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quinta-feira, novembro 18, 2010

Portugal - situação económico-financeira:




Para quem ainda não leu, segue a declaração do Eurogrupo sobre o nosso "jardim à beira mar plantado":


Statement by the Eurogroup Portugal
The Eurogroup, the European Commission and the ECB welcome the recent confirmation by the Portuguese government of its commitment to ensure a reduction of the public deficit to 4.6% of GDP in 2011, and the draft budget proposal recently released.
The rigorous implementation of this deficit reduction plan will ensure the stabilisation of the public debt ratio as planned.
We also welcome the announcement that the government will step up the structural reform agenda. We invite the Portuguese authorities to further specify such reforms, which shall aim at enhancing potential GDP growth and competitiveness by focusing on removing rigidities in the product and labour markets, including in wage formation, and improving productivity.
We are confident in the ability of the Portuguese government to pass the 2011 budget previously agreed with the main opposition party and to implement the appropriate measures in order to achieve the 2011 deficit target.

sexta-feira, março 26, 2010

Conselho Europeu “salva” a Grécia. Será que merece? – Toda a gente já conhece as conclusões a que o CE  chegou ontem, logo nos primeiros minutos da reunião magna de Bruxelas, ou seja e sem entrar em pormenores, ajuda financeira bilateral coordenada com a entrada em campo do FMI . Mais uma vez, o eixo franco-alemão  funcionou. Seguiu-se o coro hipócrita de solidariedade dos "anões" (entre os quais o nosso Sócrates) com a Grécia, cuja demagogia para os meios de comunicação social difundirem urbi et orbi é bem conhecida. Só que provavelmente as medidas tomadas não  vão resolver o problema.
Como diz o “Financial Times” de hoje, só resta à Grécia abandonar o Euro, ressuscitar o dracma e, em seguida,  desvalorizaá-lo em 40%. Não existe qualquer outra  saída. Aliás, os próprios gregos reclamam nas ruas a saída da Eurozona, o abandono da U.E. e para exemplificar lá vão queimando bandeiras azuis com estrelinhas. Ora bem, a solução possível aponta nesse sentido e o Povão parece que é isso mesmo que quer. Então, faça-se.
É que se isto não acontecer, a prazo, a Alemanha pode pensar noutras soluções mais consentâneas com os seus próprios interesses e rebentar com o sistema de vez. Neste quadro, o Euro morre de morte natural – leia-se, de colapso cardíaco – de imediato.
E a construção europeia, antes do mais um projecto político e não económico-financeiro? O quê? Importa-se de repetir, se faz favor?
É preciso não esquecer que a Grécia, pela mão de Giscard d’Estaing, então Presidente da França e amigo pessoal de Karamanlis, entrou na então C.E.E., praticamente sem negociações, uns anos de Portugal e da Espanha.
A Grécia tem muito mais que ver com o Mediterrâneo Oriental e com o Médio Oriente do que com a Europa (aliás, odeiam os turcos porque os seus antepassados eram originários de regiões e territórios da Ásia Menor, dominadas pelos otomanos e também porque do ponto de vista das estruturas mentais não divergem muito, ou, mesmo, nada dos seus vizinhos). A mentalidade, a cultura, o modo de vida, a estrutura social e a própria ética são médio-orientais e não europeus. Mais. Basta ir à Grécia ou conviver com os gregos para nos certificarmos disto.
Por conseguinte, as aldrabices nas contas, as manipulações estatísticas, o meia-bola e força, que alguém há-de pagar e o quem-vier-a-seguir que se lixe não são de estranhar .
(Todos os dias me falam nas diferenças entre lusitanos e helenos, mas há aqui umas parecenças levadas do diabo...)
Para acabar, se querem sair e se devem sair, então porque não saem, já?