o contrário coloca-se numa posição de beatífica, panglossiana e perigosa ignorância. Assistimos, naturalmente, em período de crise acentuada, a uma reemergência do nacionalismo. Não só na Alemanha, mas um pouco por toda a parte. Trata-se de um nacionalismo racional e que começa a fazer algum sentido nas massas. 
Em suma, a U.E. funcionou em período de paz e prosperidade e, com algum idealismo ingénuo à mistura, podia arrogar-se a pensar que tinha (ou ia ter) uma politica externa comum. Em período de crise –e, principalmente, quando a Alemanha se vê quase obrigada a pagar pelos erros dos outros (v.g., o caso grego) – a U.E. começa a ser vista com indiferença, quando não como uma nuissance ou pior do que isso como um obstáculo de peso que a nada conduz. Os alemães começam hoje a questionar-se seriamente sobre a sua pertença à U.E. e se não valeria mais a pena navegar sozinhos. Não, não é este por ora o discurso oficial, mas lá chegaremos.
O que é que fazem o Presidente Rompuy e a nova Alta Representate da Politica Externa, Lady Ashton? Nada, porque existe um bloqueio institucional, não declarado, mas real. Pode a U.E. intervir em qualquer ponto do globo? Tem uma politica mínima e consensualmente aceite para Cuba, Myanmar ou para a Somália?
A U.E. não é mais que uma união aduaneira, um vasto mercado sem grandes barreiras e um aglomerado de normas burocráticas aceites e impostas a contragosto por e a 27 estados. Não tem peso, não tem politica, não tem alma.
Numa Europa dividida (e venham-nos dizer que não é assim),  a opção do everyman for himself acaba por ser a única alternativa e por fazer todo o sentido
Será que as coisas vão mudar? Meu Deus, mas quem é que acredita no Pai Natal?