A Tunísia e a Tugalândia
Então a dra. Rita Ferro, embaixadora extraordinária e plenipotenciária de Portugal na Tunísia, vai de férias no mais aceso da crise politica e social daquele país ? E numa crise que dura há cerca de um mês, com agravamentos sucessivos e cada vez mais dramáticos, não pensou espontaneamente e de motu próprio em voltar ao posto? Existem vários casos de embaixadores e cônsules que são apanhados por acontecimentos da mais diversa natureza (catástrofes naturais, calamidades públicas, golpes de estado, guerras civis, conflitos inter-étnicos etc.) e que regressam imediatamente aos postos, a dra. Rita Ferro não quis regressar? Fo isso? E, já agora, oh, dr. Amado que é feito do Secretário de Embaixada? Tirou-o de lá definitivamente porque a sua presença não se revestia de utilidade? Porque não tem dinheiro para o manter? Enfim, que explicação é que dá? Não me diga, Senhor Ministro, que a nossa embaixada na Tunísia está entregue a um Sr. Pereira qualquer tal como o Consulado-geral em Nova Iorque. Dizem-me fontes geralmente bem informadas que a secção consular de Tunis, fecha 6ª, Sábado e Domingo, será verdade? Mas que grande fim de semana! Os portugueses que por lá andam queixam-se e bem. Além disso, existem sempre turistas tugas por aquelas bandas. Não me diga que o senhor não sabia disso?
O Professor Marcelo Rebelo de Sousa, que não é propriamente o Zé das Osgas, disse para quem o quis ouvir – e eu ouvi-o há pouco em diferido – que, se o embaixador português, num país, como a Tunísia não está lá nestas ocasiões, então está lá a fazer o quê?
Permita-me concluir, Senhor Ministro: o senhor percebe tanto da gestão do seu Ministério como eu de um lagar de azeite.
