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sexta-feira, abril 01, 2011

Afinal o Brasil não ajuda, valha-nos Deus!




Perante os comentários mal educados de Sócrates, a que nós já estamos habituados mas a mídia brasileira não, Dilma deu a entender em Coimbra que o Brasil encarava a hipótese de ajudar Portugal. Eis senão quando, a "Presidenta" seguiu abruptamente para latitudes tropicais devido ao falecimento do ex-Vice de Lula, José de Alencar,  deixando Sócrates a mastigar em seco...Não tendo conversado coisa alguma e negociado o que quer que seja, o responsável pelas finanças do Brasil, disse muito rapidamente e para desfazer quaisquer equívocos, que, ni hablar, o Brasil não compra qualquer dívida portuguesa. Roeram a corda ao Sócrates, coitadinho! Mas leiam, leiam, os comentários dos leitores brasileiros no "Estadão"(http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,dilma-sinaliza-em-coimbra-ajuda-a-portugal,60478,0.htm): Portugal que se amanhe como quiser e puder que o Brasil está-se totalmente nas tintas.
Grande solidariedade, mas é assim.
Ay Portugal porque te quiero tanto!

quarta-feira, março 30, 2011


Brasil: o verdadeiro o de Dilma, de Lula and their true friends


 Porque é que a “Presidenta” ex-terrorista e o semi-analfabeto, agora doutor por Coimbra, saíram em corrida para regressarem ao “País Tropical”? Ah..porque morreu José de Alencar que foi Vice do Calamar. Mas eles não sabiam que o homem ia morrer e que o fim estava próximo? Sim, mas tem de haver solidariedade e tem de publicamente se tecer loas aos nossos camaradinhas e companheiros de viagem quando morrem. Mas não havia questões de alguma importância para a Dilma tratar em Portugal? Esse negócio da compra do lixo? Sim, mas isso é importante para os lusitanos não para os brasileiros. E quem foi esse Alencar de que tanto falam?  Não terá sido grande coisa a julgar pelo que dizem. Quase canonizado em vida, José Alencar morreu recusando o gesto que se espera de todo o homem que não é canalha: fazer um exame de ADN numa acção de reconhecimento de paternidade. Renegou a filha mais velha e insinuou que a mãe, enfermeira de Caratinga, era “prostituta”. Querem que faça o elogio fúnebre? Deixo isso para o Lula e para a Dilma.

Dilma: Brasil pode comprar dívida portuguesa, mas 'com garantia'

Segundo a edição on-line da revista brasileira "Exame", de ontem, para a presidente, a única alternativa seria comprar títulos que não são AAA e levar algum ativo como garantia

Coimbra, Portugal - A presidente Dilma Rousseff mostrou-se nesta terça-feira disposta a comprar títulos da dívida portuguesa caso seja oferecida "uma garantia" que supra sua baixa qualificação, que foi colocada hoje a só um passo do "bônus lixo".
"A única alternativa que nós vemos para esse caso (a baixa classificação dos bônus portugueses) é comprar títulos que não são triplo AAA com uma garantia", afirmou Dilma.
A presidente iniciou nesta terça-feira na cidade de Coimbra, a 200 quilômetros ao norte de Lisboa, uma visita de dois dias a Portugal para assistir a uma homenagem a seu antecessor, Luiz Inácio Lula de Silva, e realizar contatos "políticos" com as autoridades do país.
Sem fornecer mais detalhes sobre a possibilidade de aquisição da dívida portuguesa, Dilma apontou em declarações aos jornalistas que a operação demandaria "uma garantia" ou "algum ativo que suprisse essa deficiência".
A chefe de Estado lembrou as "regras estritas" que existem para utilizar os fundos brasileiros e destacou que é "uma questão de negociação".
No entanto, expressou a intenção do Brasil de "ajudar" Portugal, porque "não é um parceiro qualquer".
Nesta terça-feira, Dilma fez uma visita privada em Coimbra e esteve na universidade da cidade, uma das mais antigas da Europa e na qual Lula receberá nesta quarta-feira o título "doutor honoris causa".

Comentário: Dilma quer garantias. Quais, exatamente? Ou quer levar lixo para casa. Não tem lá bastante no morro da Rocinha? Mas quem é que no seu perfeito juízo quer comprar lixo? Em questões financeiras não se fazem favores. Que os tugas não esperem jeitinhos dos nossos amigos brasileiros, porque não há nada para ninguém...
Um lusitano campeão mundial do salto à vara

Vejam este prodígio do atletismo indígena!
Deu o salto da Tugalândia até Moçambique....











Supomos que este assunto, pela sua relevância para a vida nacional, para a diplomacia económica, designadamente para as relações com o Brasil e com Moçambique e, last not least, para o círculo íntimo das amizades de Sócrates, agora que está  a fazer as malas para ir à vida, também terá sido abordado com Dilma Rousseff em tête-à-tête.

quinta-feira, março 24, 2011

Dilma Rousseff  à SIC – “Mas o presidente não vai poder me receber?”

Numa entrevista concedida, ontem, a Miguel Sousa Tavares da emissora de televisão portuguesa SIC, Dilma mostrou-se surpresa com a informação dada pelo entrevistador, de que o Primeiro-ministro José Sócrates poderia renunciar, depois de o parlamento ter rejeitado novas medidas de austeridade. “Mas o presidente não vai poder me receber?”, perguntou ingenuamente Dilma. Apesar de surpresa, a “Presidenta” confirmou a sua viagem a Coimbra e Lisboa, e demonstrou que não estava informada de que Sócrates estava prestes a deixar o governo, noticiou, hoje, o  “Estadão” (jornal “Estado de São Paulo”).
Depois de Miguel Sousa Tavares ter esclarecido que o Presidente Cavaco Silva a receberia e que o Primeiro-ministro demissionário também, Dilma sossegou um pouco, mas confessou: "Eu não tinha conhecimento do que estava acontecendo. Foi, agora, n'é?" 
Ao inteirar-se da situação de Sócrates, a “Presidenta” afirmou: "Seja quem for o primeiro-ministro, ele vai me receber", segundo o relato publicado pelo jornal Folha de São Paulo.
A Chefe de Estado brasileira disse à SIC que iria obter informações adicionais junto do seu Ministro de Relações Exteriores.
Dilma visitará Portugal, entre 29 e 31 de Março, para prestigiar o ex-Presidente Lula da Silva que receberá o título de doutor honoris causa da Universidade de Coimbra. Trata-se da primeira viagem internacional da Presidente brasileira, em funções desde o início de Janeiro, a um país europeu.

Como se sabe, o primeiro-ministro, José Sócrates, apresentou quarta-feira a demissão ao Presidente da República por considerar que ficou sem condições para governar, depois de o Parlamento ter aprovado resoluções de rejeição de toda a Oposição ao chamado PEC 4 proposto pelo Governo.
O pedido de demissão de José Sócrates foi anunciado pela Presidência da República que, contudo, salienta que o Governo se mantém "na plenitude de funções até à aceitação daquele pedido". Cavaco Silva irá promover sexta-feira audiências com os partidos com assento parlamentar.


Três ou quatro comentários muito curtos:
  1.  Então a “Presidenta” vem a Portugal é entrevistada para um canal de televisão português e  não está minimamente informada do que passa no país que vai visitar, designadamente da crise iminente? Bom, das duas uma: ou é completamente ignorante ou é burra.
  2. A "ex-terrorista" não tem assessores diplomáticos, não conferencia com o seu Ministro dos Exteriores, não lê a mídia? O que é isto? O quê? Vai se informar depois e diz isso em público?
  3. E o que é que faz a Universidade de Coimbra? Vai atribuir um doutoramento honoris causa a um quase analfabeto funcional, que não dispõe dos mínimos rudimentos de educação básica? E amanhã vai doutorar quem? O Chávez, o Khadaffi ou o Ahmeddinejad?
  4. Mas é com gente deste calibre que o Brasil se quer impor como grande economia emergente e como país líder, à escala planetária? E nós damos cobertura  a isso, com esses pseudo-doutoramentos? O Povo brasileiro não merece essa gente, nem nós merecemos esses académicos de Coimbra ..Haja um mínimo de senso comum!


Bueno, como dicen en Latino-América, no pasa nada, no pasa nada.

sexta-feira, março 18, 2011

Líbia – Europa claramente dividida quanto à“No-flight Zone”. Brasil abstém-se.

Foi aprovada ontem em Nova Iorque uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas estabelecendo a Zona de Exclusão Aérea (“No-flight Zone”) na Líbia, autorizando "todas as medidas necessárias" para a protecção de civis e áreas civis povoadas sob ameaça, referindo explicitamente a cidade de Bengazi. Leia-se, para impedir o massacre de civis pelas tropas do ditador Muamar Kadhaffi.O texto exclui explicitamente "qualquer tipo de ocupação estrangeira em qualquer parte do território líbio".
A resolução, em que a França e o Reino Unido (com o decidido apoio do lado árabe por parte do Líbano) foram instrumentais para as respectivas negociação e aprovação, obteve os votos favoráveis de 10 países (os três referenciados, mais os EUA, África do Sul, Nigéria, Portugal, Líbano, Bósnia e Herzegovina, Colômbia e Gabão) e cinco abstenções (curiosamente os BRICs – Brasil, China, Rússia Índia e – pasmem-se, oh! Gentes!  - a Alemanha!!!).
Tropas americanas, francesas, britânicas e de dois países árabes devem participar da ação militar. 
A abstenção do Brasil
O Brasil da ex-revolucionária e agora “presidenta” Dilma Rousseff, ao arrepio do sentimento generalizado dos ocidentais, africanos e árabes, ao justificar a abstenção, afirmou que a posição brasileira "não significa uma aceitação do comportamento do governo líbio". De acordo com a embaixadora Maria Luiza Viotti, "o problema está no texto da resolução" (o Brasil está de acordo quanto ao fundo e em descaordo quanto à forma? Fraca desculpa…). Para a diplomata brasileira, "as medidas adotadas podem gerar mais danos do que benefícios" (Quais? Menos gente no paraíso de Alá?). Além disso, segundo a representante brasileira junto à ONU, os movimentos no mundo árabe "têm crescido internamente. Uma intervenção externa alteraria esta narrativa, tendo repercussões na Líbia e em outros países" (mas como, se os próprios árabes vão participar na força de interdição aérea?). O império da  asneira encontra múltiplas justificações, em especial no Brasil de Dilma.

A Alemanha manda a Europa ir dar uma curva.
É o fim claro e sem ambiguidades da Política Externa e de Segurança Comum, agora que a Alemanha, como anunciámos repetidamente neste blogue, começa a namorar a Rússia e já está a entrar na fase da paixoneta, que evoluirá para paixão. A ligação a Leste é, pois, um dado incontornável, muito embora tudo se justifique, mesmo o injustificável. A Alemanha não queria participar em operações militares, dizem eles, mas a tal ninguém os obrigou…. Portugal votou a favor e não se vai envolver em operações militares. O que é que quer Angela Merkel?
E, já agora, o que é  que faz Catherine Ashton no meio de tudo isto?  É só blá-blá? Fim definitivo da PESC ou será possível repescá-la?
Para terminar, 
Quando é que Luis Amado vai comer mais umas tâmaras à tenda do beduíno?

segunda-feira, março 07, 2011


Importações chinesas são dilema para Dilma

Relativamente ao título supra, do “Diário de Notícias” de Lisboa, de hoje, transcrevemos a seguinte notícia:
A invasão dos produtos chineses é, segundo o Financial Times, um dos maiores dilemas políticos da Presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

As fantasias de carnaval que os foliões usam nesta época no Brasil são, na sua maior parte, feitas com materiais oriundos da China. Uma situação que não se verificava, por exemplo, há dez ou 15 anos.
Os produtos chineses, mais baratos 40% do que os brasileiros, estão a inundar cada vez mais o mercado para consternação dos produtores nacionais.
Dilma Rousseff, empenhada em melhorar a situação dos empresários e produtores brasileiros, não consegue para já ter uma resposta política para a situação sem melindrar o grande gigante asiático.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

A política externa de Dilma Rousseff


Vou tentar ser tão objectivo quanto possível. 
A novel presidente do Brasil (e não presidenta - que eu saiba ela não é resistenta, nem antiga combatenta)  vai ter que delinear a sua política exterior dando seguimento às linhas traçadas por Lula. Aqui não vai certamente haver grande inovação, nem mudança detectável O Brasil incha o peito de ar porque já está no grupo dos grandes. Todavia, tem de saber entrar no jogo e isto não é futebol no Maracanã, nem tem Ronaldinho Gaúcho para marcar golos.
Já Celso Lafer no “Estadão” (“Estado de São Paulo” de 18 de Setembro de 2010) referia que “O Brasil não enfrenta problemas de segurança de envergadura, como países do Oriente Médio ou da Ásia, que estão mais próximos dos riscos da situação-limite paz/guerra. Por isso, pode considerar o desafio do desenvolvimento nacional, na sua abrangente sustentabilidade - econômica, social, política, ambiental, de inovação e conhecimento -, como sua grande necessidade interna. Cabe lidar bem com esse desafio, que significa ampliar o poder de controle da sociedade brasileira sobre o seu próprio destino, numa era de globalização, na qual o mundo se internaliza na vida dos países, inclusive no capítulo dos riscos (por exemplo, tráfico de drogas, crises econômicas, mudanças climáticas).” Contudo, para alcançar o desejado objectivo do desenvolvimento (apesar dos índices e do crescimento verificado, o Brasil ainda possui muitas características terceiro-mundistas) a classe política e, neste caso, a Presidente têm de compreender bem a extrema complexidade do mundo em que vivemos. Olhar para o umbigo, não basta. Lafer sublinha: “A minha crítica à diplomacia lulista é dupla. Entendo que, com consequências negativas para o País, não definiu apropriadamente as necessidades internas e não avaliou corretamente as possibilidades externas.” Dilma prosseguindo nesta esteira não irá longe e o Brasil poderá perder a oportunidade única que se lhe oferece. Presumivelmente, vamos ter com alguns matizes, uma diplomacia oca, que se vê ao espelho e que se sente encantada com o que vê, mas o que não verá, certamente, são resultados concretos.
Esta política, em larga medida, de sobre-estima e de vaidade partidariza a administração pública e coloca-a ao serviço da nova presidente, como já esteve ao serviço pessoal de Lula. A abertura indiscriminada e sem critério discernível de novas embaixadas e consulados, à laia de grande potência para nada serve, se não se processar em nome de uma politica e em prol de uma estratégia (O Brasil tem embaixadas em todos os países das Américas, sem excepção, incluindo as ilhas das Caraíbas que têm de ser descobertas no mapa-mundi com a ajuda de uma lupa).  O mesmo se aplica mutatis mutandis à abertura de vagas em profusão para ingresso na carreira diplomática.
No período de Lula da Silva, o  Brasil sobre-estimou-se nos casos do Irão e das Honduras, mas, em contrapartida,  sub-estimou-se nas questões ambientais (onde é líder), na defesa dos direitos humanos e,\ na falta de dinamização dada ao Mercosul.
Lafer conclui: “A diplomacia lulista, em razão dos equívocos acima apontados, vem descapitalizando de maneira crescente o soft power da credibilidade internacional do Brasil, comprometendo, desse modo, o próprio prestígio do País. Esta situação vem sendo agravada pelo empenho do presidente em construir amigas parcerias com regimes permeados pela iniquidade do arbítrio (por exemplo, o Irã de Ahmadinejad). A continuidade desta diplomacia é indesejável. Não contribuirá para a sustentabilidade da ação externa brasileira num cenário que se avizinha como mais complexo, seja no contexto das tensões da nossa vizinhança, seja no campo multilateral, seja no jogo das grandes potências, no qual despontam as novas parcerias da China e da Índia com os EUA.”
Mas será que a política externa de Dilma será, realmente, uma evolução na continuidade?
Para Bárbara Ladeia (Brasil Económico), para além do prestígio que o Brasil beneficia como potência emergente e a que, naturalmente, será dado seguimento, Dilma diverge de Lula em relação ao Irão, porque, em seu entender, devia condenar o regime de Teerão por violações dos direitos humanos. Mas será que, na mesma linha, vai condenar Chavez e outros ou a solidariedade revolucionária vai falar mais forte e não terá outro remédio senão calar a boquinha?  
Por outro lado, ao substituir Celso Amorim por António Patriota, Dilma vai procurar controlar ao milímetro a politica externa e o Itamaraty. Aí não sobram quaisquer dúvidas. 
Noutro âmbito a parceria Sul-Sul - e aqui vêm ao de cima os temas da agenda pessoal de Dilma - vai constituir uma das grandes prioridades deste governo.
Mais preocupante – neste particular, surgem diferenças em relação ao anterior mandatário – é a atitude proteccionista em matéria de comércio externo ao arrepio das tendências planetárias, que Dilma Rousseff vai querer defender. Com efeito, como noticia o “Portugal Digital”:   "Técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (do Brasil) examinam alternativas, como a imposição de barreiras tarifárias para conter importações consideradas prejudiciais para alguns setores da produção nacional. 

(...)O objetivo é recuperar a balança comercial positiva em relação a maior parte dos parceiros econômicos do Brasil.
(...)A lista de produtos sujeitos a essas restrições ainda não foi concluída, mas a ideia é priorizar as mercadorias que têm similares produzidos no Brasil ou que têm condições de serem fabricados no país".
Quais são os rumos possíveis da política exterior brasileira? Vejamos:
a)   O Brasil vai-se voltar para a Ásia, para além da China e Índia, também para a Indonésia, Malásia, Tailândia e Coreia.
b)   A América Latina, um Mercado em expansão e onde o Brasil dispõe de grandes trunfos – trata-se de uma orientação tradicional e que não diverge a seguida no passado próximo.
c)   África – uma actuação em vários azimutes dando, porém, prioridade às relações comerciais com a África do Sul, Angola e Nigéria.
d)   Europa já não figura na primeirissíma linha, mas  o relcionamento é, ainda, tido por relevante sobretudo em função da U.E. e dos principais países que a integram
e)   Meio-ambiente – trata-se de um sector fundamental, negligenciado por Lula e onde o Brasil pode e deve desempenhar um papel  de primeiro plano.
Os próximos encontros de A. Patriota em Davos com os seus homólogos da China, Índia, África do Sul, Austrália, Reino Unido, Suíça. Alemanha, União Europeia e EUA dão bem conta das orientações de Dilma em política externa.
A programada visita de Obama ao Brasil em Março, tal como anunciada no discurso do estado da União, “para forjar novas alianças para o progresso das Américas”, constitui uma aproximação aos EUA e culminará no branqueamento total de Dilma Rousseff. Assim são as coisas!
E as relações com Portugal e com a CPLP? Obviamente, secundárias, meu caro Watson, secundárias.

sexta-feira, janeiro 21, 2011


Brasil na encruzilhada


Dada a sua importância e sem nos pronunciarmos quanto ao fundo, transcrevemos, por ora, sem quaisquer comentários, este texto publicado na STRATFOR

January 21, 2011 | 2116 GMT

Latin America analyst Reva Bhalla discusses the challenges new Brazilian President Dilma Rousseff will face on crime, defense, the economy and foreign affairs in 2011.
Editor’s Note: Transcripts are generated using speech-recognition technology. Therefore, STRATFOR cannot guarantee their complete accuracy.
Colin: Brazil’s President Dilma Rousseff is no newcomer to politics, after all she was her predecessor’s chief of staff. 2011 is shaping up as having a very full agenda. Apart from recovery from deadly floods, where the death toll is approaching 800, there is much to be done. A full half of one percent increase in interest rates reminded us the economy is overheating.
Welcome to Agenda where I’m joined by webcam to STRATFOR’s Latin America analyst Reva Bhalla. Reva, let’s start by discussing the new president’s agenda.
Reva: Well Colin, Dilma Rousseff has a lot of items on her plate. Everything from major defense deals that she has to make decisions on, security issues with the country’s favela issue to important decisions Brazil has to take as it is emerging as a major regional power. One thing to keep in mind is that Dilma may not have the charisma as Lula, but she has a reputation for being very non-ideological, very technocratic. She employs this sort of no-nonsense attitude with her staff and she expects her staff to come to her with a plan B in pretty much every proposal. So she’s very much in the process of re-evaluating a lot of major decisions right now, including the jet fighter deal, which is taking a lot of attention these days. Colin: Who’s in the frame to win the jet fighter contract?
Reva: Well, toward the end of the Lula administration, it seemed pretty clear that Brazil would go ahead and opt for the French Rafale jet, for mainly political and strategic reasons. Now Dilma has basically re-opened the bidding process. U.S. firm Boeing is trying to sweeten the deal, but Brazil is very concerned about being tied to certain congressional constraints in agreeing to the U.S. deal, something that Brazil is very irked by especially when it comes to technology transfers. Now the Swedish Gripen offers more to Brazil in terms of price and performance, but we think this decision is still going to boil down to mainly a political and strategic decision in that Brazil is more likely to lean more toward the French jet.
Colin: Brazilian interest rates are very high, up half of one percent this week and more to come. That’s forcing the currency up, which might have two harmful effects: attracting hot money and damaging exports. ? Reva: Brazil maintains very strict fiscal policy and for good reason considering that the country was mired in an economic crisis just less than two decades ago. Now, in trying to keep inflation under control, Brazil has kept extremely high interest rates — right now it’s at about 11.25 percent. Now, with a government that is likely very unwilling to cut down on public spending, there are serious side effects to this kind of policy. One of those side effects is the boost to the country’s already appreciating currency. Now the stronger the Brazilian real gets, the less competitive Brazilian exports are on the open market. The Brazilian government really doesn’t have any good options in trying to deal with this currency crisis, but it’s transforming slowly and slowly into more of a political issue, especially as business and trade unions especially in the financial hub of Sao Paulo are applying more pressure on the state to do something to protect Brazilian industry. Again, Brazil doesn’t have very good options in dealing with this, but it is definitely an issue that is going to be pre-occupying the state in the coming year.
Colin: Let’s turn to resources. Can Brazil really realize its dream and become a major oil exporter? ?Reva: Well, its going to be difficult, but Brazil is definitely dedicated to this project. By the “project,” we are referring to the pre-salt fields — Brazil’s offshore deepwater fields that could potentially make Brazil a major oil exporter in the years to come. Now, this is going to require a lot of investment. We have already seen Brazil’s Petrobras employ some rather unorthodox means of capitalizing this endeavor. But the Brazilian government has made clear it’s going to be dedicating its resources in hopes of realizing this geopolitical dream.
Colin: What about domestic political problems like crime and drugs?
Reva: Now, Brazil faces a major challenge ahead to both pacify and integrate major favelas in the city of Rio de Janeiro. They’ve been employing a strategy called the UPP strategy that basically involves first overt military force that drives the drug-traffickers out and then a long-term police occupation. Now, this is an impressive model that’s worked on a small scale but replicating it on a larger scale is going to be extremely difficult. What’s happened so far is that a lot of the drug-traffickers in Complexo Alemao, which was the last favela targeted, are simply being displaced. Now that has side effects, especially when more drug-trafficking activity is just going from favela to favela or coming more from the favelas into city centers. Also, these drug-trafficking groups, particularly Comando Vermelho, the main group in Rio, they’re extremely well armed. And, if the state keeps pushing them in this pacification campaign, they do have the means of perhaps selectively carrying out attacks and trying to pressure the state to backing off of this offensive.
Colin: The other so-called BRIC countries are Russia, India and China. To what extent is Brazil joining them on the global scene?
Reva: Well, Brazil is most definitely emerging on the global scene; it’s no longer this insular power that it has been for decades now. And so of course we see a lot of countries reacting to that. You know, Brazil is interacting with the French on major defense deals, with the Chinese in this deepening economic relationship, also with the Indians where Brazil and India face a lot of competition with each other in certain industries. And so Brazil is learning more and more how to assert itself on the global scene and we can expect Brazil to fumble in a lot of respects. You know, Brazil is also trying to involve itself in issues that are very distant from the South American continent. For example, in very thorny Middle East issues. But, while this attracts a lot of attention, Brazil is slowly gradually attempting to assume this leadership role but it may not necessarily want to make very hard decisions or deal with the negative repercussions that may be attached to such a role.
Colin: Reva, it’s good to have you with us on Agenda, I’m sure we’ll talk again soon.
Reva: Certainly Brazil is a high priority for STRATFOR and we will be watching all these issues closely.

 "This report is republished with permission of STRATFOR

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Estrumeira verd'amarela





Com a devida vénia, transcrevemos na íntegra um post do blogue euroultramarino sobre a Dª. Dilma, respeitando, obviamente, o copyright. Aproveitamos para saudar os porteños e a Argentina. Quanto ao texto que se segue, quaisquer comentários são despiciendos.


A decadência das sociedades humanas é fenómeno pavoroso e complexo, sendo quase sempre impossível determinar com exactidão o conjunto de factores responsáveis pela degradação. Sempre julguei que com o advento de um grotesco, analfabeto e blasfêmo Luís InácioSiuva - catapultado à chefia do Estado brasileiro na farsada eleiçoeira de 2002, e repetida em 2006 - significava que o patropi tocara o fundo da dissolução moral. Enganei-me rotundamente. Ontem, dia 31 de outubro de 2010, os brasileiros demonstraram que não há limites para a ignomínia... ou melhor: o inferno será o limite. Depois de oito anos com o boçal que compara-se a miúde com Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto dá cabo da Lei Natural e enche as algibeiras com o mais espectacular sistema de corrupção de que há notícia, os brasucas saudarão o ano novo sob o comando de uma terrorista - ASSALTANTE, LADRA e ASSASSINA, e quem, até à data, jamais demonstrou qualquer sombra de arrependimento ou esboçou algum pedido de desculpas às famílias das suas vítimas e à sociedade. Com isto encerro qualquer referência futura à pocilga socialista tropical. Na antiga Terra de Vera Cruz virou-se a última página e fechou-se o livro.

sábado, janeiro 08, 2011


Dilma Rousseff – parte III (facts are facts, comments are free)


Imensamente popular, com um palmarés impressionante de realizações, a contrastar com o  cinzentismo apagado do seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso  e constitucionalmente impedido de se recandidatar, Lula da Silva catapulta uma factotum para a cadeira do Poder (neste caso mulher – sim, eu sei que não há concordância, perdoe-se-me o meu latim super-enferrujado, que ainda o aprendi nos bancos da escola, já lá vão alguns anos), tendo na mira  as próximas presidenciais, que poderá ganhar com facilidade. Sem embargo do que fica dito, para além deste score notável, não me parece avisado, agora,  discorrer sobre os seus erros e dislates, porque os houve e muitos e o tempo e espaço que nos restam são curtos. A escolha de Dilma afigura-se-nos um erro de palmatória e muito grave, por duas razões: por um lado, as dissensões entre os partidos de esquerda PT e PMDB são públicas, notórias e perigosas, pondo em risco a unidade, coesão e boa ordem da governação brasileira (uma potencia emergente); por outro, compreendem-se bem  as intenções e a estratégia de Lula, só que a opção em quem recaiu é profundamente errada, porque a pessoa em causa não é, nem pode ser de confiança.
Vejamos porquê:
Em Abril de 2009, um ex-guerrilheiro afirmava à “Folha de São Paulo”, declarações depois reproduzidas pelo jornal “Globo” que Dilma era “uma das integrantes do grupo que em 1969, planejou o sequestro do então ministro da Fazenda , Delfim Netto. Na edição deste domingo do jornal “Folha de São Paulo”, que já circula na capital paulista, o ex-comdante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e da Vanguarda Armada Revolucionária Palmaraes (VAR-Palmares), António Roberto Espinosa atualmente doutorando em Relações Internacionais da USP, diz que Dilma e outros quatro integrantes do grupo concordaram com o sequestro, que não foi executado ‘porque os principais envolvidos na ação começaram a ser presos semanas antes’, diz a reportagem.
‘O grupo foi informado. Os cinco (ele, Dilma e três dirigentes da VAR) sabiam,’ disse Espinosa à Folha” [O Globo de 04/04/2009].
No são espírito cristão muitos descupabilizam tudo e abrem-se os braços a conversos, filhos pródigos e ovelhas ronhosas que regressam ao redil. Os ex-qualquer coisa  são particularmente bem-vindos e quanto mais alto subiram na escala  social, na carreira politica  ou no mundo dos negócios melhor acolhidos são.
“Mas há, evidentemente, quem considere o óbvio: as organizações a que Dilma pertenceu eram terroristas.” – Revista “Veja”, de 17.05.2010, blogue de Rinaldo Azevedo
Segundo a revista em apreço, o actual deputado Gabeira ou Dilma teriam sido os escolhidos para assassinarem o embaixador americano. Mesmo não tendo sido ela, subsitem dúvidas sobre a sua responsabilidade, pelo menos,  moral em tudo isto ou, à boa maneira lusitana, passa-se uma “esponja sobre o assunto”? Quando se atinge esta escala de importância – Presidenta da República – tudo o mais se esquece.
Pode-se argumentar que quem nos EUA a proibiu de lá pôr os pés, hoje, estará, porventura, encarregado de estender-lhe a passadeira vermelha e o raminho de flores. Assim vai o mundo.
Ponderemos um pouco no que diz Rinaldo Azevedo, no blogue citado, alias um dos mais famosos do Brasil:
“O que contesto, aí com veemência, é que ela [Dilma Rousseff], no passado, tenha lutado ‘pela democracia e pela liberdade’ quando estava no Colina ou na VAR-Palmares. Contesto porque é mentira. A menos que alguém me traga alguma evidência de que essas duas organizações queriam democracia.
É uma questão de apreço pela história. O fato de as duas organizações terem praticado atentados terroristas — e praticaram — e matado inocentes — e mataram — não torna a ditadura militar melhor. De jeito nenhum! Também não justifica o crime asqueroso dos torturadores. De jeito nenhum! E os crimes da ditadura não transformam o Colina e a VAR-Palmares melhores do que eram: organizações leninistas, de caráter terroristas, cujo objetivo era, por intermédio da luta armada, instaurar no país uma ditadura comunista.”
Será que tudo isto foi cabalmente desmentido, beyond the shadow of a doubt?
(solicito a vossa indulgência para esta incursão na terminologia anglo-saxónica)
Valerá a pena pôr mais na carta?
Pois bem, desconfiar, desconfiarei sempre.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Dilma Rousseff – parte II


Para mim um ladrão é um ladrão e um pirata é um pirata. Não vale a pena escamotearmos a realidade com adjectivos qualificativos rebuscados, com eufemismos, mentirolas, matizes de linguagem ou com frases ocas de inteligência duvidosa. O ladrão pode ser gatuno, larápio, corrupto, meliante ou malandro não deixa, porém, de ser  reconhecida, marcada e essencialmente ladrão. O pirata pode ser filibusteiro, bucaneiro, corsário ou salteador dos mares não deixa, porém, de ser, reconhecida, marcada e essencialmente pirata. Dilma não pode renegar  o que já foi. Por mais que queira não pode apagar o seu passado com uma varinha mágica.
Tal como Berlusconi foi um engatatão barato, Durão Barroso  maoísta. Dilma foi terrorista. Ponto final. Tanto assim foi que não lhe era permitida a entrada nos EUA (estava na lista negra). A história é o que é e não o que gostávamos que fosse.
Ninguém prejudica um banco. Prejudica, isso, sim, a sociedade no seu todo. Quando, por exemplo, um banco é intervencionado, quem paga é o Estado, ou seja o “Pagode”. Existem leis e princípios morais e o comum  dos cidadãos cumpre essas normas. Não me venham com fantasias e, sobretudo, com entorses, à lei, à ética e ao senso comum. Fui educado, desde o berço, em determinados parâmetros e não noutros. Não transijo e, nesta matéria, não dou o benefício da dúvida a quem quer que seja.
Por outro lado, não acredito no Pai Natal (no Brasil, Papai Noel), que dá presentes a toda a gente, nem no Robin dos Bosques ou no “Ned” Kelly, figuras simpáticas que, aparentemente, roubavam aos ricos para dar aos pobres, acredito, isso, sim, nas malfeitorias dos  Al Capones, dos John Dillingers e dos pilantras  que nos desgovernam e nos roubam  quotidianamente, em Portugal, no Brasil ou na Conchinchina.
Aliás, Dilma quando roubou ou, melhor, quando administrou o dinheiro dos assaltos não o deu aos pobres mas guardou-o para si e para os seus militantes, como parece estar provado. Se isto não é roubo, o que é, então?
Adquiriu, agora, respeitabilidade como Presidente do Brasil. Também Pol Pot foi o dirigente supremo do Cambodja e Robert Taylor, Chefe de Estado  da Libéria. Vamos, vamos, que já é tarde...
Post scriptum para o Sr. Dr. Paulo Rufino:  Estou aberto a todos e quaisquer comentários, sem censura de qualquer espécie. Quem me quiser escrever que o faça para minha morada de e-mail. Mas, por favor, não se sirvam de blogues de terceiros para me fazer chegar mensagens. Não gosto de indirectas.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Dilma Rousseff - a "terrorista" presidente

José Sócrates, Hugo Chávez, Alan Garcia e Evo Morales Hillary Clinton e "tutti quanti" participaram, no passado dia 1,  na tomada de posse da ex-guerrileira, ex-terrorista e ex-Ministra pêtista, Dilma Rousseff, como presidenta do Brasil. Todos tecem loas a esta ex-comunista, esquecendo rapidamente o seu pouco recomendável passado.  Depois das operações militares no morro do Alemão e de outras favelas cariocas,  fica muito bem aos nossos amigos brasileiros terem eleito esta "senhora" que, entre outras coisas, foi militante activa da COLINA (Comando de Libertação Nacional) e da VAR Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares),  participou em vários assaltos a bancos, armeiros e  quartéis da polícia e do exército e,  em 18 de Julho de 1969,  alegadamente, roubou o cofre do governador de S. Paulo, Ademar de Barros, tendo surripiado a quantia de 2,5 milhões de dólares, então uma quantia astronómica, que seria, hoje,  equivalente a 10 vezes mais , ou seja 25 milhões de notinhas verdes.  Nada se conseguiu provar, mas as suspeitas e as dúvidas permanecem. Dilma terá aparentemente ficado incumbida da gestão do saque, tendo pago aso militantes e adquirido um VW "carocha", de que afirmou ter uma "vaga ideia".
Não vale a pena pôr mais na carta: a respectiva ficha policial não mente. Os documentos divulgados no "Wikileaks" também não. É desta gente que é preciso. No passado, pelo menos,  tinham vergonha e não disputavam cargos públicos.  Por muito menos Nixon foi forçado a demitir-se. E por causa de um célebre episódio semi-burlesco de sexo oral, Clinton viu-se em apuros. Em suma, é esta a mulher que vai presidir aos destinos da 8ª ou 9ª economia do mundo. O resto é conversa.
Para o mentiroso compulsivo que é o nosso Sócrates, fica-lhe bem aliar-se com esta ex-gangster marxista-leininista.
Miss Al Capone ao Poder!
Deus queira que nos compre o computador Magalhães e, sobretudo, títulos de dívida pública!
Valha-nos Santa Engrácia!