sábado, fevereiro 19, 2011

O Mundo, conforme Casciari



Hernán Casciari


"Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior do que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e então inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no 'sistema cão'. Desde meninos que nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7.
No caso dos países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Mais abaixo exponho alguns exemplos reveladores.
A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividirmos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, masturba-se, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.
Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos,  formam gangs. O gang do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam numa garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.
A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer parte do coro. Na realidade, como a maioria das meninas da sua idade, o que quer é sexo, neste caso com o Brasil que tem 14 anos e, aparentemente,  um membro grande.
O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo charro, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e junta-se com os Estados Unidos, um atrasado mental de 17 anos, que se dedica a atacar meninos famintos de 6 anos  noutros continentes.
No outro extremo, está a milenária China. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14, obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia a comer arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada há algum tempo do Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que  está sempre disposta a qualquer aberração em troca de “cacau”.
Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai.
Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo do papá Inglaterra e da mamã França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora fingem-se loucos.
A Austrália é uma miúda idiota de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um rapazinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adoptar o bébé da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão na moda.
A França é uma mulher separada de 36 anos, mais puta que uma cabra desgarrada, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 aninhos: Mónaco, que, ou muito me engano, ou vai acabar em paneleiro ou em bailarino... ou em ambas as coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um camionista rico que está casado com a Áustria, que sabe que a engana a torto e a direito, mas que não se importa.
A Itália é viúva há já muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gémeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com a Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (a Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar esparguete).
A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se lhe equipare, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume e tanta maquilhagem). É muito mamuda e está quase sempre bêbada. Geralmente deixa-se foder pela Inglaterra e depois queixa-se. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas perturbam-na quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam o seu frigorífico.
Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, fornica com algumas ingénuas meio-imbecis e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra alimenta-as.
A Escócia e a Irlanda, os irmãos da Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.
A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Têm relações e trabalham, pois são formadas nalguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam de liamba, haxixe e heroína); outras vezes chamam a atenção da Finlândia, que é um gajo meio andrógino de 30 anos, que vive só num apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo telemóvel com a Coreia.
A Coreia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gémeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Os Estados Unidos, o atrasadinho de 17 anos, vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar nas suas pistolas.
O Irão e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da “Harley Davidson” dos Estados Unidos e acabou-se-lhes o negócio. Agora  comem lixo. O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrénicos. 
Há cerca de uma semana e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo descobriram que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico cheio de medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que sabemos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passarmos por ignorantes.
Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam?" 
(tradução livre)
  
NOTA SOBRE O AUTOR:
Hernán Casciari nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de Março de 1971. Escritor e jornalista Argentino. É conhecido pelo seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre a literatura e os blogues, destacando-se na blognovela. A sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más - respeto, que soy tu madre'.

PS:
Na listagem faltava Portugal (ninguém nos grama! sniff, sniff!). É um idoso ranzinza de 60 anos, que só vive a falar em doenças e nos bons tempos de outrora. Não tem cheta. Detesta ter por única vizinha a puta da espanhola e desconfia do mouro, que vive um pouco mais distante do outro lado da rua, que lhe pode roubar as couves. Tem um filho de 14 anos, Brasil, o tal da picha grande, que começa a fornicar toda a gente e que se está marimbando para o Pai. Tem uma série de criancinhas muito pequeninas, nascidas fora de época, em África, todas ranhosas, umas com fome e outras com vontade de comer. 

(texto complementado por Ernesto, um vosso criado e admirador)  


quarta-feira, fevereiro 16, 2011


Desenvolvimento da Indústria diamantífera de Angola



O analista da Stratfor, Mark Schoeder, examina o desejo angolano em desenvolver a indústria diamantífera angolana e como essa possível cooperação com a República da África do Sul pode destronar a influência angolana nesse sector.

“The Angolan government is promoting fresh investment in its diamond sector. At the recently concluded international mining convention in South Africa last week the Angolan geology and mining minister stated that the diamond sector in Angola in the coming 15 to 20 years could rival its oil sector in output and value.
The northeast region of Angola finds itself with the highest concentration of diamonds in the country but actually getting to this region is easier said than done. The road network to there is in poor shape. Now interestingly there are plans, however, to rehabilitate the roads on the Angolan side but on the other side of the border, South Africa has plans to actually build entirely new road infrastructure that will link up to this region in the coming years. The Development Bank of Southern Africa, which is a state-owned bank of South Africa, recently approved a loan of $262 million to the government of Zambia to build on an addition to what’s called a north-south corridor, which is a road network that ultimately links the South African port of Durban with the Tanzanian port of Dar es Salaam. But this new extension that the South Africans approved will create a new road network in western Zambia, where there is little economic activity going on currently, but leading to Angola and could tap into the road network that the Angolans have proposed rehabilitating. Now what this road network will do is permit a decent overland supply chain into Angola’s diamond-rich, northeastern region.
In the short term, it makes full sense for the Angolans and the South Africans to cooperate in promoting this diamond sector in Angola. They each bring unique characteristics to the table. The Angolans need the financial and technical know-how from the South Africans, who are long players in diamond and other mineral mining operations in the entire southern African region. But in the long run, especially on the Angolan side, they must fear what this enhanced cooperation may do to their influence and control at home. And permitting the South Africans to develop not only the diamond sector but a robust supply chain network linking the diamond-rich region of northeastern Angola into the north-south corridor of South Africa, could lead to Angola losing control and influence over that region to the South Africans. The South Africans can just slowly deepen their influence over this very rich part of Angola that is the one prize the South Africans have not been able to entrench their control over.”

Republished duly authorized by  www.stratfor.com

terça-feira, fevereiro 15, 2011

PEDÓFILO VAI SER JUIZ ... !!! [SÓ MESMO EM PORTUGAL....] 

 Será possível ?


 A área de política externa é a área temática deste blogue, todavia recebi este texto por e-mail e, como o escândalo não tem limites e a minha indig nação ainda menos, sou forçado a divulgá-lo para a blogosfera.
Já agora um pequeno parênteses, nos States (não sei se em todos, mas na maioria dos que conheço) o condenado cumpre a sua pena e, mesmo que tenha interposto recurso, continua no cagarrão, por lá vegeta até ser julgado na instância superior. Por outras palavras, não tem ordem de soltura. Marçal, Bibi, Cruz e o “vosso” querido Ritto (fiquem lá com ele) andam à solta e até fazem destas. É, de facto, e-x-t-r-a-o-r-d-i-n-á-r-i-o!!!
Quando o magistrado Rui Teixeira é vetado para uma promoção a que tem direito pela nota meritória da sua avaliação, certamente por ter cometido o erro ??!! De mandar prender suspeitos de pedofilia, pasmem meus senhores, pois neste mesmo país, o NOSSO, o assisado pedófilo Hugo Marçal vai poder frequentar um estágio para Juiz ...
Custa a acreditar. Mas, o melhor, para quem tem dúvidas, é consultar o Diário da República. Isto é uma vergonha.

Meu pobre país, para onde vais !!!...

DIVULGUEM O  MAIS POSSÍVEL
Escandaloso: HUGO MARÇAL ... JUIZ ...!!!
Digam-me que isto é mentira!!! Belisquem-me!!! 
Hugo Marçal...   JUIZ!!!! - 
Este processo das crianças violadas vai mesmo ficar em "águas de bacalhau".
 É incrível a passividade do povo português face a este escândalo da
pedofilia. Tem que se fazer justiça!
Façam fwd do mail !!!!

"Hugo Marçal está em vias de ser admitido a frequentar o curso de auditor  e justiça do Centro de Estudos Judiciários. 
O nome do arguido no processo de pedofilia da Casa Pia vem publicado no Diário da República, entre centenas de candidatos a frequentar a escola que forma os juízes portugueses, mas ao contrário dos outros,
Hugo Marçal não vai prestar provas....!
Pelo facto de ser doutor em Direito - grau académico que terá obtido em Espanha - está por lei «isento da fase escrita e oral» e tem ainda «preferência sobre os restantes candidatos».
 Resultado: o advogado de Elvas está, na prática, à beira de ser seleccionado para o curso que formará a próxima geração de magistrados!


O nome de Hugo Manuel S. Marçal surge na página 4961 do Diário da República - 2.ª série, com o número 802, na lista de candidatos a ingressar no CEJ.
 Se concluir o curso com aproveitamento e iniciar uma carreira nos tribunais primeiro como auditor de justiça, depois... Como juiz de direito - Marçal terá também o privilégio de não ser julgado num tribunal de primeira instância.»
AH, POIS É !!!

 É O PAÍS QUE TEMOS !!! 
ISTO É ESCANDALOSO E UM ATENTADO À DIGNIDADE DESTE PAÍS, SERÁ QUE O POVO NÃO VAI SABER E ACTUAR EM CONFORMIDADE COM ESTE ESCÂNDALO OU JÁ NÃO TEM DIGNIDADE
E? NÃO SE IMPORTA
? 


É MESMO ASSIM?







sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Egypt Army Wear



So just to outline here – these are makeshift helmets 
made by the Egyptians whilst scrapping in their current predicament. 


I shall guide you through these pieces of registered non standard army kit:

Your classic 1979 ‘Tribottle rag’ helmet – a must in any type of combat

A late 80’s ‘boxhat’. The bloke next to him doesn’t appear too sure of its effectiveness



A renaissance period piece of brickwear teamed with a black and cream scarf. Textbook




Im not sure that tuna sarnie he is about to lob is gonna cause to much destruction. 
Old skool 80’s broken bin helmet. 
I personally love the fact he needs to lift it up to see – 
does he spend the rest of the time walking in to things??



Textbook saucepaning with lifejacket combo. He does not take, ANY!!



I literally have no idea what this is.



And the winner by 100 miles. 
This bloke is going to war with 2 baguettes strapped to his ears and a ham salad roll 
sellotaped to his forehead. I’d def wanna be behind him if someone lobs a load of bricks at me.





quinta-feira, fevereiro 10, 2011


Euro Joke or whatever

European paradise:
You are invited to an official lunch. You are welcomed by an Englishman. Food is prepared by a Frenchman and an Italian puts you in the mood and everything is organised by a German.
European hell:
You are invited to an official lunch. You are welcomed by a Frenchman. Food is prepared by an Englishman, German puts you in the mood but, don't worry, everything is organised by an Italian.

That joke was proposed by a Belgian as the Official European Joke, the joke that every single European pupil should learn at school. The Joke will improve the relationship between the nations as well as promote our self humour and our culture.
The European Council met in order to make a decision. Should the joke be the Official European Joke or not?
The British representative announced, with a very serious face and without moving his jaw, that the joke was absolutely hilarious.
The French one protested because France was depicted in a bad way in the joke. He explained that a joke cannot be funny if it is against France .
Poland also protested because they were not depicted in the joke.
Luxembourg asked who would hold the copyright on the joke. The Swedish representative didn't say a word, but looked at everyone with a twisted smile.
Denmark asked where the explicit sexual reference was. If it is a joke, there should be one, shouldn't there?
Holland didn't get the joke, while Portugal didn't understand what a "joke" was. Was it a new concept?
Spain explained that the joke is funny only if you know that the lunch was at 13h, which is normally breakfast time.  
  Greece complained that they were not aware of that lunch, that they missed an occasion to have some free food, that they were always forgotten.  
Romania then asked what a "lunch" was.
Lithuania and Latvia complained that their translations were inverted, which is unacceptable even if it happens all the time.  
Slovenia told them that its own translation was completely forgotten and that they do not make a fuss.  
Slovakia announced that, unless the joke was about a little duck and a plumber, there was a mistake in their translation.  
The British representative said that the duck and plumber story seemed very funny too.
Hungary had not finished reading the 120 pages of its own translation yet.
Then, the Belgian representative asked if the Belgian who proposed the joke was a Dutch speaking or a French speaking Belgian. Because, in one case, he would of course support a compatriot but, in the other case, he would have to refuse it, regardless of the quality of the joke.
To close the meeting, the German representative announced that it was nice to have the debate here in Brussels but that, now, they all had to make the train to Strasbourg in order to take a decision. He asked someone to wake up the Italian,  not to miss the train, so they can come back to Brussels and announce the decision to the press before the end of the day.
"What decision?" asked the Irish representative.
And they all agreed it was time for some coffee.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011


Crise na Costa do Marfim – Painel de Chefes de Estado




(transcrição com a devida vénia do semanário  “Angolense”, de 5 de Fevereiro)

Após acesas discussões, e por entre um lobby intenso das duas «fac­ções» e dos países seus apoiantes, o Conselho de Paz e Segurança da UA decidiu estabe­lecer um painel especial de Che­fes de Estado que deverão «num prazo de não mais de 30 dias» encontrar uma solução de cum­primento obrigatório para todos os ivoirienses.
O Conselho – composto por Jonathan Goodluck (Nigéria), Ro­bert Mugabe (Zimbabwe), Jacob Zuma (África do Sul) e Hihike­punye Pohamba (Namíbia), sendo os últimos quatro aliados do Pre­sidente dos Santos – decidiu que o painel deverá ter um represen­tante de cada uma das 5 regiões do continente (Magrebe, África Ocidental, África Oriental e Áfri­ca Austral) e apoiada por uma equipa de peritos, que envidará todos os esforços diplomáticos e políticos no sentido de encontrar «uma solução negociada e pacífi­ca que ponha em primeiro lugar os interesses do povo ivoiriense».
Caso para dizer que dos três eixos propostos por Angola, dois já foram alcançados: O descarta­mento do uso da força e «a solu­ção africana para um problema africano». O que não está claro é como fica a situação da Presi­dência da República: «Presidente Constitucional» Gbagbo ou «Pre­sidente Eleito» Ouattara? Eis a questão.
Dúvidas e incertezas
A União Africana indicou cin­co Chefes de Estado para consti­tuir o painel encarregado de en­contrar uma solução para a crise política na Costa do Marfim num prazo de não mais de um mês.
Os líderes do Burkina Faso (CEDEAO), Tchad (África Cen­tral), Mauritânia (Magrebe), África do Sul (SADC) e Tanzânia (Àfrica Oriental) farão parte do painel, juntando-se a Bingo wa Mutharika e Jonathan Goodluck.
Espera-se que o painel defina uma resolução de cumprimento obrigatório para ambas as partes do conflito ivoiriense, o Presiden­te em funções Laurent Gbagbo e o Alassane Ouattara, reconheci­do pela comunidade internacio­nal, incluindo as Nações Unidas, como o vencedor das últimas elei­ções presidenciais realizadas em Novembro de 2010.
Conforme noticiava a Voz da América em Dakar, a 31 de Ja­neiro de 2010, observadores no entanto já expressam dúvidas quanto à consecução desse desi­derato, seja quanto à efectividade do cumprimento obrigatório, seja no prazo indicado. O único con­senso entre os membros do painel parece ser o que o Presidente Ab­del Aziz resumiu dizendo que «a única maneira de encontrar uma solução africana para um proble­ma africano é através da aplicação da sabedoria, cultura e valores africanos».
Quanto ao resto, segundo as mesmas fontes, as divergências persistem. Enquanto o Presidente Jonathan da Nigéria e Presidente em exercício da CEDEAO conti­nua defendendo a posição do uso da força para apear Gbagbo do poder, Jacob Zuma da África do Sul, em representação da SADC, defende que os mediadores da União Africana «deverão ter em linha de conta as preocupações de Gbagbo em relação à eventuais fraudes efectuadas no processo de votação». Observadores acre­ditam que a posição de Zuma foi concertada com o Presidente dos Santos de Angola, a primeira e até agora única voz que se posicionou explicitamente a favor de Gbagbo.
Este manifestou através de um porta-voz que acolhia favoravel­mente a criação do painel, e con­vidava-o desde já a deslocar-se à Costa do Marfim para promover as negociações com Alassane Ouattara. Porém o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Algid Djedje foi avisando que o seu go­verno «não aceitará as suas cons­tatações a não ser que estejam de acordo com a constituição ivoi­riense», numa clara indicação que rejeitará qualquer conclusão que indique que Gbagbo perdeu as eleições de Novembro, já que foi declarado vencedor pelo Conse­lho Constitucional.
Angola - Isabel dos Santos persegue jornalista - por Gisela Amaral




Terça, 08 Fevereiro 2011 18:24



Lobito - A filha primogénita   do Presidente José Eduardo dos Santos, Isabel, tem estado a perseguir, em tribunal o jornalista português Nuno Pinto, a quem acusa de a ter ofendido, desonrado o seu bom nome (Dos Santos) e invadido a intimidade da sua vida privada. 
O jornalista, num artigo escrito a 19 de Julho de 2007, em colaboração com Ricardo Marques e Helena Cristina Coelho, indicava que o casamento de Isabel dos Santos, com o congolês-norueguês Sindika Dokolo, teve três mil convidados e dois aviões foram alugados para transportar os convidados do exterior. Mais, os jornalistas mencionaram que, no frescor da sua juventude, Isabel dos Santos levava uma vida boémia, de farras e citam um caso em que, a jovem, no Brasil teve de ser apoiada pelo protocolo após ter ingerido meia garrafa de whisky. Estas são as ofensas.

Quando do seu casamento, a imprensa independente angolana, nomeadamente o Agora, Folha 8 e o Angolense, escreveram sobre os aviões alugados que transportaram os convidados do casal, a partir de França e Portugal. Na altura, os jornais também fizeram referências ao facto dos convidados terem  vindo a Angola sem vistos, e terem passado a imigração sem quaisquer problemas. Os excessos do casamento, que se calculava a um custo total de quatro milhões de dólares, foram amplamente divulgados em Angola, sem que para tal a Isabel dos Santos tivesse coragem de se sentir ofendida e processar a imprensa angolana. Os pasquins, como chama o seu pai.

Sobre a vida boémia e de bebedeiras de Isabel dos Santos, a sociedade angolana pouco se importa, mas é verdade. No casamento do General João de Matos com a ex-miss Angola Emília Guardado, no Mussulo, Isabel dos Santos “varreu” duas garrafas de champanhe Cristal, calculadas cada uma ao preço de dois mil dólares. É o seu lado Azeri. Nada de mal. O pai não bebe.

O problema é o argumento invocado por Isabel dos Santos para atormentar os jornalistas portugueses, algo que em Angola remete aos subordinados do seu pai. A Sra. Isabel dos Santos alega que é uma pessoa altamente profissional e competente, mui respeitada e acarinhada em todo o mundo pelo seu “perfil educado e refinado”. Assim, Isabel dos Santos sente-se exposta, como figura pública, que frequenta os mais altos círculos empresariais portugueses e angolanos.

Por todas essas injustiças, a Princesa, como também é conhecida, pede um indemnização de 25 mil euros pelo “sofrimento” por que está a passar, para entregá-los a Cruz Vermelha de Angola, como boa samaritana que é.

Isabel dos Santos, tem sido presidente da Cruz Vermelha de Angola, há muitos anos. Os funcionários da CVA praticamente desconhecem que a filha do presidente os tem dirigido, no papel. Nunca a viram nas instalações da CVA, cujo estado de degradação é bastante visível. Não se conhecem actos de caridade de Isabel dos Santos para com os angolanos, para além das suas monumentais farras no Miami Beach, seu restaurante.

O que Isabel não menciona no caso, é que a sua riqueza não ofende a socidade angolana. Esta é feita à custa da pilhagem do país por parte do seu pai e a quadrilha que o cerca, levando a morte milhares de angolanos privados de serviços de saúde básicos, alimentação básica, etc.

A questão que se coloca aos leitores do Club– K, ora consagrados como jurados, é a seguinte. Apresentados os argumentos qual é o veredicto popular à queixa apresentada por Isabel dos Santos?

* Gisela  Amaral 

terça-feira, fevereiro 08, 2011


Malawi - Proibido peidar! Farting strictly forbidden!



Malaui Criminaliza Flatulência em Público

O Parlamento do estado africano do Malaui tem agendada para debate a partir da próxima segunda-feira a criminalização de manifestações públicas de flatulência.

O ministro da Justiça e Assuntos Constitucionais, George Chaponda, deu um claro sinal de que leva a questão muito a sério ao afirmar, citado pela agência sul-africana SAPA, que "o governo tem a obrigação de garantir a decência pública e de introduzir ordem no país".

Chaponda considerou que o mau hábito de libertar gases intestinais em público é uma consequência directa da democracia, sendo, em sua opinião, necessário que as pessoas aprendam a "controlar a natureza".

"Este hábito não existia nos tempos da ditadura porque os cidadãos temiam as consequências, mas desde que o país abraçou a democracia multipartidária há 16 anos as pessoas começaram a sentir que podem libertar gases em qualquer lado", referiu o ministro da Justiça, que propôs a criminalização.

O Partido Democrático Progressista, ao qual pertence o ministro, parece levar o assunto tão a sério como o próprio Chaponda e está disposto a usar a sua maioria parlamentar para aprovar uma nova lei que torne ilegal a flatulência.

Uma lei dos tempos da ditadura já ilegaliza aquele acto mas as autoridades não a fazem cumprir.

A legislação, ainda em vigor, estabelece que "qualquer pessoa que vicie a atmosfera em qualquer lugar e com isso torne nocivo o ar para as pessoas em geral que transitam ou trabalhem na vizinhança ou na via pública será considerada culpada de delito de menor gravidade".

Apesar da sua firmeza, o ministro da Justiça já assegurou que a nova lei, a ser passada, manterá o estatuto de "menor gravidade" para o crime de flatulência pública.

O Malaui é uma sociedade conservadora, que ao longo dos anos proibiu uma série de comportamentos considerados aceitáveis na maior parte dos países africanos, como o uso de calças e mini-saias pelas mulheres e homens de cabelos longos.

Para o leitor atento, brevíssimos comentários de carácter científico: Se o homem se peida em média 14 vezes ao dia, o cheiro depende da ingestão de determinados alimentos e de certas bebidas, variando em função do maior ou menor conteúdo de enxofre e de gás sulfídrico, de uns e de outras. Uma dieta rica em enxofre produz mais bactérias no intestino e é certo e sabido que os peidos vão cheirar mal. Alguns peidos são audíveis e outros não, tudo depende da vibração da abertura anal,  da velocidade de expulsão do gás e da abertura ou contracção dos músculos do esfíncter anal. 

Cuidado, se for ao Malaui, não esqueça que lá não se pode peidar alegre e descontraidamente e mesmo arrotar é suspeito!   

sexta-feira, fevereiro 04, 2011


Cairo – Os meus parabéns a Aristides Gonçalves.



Não há dúvida que tem feito um trabalho excelente, no meio daquela bagunçada. O Zé Tuga tem sempre que se queixar, mas desta vez se o faz não tem razão nenhuma.
Pena, foi que essa emissora ranhosa, de quinta ordem que dá pelo nome de TVI, num destes dias, deu em primeira mão que não se conseguia falar para a nossa embaixada no Cairo e que respondia de lá uma gravação em árabe, não sendo, por conseguinte, verdade a afirmação, feita pelo embaixador Aristides Vieira Gonçalves, que a missão estava a laborar a 100% ,24 horas sobre 24.
Se a TVI ou alguém por ela soubesse árabe (eu até sei um bocadinho, porque por lá andei durante uns anos) , constataria que a gravação, da telefónica egípcia, muito simplesmente referia que os circuitos estavam saturados e que as comunicações estavam temporariamente interrompidas, pedindo para se ligar mais tarde. É natural que, naquele caos, os circuitos através da linha fixa terrestre estivessem saturados! Em seguida, não contente com isso, a TVI transmite uma gravação em inglês a dizer a mesmíssima coisa. A incompetência é, pois, total e recomenda-se... Mas será muito difícil assumir as besteiras, as idiotices, as acusações gratuitas e, sobretudo, a inépcia, e pedir desculpa?  Transmitam telenovelas que é o que sabem fazer.
Quem tem manda a ti sapateiro tocar tão mal rabecão...
Não defendo Aristides que ele não precisa de advogado, mas são coisas que não se fazem.

Tunísia e a nossa embaixada entre palmeiras


Isto de se viver à distância da nossa “ditosa Pátria minha amada” tem destas coisas. Somos forçados a fazer marcha atrás nas críticas feitas à embaixadora  em Tunes. Todavia, somos forçados a fazer outras que têm por alvo outros destinatários, porque, à boa maneira lusitana, desta feita, a culpa não pode, nem deve morrer solteira. Aparentemente, a embaixadora,  dra. Rita Ferro, não estava lá porque tinha sido autorizada a deslocar-se à pátria para tratamento oftalmológico urgente (aparentemente, tratava-se de um deslocamento de retina, a necessitar de operação urgente). Por conseguinte, a sua ausência de Tunes está plenamente justificada e já não está qui quem falou. Todavia, que eu saiba, existe normalmente um número dois em cada missão diplomática que assume imediatamente o comando das tropas como encarregado de negócios, não é verdade? Então porque não actuou no momento certo e da forma adequada. Dizem-me ...dizem-me...dizem-me que esse número dois, que não sei quem é tem medo da própria sombra e é totalmente incompetente. Então, como é? Os interesses de Portugal estão entregues a gente desse jaez? Como é que esse senhor passou no concurso? Como é que está em posto se não é capaz de agir na altura própria? Quem é que o mandou para lá? E porque carga de água lá continua?
Mas dizem-me, mais, muito mais. Parece que o Secretário-Geral, Vasco Valente, autorizou Rita Ferro a vir para Lisboa, atento o circunstancialismo descrito, mas não informou em conformidade e em tempo oportuno S. Exa. Ministro e este inadvertidamente meteu o pé na poça. Falta grave! Merecia até outro qualificativo! Mas que raio de Secretário-geral é este que num caso destes escamoteia informação ao “Poupas”? Além do mais toda a gente sabe das dissensões deste último com o nosso Primeiro, em que por tudo e por nada diz e logo a seguir desdiz.
O MNE, como habitualmente, fica muito mal na fotografia e ...a “carreira” ainda pior.

terça-feira, fevereiro 01, 2011


Egipto: pirâmides sem sombra


Para os EUA, para o Ocidente em geral e, principalmente, para Israel, o status quo vigente até há umas semanas atrás é sempre preferível a este estado de agitação e de instabilidade permanentes sem rumo determinado. O problema principal consiste, pois, na imprevisibilidade, uma vez que pode – e naturalmente vai – emergir uma situação complexa e desconhecida. De momento os acontecimentos que se sucedem em catadupa parecem conduzir a uma conjuntura caracterizada pela  fluidez.
Com efeito, no Egipto, o regime sempre foi militar. Nasser, Sadat e Mubarak vieram todos eles das fileiras. Qualquer deles esteve no poder porque a classe castrense egípcia assim entendeu que devia ser. As mudanças introduzidas por Mubarak, vão no sentido de dar ainda mais força às Forças Armadas: os novos Vice-presidente e PM são militares.
Mas quais são ou podem ser os cenários futuros?
Antes do mais, o regime pode reinventar-se a si próprio. Retira algumas cartas do baralho e prossegue com outras cartas o mesmo jogo, introduzindo algumas alterações cosméticas, podendo-o fazer com Mubarak ou, em alternativa, com uma outra figura militar. Num segundo cenário, realizam-se eleições com resultados inconclusivos forçando a uma coligação que, muito presumivelmente, só será possível com a  Irmandade Muçulmana, a principal (senão, mesmo, a única) força política organizada do pais. Aí, o Egipto entra por uma via de radicalização acelerada e tudo pode acontecer. Uma aliança com o mundo islâmico anti-ocidental e anti-Israel é perfeitamente possível. Esta radicalização do Egipto, dada a sua dimensão regional, conduzirá a uma radicalização de todo o mundo islâmico ( e neste caso, o afastamento da Turquia do campo ocidental, já visível e a sua aproximação ao Egipto é uma mera hipótese, porém, plausível e preocupante). Num terceiro cenário, a criação de um estado laico, reclamada por algumas elites, é, por ora, altamente improvável, porque depararia com a oposição firme da rua.
Assim, o triângulo Egipto-Turquia-Irão, em que cada um dos vértices apresenta características próprias  que as distinguem dos demais poderá conduzir, mas não necessariamente , a uma onda de radicalismo. Nesta matéria, quaisquer previsões são prematuras.
Independentemente da solução encontrada o Egipto vai-se afirmar face aos EUA e a Israel e esse é um dado praticamente adquirido, o que não quer dizer que irá denunciar os acordos de Camp David (1978).
Alguns apontamentos
É estranho que a U.E. venha, agora, reclamar, “eleições livres e justas” no Egipto, ao fim destes anos todos. Então porque não as reclamou antes? Não reclamou antes porque a situação então vigente era confortável e não convinha levantar ondas. O Egipto não era um regime opressivo e que não respeitava os direitos humanos? Opressivo, opressivo, havia bem pior...E os princípios? Bom... os princípios são isso mesmo. Variam consoante a latitude... Não vale a pena falar mais no assunto.
E El Baradei e o seu papel no meio de tudo isto? No fundo, é uma espécie de Gorbachov egípcio, conhecido e estimado além fronteiras e ignorado ou odiado intra-muros. Não terá grande relevância no processo interno do país sem respaldo militar consistente, sendo duvidoso que o consiga obter.
A fúria do regime (e dos militares) contra os media internacionais, como fautores de todos os problemas que o Egipto padece é um péssimo sinal. Daí o encerrar-se a Internet e a rede móvel, como se fosse possível isolar um país de 80 milhões de habitantes do mundo exterior, ao abrigo de alegados vírus perigosos que andam por aí à solta e que são a razão de todos os males. Registe-se que se é  o regime que manda  encerrar, os  militares mantém a interdição. Está tudo dito.