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quinta-feira, maio 19, 2011

Gandhi – desfazendo certos mitos


Para a história permanece o mito de Mahatma Gandhi, glorificado nos media, nos livros, filmes, nos discursos oficiais, nas estátuas, na origem do Movimento dos Não-alinhados e no imaginário popular. A realidade, porém, parece ter sido outra.


The DEFACTO!!!!!


An extract from a letter written by P.V. Chakraborty, former Chief Justice
of Calcutta High Court, on March 30 1976, reads thus:

When I was acting as Governor of West Bengal in 1956, Lord Clement Attlee, who as the British Prime Minister in post war years was responsible for India’s freedom, visited India and stayed in Raj Bhavan Calcutta for two days.

I put it straight to him like this: ‘The Quit India Movement of Gandhi practically died out long before 1947 and there was nothing in the Indian situation at that time which made it necessary for the British to leave India in a hurry. Why then did they do so?’

In reply Attlee cited several reasons, the most important of which were the INA activities of Netaji Subhas Chandra Bose, which weakened the very foundation of the British Empire in India, and the RIN Mutiny which made the British realize that the Indian armed forces could no longer be trusted to prop up the British.

When asked about the extent to which the British decision to quit India was influenced by Mahatma Gandhi’s 1942 movement, Attlee’s lips widened in smile of disdain and he uttered, slowly, ‘Minimal’.

* * * * *
Quem foi Netaji Subhas Chandra Bose? O que foi a revolta RIN?


Netaji Subhas Chandra Bose – nasceu em 1897 e terá morrido em Taiwan, num desastre de avião em Agosto de 1945 (não há qualquer confirmação quanto ao seu falecimento). Netaji, como é popularmente conhecido, preconizava nas décadas de 20, 30 e 40, do século XX,  a independência imediata e total da Índia do domínio colonial britânico. Foi particularmente incisivo no decurso da II Guerra Mundial em que procurou extrair vantagens da debilidade do Reino Unido no decurso do conflito e da instabilidade poltica então prevalecente. Manifestou simpatias pelo Eixo, designadamente pelos nazis, tendo fugido para a Alemanha em 1941 e mais tarde aliou-se com os japoneses. Aparentemente, apesar de quem afirme o contrário, não nutria simpatias pelos fascistas, mas actuava apenas por interesse político. Não era apologista da “não violência”, mas antes da luta armada. Formou o All India Forward Bloc, um partido radical, a que Gandhi e Nehru se opunham. 


RIN - O Motim da Royal Indian Navy ou Motim de Bombaim foi uma greve geral e subsequente rebelião dos marinheiros indianos a bordo dos navios e das instalações navais terrestres, no porto de Bombaim, em 18 de Fevereiro de 1946. A revolta teve por fundamento reivindicações alimentares e de condições de vida. Desse foco inicial, a revolta espalhou-se por todo o sub-continente, granjeando apoios vários na então Índia Britânica,  de Carachi a Calcutá. No cômputo final, terá envolvido 78 navios, 20 bases navais e 20.000 marinheiros. O motim teve o apoio da Força Aérea e de parte do Exército. Foi desconvocado devido a pressões muito fortes de altas figuras do partido do Congresso e da Liga Muçulmana. A partir desse momento, o  Reino Unido teve a consciência plena que já não podia contar com a lealdade das forças armadas indianas.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

A política externa de Dilma Rousseff


Vou tentar ser tão objectivo quanto possível. 
A novel presidente do Brasil (e não presidenta - que eu saiba ela não é resistenta, nem antiga combatenta)  vai ter que delinear a sua política exterior dando seguimento às linhas traçadas por Lula. Aqui não vai certamente haver grande inovação, nem mudança detectável O Brasil incha o peito de ar porque já está no grupo dos grandes. Todavia, tem de saber entrar no jogo e isto não é futebol no Maracanã, nem tem Ronaldinho Gaúcho para marcar golos.
Já Celso Lafer no “Estadão” (“Estado de São Paulo” de 18 de Setembro de 2010) referia que “O Brasil não enfrenta problemas de segurança de envergadura, como países do Oriente Médio ou da Ásia, que estão mais próximos dos riscos da situação-limite paz/guerra. Por isso, pode considerar o desafio do desenvolvimento nacional, na sua abrangente sustentabilidade - econômica, social, política, ambiental, de inovação e conhecimento -, como sua grande necessidade interna. Cabe lidar bem com esse desafio, que significa ampliar o poder de controle da sociedade brasileira sobre o seu próprio destino, numa era de globalização, na qual o mundo se internaliza na vida dos países, inclusive no capítulo dos riscos (por exemplo, tráfico de drogas, crises econômicas, mudanças climáticas).” Contudo, para alcançar o desejado objectivo do desenvolvimento (apesar dos índices e do crescimento verificado, o Brasil ainda possui muitas características terceiro-mundistas) a classe política e, neste caso, a Presidente têm de compreender bem a extrema complexidade do mundo em que vivemos. Olhar para o umbigo, não basta. Lafer sublinha: “A minha crítica à diplomacia lulista é dupla. Entendo que, com consequências negativas para o País, não definiu apropriadamente as necessidades internas e não avaliou corretamente as possibilidades externas.” Dilma prosseguindo nesta esteira não irá longe e o Brasil poderá perder a oportunidade única que se lhe oferece. Presumivelmente, vamos ter com alguns matizes, uma diplomacia oca, que se vê ao espelho e que se sente encantada com o que vê, mas o que não verá, certamente, são resultados concretos.
Esta política, em larga medida, de sobre-estima e de vaidade partidariza a administração pública e coloca-a ao serviço da nova presidente, como já esteve ao serviço pessoal de Lula. A abertura indiscriminada e sem critério discernível de novas embaixadas e consulados, à laia de grande potência para nada serve, se não se processar em nome de uma politica e em prol de uma estratégia (O Brasil tem embaixadas em todos os países das Américas, sem excepção, incluindo as ilhas das Caraíbas que têm de ser descobertas no mapa-mundi com a ajuda de uma lupa).  O mesmo se aplica mutatis mutandis à abertura de vagas em profusão para ingresso na carreira diplomática.
No período de Lula da Silva, o  Brasil sobre-estimou-se nos casos do Irão e das Honduras, mas, em contrapartida,  sub-estimou-se nas questões ambientais (onde é líder), na defesa dos direitos humanos e,\ na falta de dinamização dada ao Mercosul.
Lafer conclui: “A diplomacia lulista, em razão dos equívocos acima apontados, vem descapitalizando de maneira crescente o soft power da credibilidade internacional do Brasil, comprometendo, desse modo, o próprio prestígio do País. Esta situação vem sendo agravada pelo empenho do presidente em construir amigas parcerias com regimes permeados pela iniquidade do arbítrio (por exemplo, o Irã de Ahmadinejad). A continuidade desta diplomacia é indesejável. Não contribuirá para a sustentabilidade da ação externa brasileira num cenário que se avizinha como mais complexo, seja no contexto das tensões da nossa vizinhança, seja no campo multilateral, seja no jogo das grandes potências, no qual despontam as novas parcerias da China e da Índia com os EUA.”
Mas será que a política externa de Dilma será, realmente, uma evolução na continuidade?
Para Bárbara Ladeia (Brasil Económico), para além do prestígio que o Brasil beneficia como potência emergente e a que, naturalmente, será dado seguimento, Dilma diverge de Lula em relação ao Irão, porque, em seu entender, devia condenar o regime de Teerão por violações dos direitos humanos. Mas será que, na mesma linha, vai condenar Chavez e outros ou a solidariedade revolucionária vai falar mais forte e não terá outro remédio senão calar a boquinha?  
Por outro lado, ao substituir Celso Amorim por António Patriota, Dilma vai procurar controlar ao milímetro a politica externa e o Itamaraty. Aí não sobram quaisquer dúvidas. 
Noutro âmbito a parceria Sul-Sul - e aqui vêm ao de cima os temas da agenda pessoal de Dilma - vai constituir uma das grandes prioridades deste governo.
Mais preocupante – neste particular, surgem diferenças em relação ao anterior mandatário – é a atitude proteccionista em matéria de comércio externo ao arrepio das tendências planetárias, que Dilma Rousseff vai querer defender. Com efeito, como noticia o “Portugal Digital”:   "Técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (do Brasil) examinam alternativas, como a imposição de barreiras tarifárias para conter importações consideradas prejudiciais para alguns setores da produção nacional. 

(...)O objetivo é recuperar a balança comercial positiva em relação a maior parte dos parceiros econômicos do Brasil.
(...)A lista de produtos sujeitos a essas restrições ainda não foi concluída, mas a ideia é priorizar as mercadorias que têm similares produzidos no Brasil ou que têm condições de serem fabricados no país".
Quais são os rumos possíveis da política exterior brasileira? Vejamos:
a)   O Brasil vai-se voltar para a Ásia, para além da China e Índia, também para a Indonésia, Malásia, Tailândia e Coreia.
b)   A América Latina, um Mercado em expansão e onde o Brasil dispõe de grandes trunfos – trata-se de uma orientação tradicional e que não diverge a seguida no passado próximo.
c)   África – uma actuação em vários azimutes dando, porém, prioridade às relações comerciais com a África do Sul, Angola e Nigéria.
d)   Europa já não figura na primeirissíma linha, mas  o relcionamento é, ainda, tido por relevante sobretudo em função da U.E. e dos principais países que a integram
e)   Meio-ambiente – trata-se de um sector fundamental, negligenciado por Lula e onde o Brasil pode e deve desempenhar um papel  de primeiro plano.
Os próximos encontros de A. Patriota em Davos com os seus homólogos da China, Índia, África do Sul, Austrália, Reino Unido, Suíça. Alemanha, União Europeia e EUA dão bem conta das orientações de Dilma em política externa.
A programada visita de Obama ao Brasil em Março, tal como anunciada no discurso do estado da União, “para forjar novas alianças para o progresso das Américas”, constitui uma aproximação aos EUA e culminará no branqueamento total de Dilma Rousseff. Assim são as coisas!
E as relações com Portugal e com a CPLP? Obviamente, secundárias, meu caro Watson, secundárias.

quinta-feira, dezembro 30, 2010


Poder vs proceso


para Diego Fernandez de Cevallos
por Luis Rubio
La crisis económica de los últimos años difícilmente pudo haber llegado en un momento más ominoso para el viejo orden internacional. Las instituciones, prácticas y relaciones de poder que surgieron con el final de la segunda guerra mundial y los acuerdos tomados en Bretton Woods colocaron a EUA en el centro del mundo y a las instituciones que normarían el funcionamiento de los mercados, el comercio y las transacciones financieras como el corazón de la interacción internacional. Sesenta años después las cosas se ven muy distintas. China se ha convertido en un formidable actor internacional, la economía de los llamados países emergentes ha cobrado una importancia inusitada y la mayoría de los desarrollados está en crisis. La vieja pirámide se ha invertido, alterando la realidad política internacional.
Ian Bremmer, autor de El fin del mercado, título un tanto exagerado dado su contenido, dice que el gran cambio se originó en la nueva correlación de fuerzas entre las naciones del orbe, pero responde más que nada a lo que el autor denomina “capitalismo de Estado”. Según Bremmer, un conjunto de países, la mayoría con gobiernos autoritarios o autocráticos, se ha distanciado de las reglas del mercado en las últimas décadas esencialmente gracias a la activa promoción de sus empresas paraestatales, reglas del juego discriminatorias y fondos soberanos de inversión. Con estos instrumentos, han logrado trastocar las instituciones que modularon las relaciones comerciales y de inversión a partir de los cincuenta y amenazan el funcionamiento del orden económico existente. Algunas de estas naciones, notablemente China, se han distinguido por la forma en que han conducido a sus economías y logrado elevadas tasas de crecimiento económico, en tanto que otras han logrado su poderío gracias a la posesión de amplios yacimientos petroleros, sobre todo Rusia y Arabia Saudita. El autor incluye a naciones tan diversas como Egipto, Brasil, India, Ucrania y Argelia en su argumentación, a lo largo de la cual trata de probar que el mercado ha funcionado muy bien y que el orden internacional corre el riesgo de colapsarse en los años por venir.
La verdadera tesis del libro es que el balance de poder a nivel internacional ha cambiado, que EUA ya no representa el poderío de antaño y que hay otras naciones, particularmente China, que se sienten con el mismo derecho de definir la forma en que debe administrarse la actividad económica. Es decir, que la antigua hegemonía estadounidense se ha venido abajo y que los valores que ese país promovía en la forma de economía de mercado y democracia han perdido legitimidad. La tesis no es novedosa pero no por eso deja de ser relevante.
Si uno analiza el argumento con detenimiento, la verdad es que la contraposición de posturas es interesante pero no siempre veraz. La operación eficiente de una economía no es algo fácil de lograr. Crear instituciones y reglas del juego eficaces para una economía de mercado requiere no sólo convicción sino también un gobierno capaz de hacerlas funcionar y eso, como hemos podido ver en México en los últimos años, no siempre ocurre. En adición a lo anterior, la democracia, complemento necesario de una economía de mercado, requiere en sí misma instituciones e incentivos que la hagan operar. En ausencia de éstos no es posible esperar que así funcione y que los actores políticos se comporten de acuerdo a sus reglas.
En adición a lo anterior, muchas naciones ni siquiera han pretendido construir una economía de mercado o un sistema político democrático. El grupo de naciones que cita el autor difícilmente se ha distinguido por sus intentos de construir una democracia funcional y, cuando lo intentaron, como en el caso de Rusia, el experimento duró apenas unos cuantos años. Es en este sentido que la verdadera tesis del libro resulta relevante porque entraña enseñanzas y consecuencias que no debemos ignorar.
Lo inusitado del ascenso de naciones como China en el concierto internacional no reside en el hecho mismo, pues la historia del mundo se ha caracterizado por transiciones de potencias una y otra vez. Lo interesante del ascenso chino es que se trata de una nación enorme con un gobierno centralizado y con visión estratégica que tiene la capacidad de trastocar no sólo el balance de poder internacional sino la forma misma en que funciona el planeta en ámbitos que van desde la economía hasta la forma de vivir. Otras naciones igualmente grandes, o más, como India quizá acaben teniendo un menor impacto porque se caracterizan por una estructura de poder interno más difusa, independientemente de que tengan la posibilidad de acabar siendo mucho más ricas. Además, y quizá más importante, el gran tema es menos quien asciende y quien desciende que cómo se da la interacción entre las naciones más poderosas.
China y EUA han tenido muchos años de cooperación pero en los últimos tiempos parecen estar avanzando hacia una ruta de colisión. Cuando uno escucha a los funcionarios chinos, el mensaje claro y llano es que no buscan una colisión sino, más bien, una ruta más equitativa en la definición de los principales temas que aquejan y caracterizan al mundo. China, nación orgullosa que se siente con derecho, no ve razón alguna por la cual tenga que sujetarse a las reglas del juego que estableció EUA como potencia dominante hace sesenta años o que su evolución interna, económica y política, tenga que asemejarse a la que se ha supuesto en el mundo occidental.
Por décadas, desde que China se reintegró al mundo y comenzó su apertura económica, la presunción en EUA era que el crecimiento de la economía llevaría a demandas de participación política lo que, a su vez, transformaría a esa nación en una democracia. Ese escenario puede seguir siendo posible, pero al día de hoy no cabe duda que el sistema político centralizado que funciona en torno al Partido Comunista retiene el poder político. Hasta ahora, China ha logrado eso en buena medida gracias a su obsesión por mantener elevados niveles de crecimiento económico y su disposición a cambiar lo que sea necesario, reformar cualquier estructura o institución, con tal de lograr el crecimiento. Esa estrategia, que contrasta dramáticamente con la de nuestros políticos y gobernantes, ha mantenido satisfecha a la población de esa nación.
El actual equilibrio de poder en China y entre China y el resto del mundo dependerá en buena medida de la forma en que EUA negocie y satisfaga a aquel gobierno o lo confronte y amenace. Cualquiera que sea la forma, lo que es indudable es que, como dijo Napoleón, una vez que despertó el gigante asiático, todo será diferente.

quarta-feira, junho 16, 2010

Radicalismo islâmico no Paquistão.


A jihad a sério pode começar no Punjabe e...com armas nucleares!!!
O Paquistão - um estado totalmente falhado - é a próxima peça do dominó a cair, que ninguém se iluda! The party is over! Temos de nos preparar para o pior.
Leiam por favor:












Setting Their House in Order.


The Hindustan Times, New Delhi.
June 16 2010.


When the topic of terrorism-related threats is discussed, most of us think of Pakistan, Afghanistan, the Taliban and al-Qaeda. The scene of activity is the Federally Administered Tribal Areas (Fata) and the borderlands of Afghanistan and Pakistan. There are visions of Predators stalking the region to search and kill. When this is not the scene, then it is the threat to the US from the likes of Times Square wannabe-bomber Faisal Shahzad, their mindsets and their mentors.

When an angered and frightened US speaks of retaliation to this, it speaks of the wrath of America the next time around. Pakistan’s rulers pretend anger and insult, and they let loose their leg men on the streets shouting ‘Death to America!’. The Americans are in a dilemma. They cannot attack their favourite ally and justify to Congress that they need to give more arms and financial assistance to it. Pakistan’s rulers feel they have a winning game — of threatening to lose the match and country if they are not given steroids. Pakistan’s battle is not only on its western frontiers; it is now in the Punjabi heartland.

Since the Lal Masjid episode in Islamabad in 2007, the murderous terrorist attacks on the Marriot Hotel, the General Headquarters in Rawalpindi, Inter-Services Intelligence (ISI) and Special Service Group establishments as well as the police show the reach of the terrorists. The twin attacks on the Garhi Shahu and Model Town Ahmadiya masjids in Lahore on Friday, May 28, the attack on Jinnah Hospital on the night of May 31 and the June 9 attack on the Nato convoy outside Islamabad are manifestations of a virus that is radicalising Pakistani society faster and deeper than we realise — or Pakistan’s rulers care to admit. The recent ban on social websites YouTube and Facebook by the Pakistani government indicates its nervousness in dealing with radicals.

True, there is a section of Pakistani society that finds events like violence in the name of religion, or medieval practices foisted upon it by self-styled guardians of the faith, abhorrent. The other truth is that these hordes have muscle power, are financially well-endowed and — what has become increasingly evident — there is either benign neglect by the State or active connivance most of the time. One does not have to go too far back to the Zia years to see what has been happening to Punjabi society even in the post-Zia years.
President Muhammad Zia-ul-Haq had left in place not only the madrasa system of obscurantist education, but he had also mainstreamed this. So while the ISI diverted its experience and jihadi hordes from the Afghan front to the Kashmir one, Pakistan’s military rulers also created new terrorist outfits in the 1990s for specific action in Jammu and Kashmir. These were all Punjabi in origin and base. Recruitment has continued for the ‘jihad’ from various parts of Pakistan, notably from southern Punjab.

All these terrorist organisations have become interlinked and inter-dependent and an estimated 3,000-8,000 Punjab-based jihadis do service jointly alongside the Punjabi Taliban in Fata and Punjab. The Jaish-e-Mohammed (JeM) and Sipah-e-Sahaba (SSP) are also suspected to be linked with al-Qaeda. Politicians being politicians, the Nawaz and Shahbaz Sharif brothers have been flirting outrageously with the SSP in Punjab to queer the pitch for the Pakistan Peoples Party (PPP). Sheikh Akram, an opposition MP from Jhang, fears that there could be ten Swats in Punjab if the extremists are not checked.

So, today, we have a situation in which powerful terrorist organisations like the Lashkar-e-Tayyeba (LeT), the JeM and others, along with Sunni sectarian outfits like the SSP and the Lashkar-e-Jhangvi (LeJ), have recruits from the same village, district or area. Recruits for the mostly Punjabi Pakistani army also come from the same region and possibly from the same madrasas. Punjab is also the province that has many of Pakistan’s formidable troop concentrations against India — and it is here that all of Pakistan’s vital nuclear facilities are located.

Should Punjab get destabilised by Islamic radicals, this will have devastating consequences for Pakistan. Many wonder how the young and educated are getting affected by jihadi philosophy. Even today the curriculum established during the Zia years for the mainstream schools has not changed. In the Punjab University campus too, there is greater stress on Islamic tenets. The Daily Times, in its column ‘Campus Window’ (April 11, 2007), noted that while the world “heads towards modernisation and scientific knowledge, Punjab University, which is one of the oldest educational institutions in South Asia, is rapidly turning into a hub of Islamism”.

There are innumerable examples of attempts to introduce extreme religious ideologies in the discourse and in outward symbolism. These range from some very regressive and muscular moral policing on the campus to the downright ridiculous — like seeking to ban Alexander Pope’s poem ‘The Rape of the Lock’, as the title was considered vulgar.

Leading the campaign so far has been the students’ wing of Jamaat-e-Islami, the Islami Jamaat Tulaba, a rabid Sunni organisation. Its monopoly is now being challenged by an equally rabid students’ organisation, the new Tulaba Jamaat-ud-Dawa, the students’ wing of the Jamaat-ud-Dawa, the mentor of the LeT. When two extreme organisations compete, the result can only be increased radicalisation, as each is competing against the other to establish its Islamic credentials.

What has been apparent for long to many of us here — but is clearly emerging now — is that Afghanistan will have a chance at peace only if the virus in Pakistan is eradicated. The next few months are going to be a major challenge for Pakistani Army Chief General Ashfaq Pervez Kayani, if the declared intention is to take military action against the SSP, the JeM and the LeJ. Pakistan must fight its own demons urgently and not selectively. This will depend upon how long Pakistan’s rulers remain in denial about the home-grown existential threat to them and their country.