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quarta-feira, março 09, 2011


Ana Paula Zacarias em Brasília 


Parabéns à Embaixadora Ana Paula Zacarias nomeada para a chefia da Delegação da União Europeia no Brasil pela Alta Representante para as Relações Externas, Catherine Ashton, após – note-se bem – concurso público, o que e revelador da capacidade e qualidades da referenciada, que possui um currículo expressivo (Embaixadora na Estónia, nr. 2 na REPER, Vice-Presidente do Instituto Camões, Conselheira na Missão Portuguesa junto da UNESCO, assessora da Presidência da República)
Segundo os media, Ana Paula Zacarias é a primeira diplomata portuguesa a chefiar uma Delegação da União Europeia no quadro do novo Serviço Europeu para a Acção Externa. Mais cinco funcionários portugueses (que não diplomatas) chefiam outras tantas delegações europeias no mundo: Estados Unidos (esta por nomeação do Presidente da Comissão, Durão Barroso), Ucrânia, Venezuela, Camarões e Gabão (que também cobre S.Tomé e Príncipe).
A delegação em Washington  - um dos lugares mais importantes das representações externas da Comissão - é chefiada pelo antigo Chefe de Gabinete de Durão Barroso, João Vale de Almeida.
Comentando a nomeação, Pedro Lourtie, secretário de Estado dos Assuntos Europeus, disse ao “Expresso” de Lisboa que "o Brasil era uma das prioridades que Portugal tinha fixado neste arranque do Serviço Externo", pelo que "estamos mais do que satisfeitos". Para este lugar, o país concorreu diretamente com a Alemanha e, depois, com a Holanda e a Áustria.
Lourtie considerou que a nomeação de Ana Zacarias constituía uma “vitória da diplomacia portuguesa”, quando, no fundo, se trata de um sucesso pessoal, muito embora honre a carreira diplomática e o país.
No caso de Ana Paula Zacarias, afigura-se-nos que também  o lóbi lusitano terá funcionado, o que não aconteceu há uns meses atrás com Luísa Margarida Bastos de Almeida (actual embaixadora em Ankara), que, apesar dos seus vinte e muitos anos em Bruxelas e a sua senioridade, não conseguiu o almejado lugar, por não ser “adequada” para o lugar.
Portugal pretenderia para os seus diplomatas da sede (ou seja, das Necessidades) 3 possíveis postos: Brasília, Luanda e a Direcção de África, em Bruxelas. Angola constituiria, pois, a segunda prioridade, neste momento inalcançável, uma vez que a nomeação da referenciada e também de José Pedro Costa Pereira para a dita Direcção esgotou, por assim dizer, a quota “disponível” para Portugal. 
Recorde-se que foi durante a presidência portuguesa da União, em 2007, que a UE estabeleceu uma parceria estratégica com o Brasil, tendo organizado a primeira cimeira UE-Brasil.
A nosso ver, não houve neste caso feminismo (ou, se se quiser muito pouco) mas apenas mérito. Todavia, não se tratou de uma mera coincidência o facto de Catherine Ashton querer divulgar a nomeação da supracitada e também de Mariangela Zappia, como representante da Comissão Europeia na ONU em Genebra, no dia internacional da mulher 

quarta-feira, fevereiro 16, 2011


Desenvolvimento da Indústria diamantífera de Angola



O analista da Stratfor, Mark Schoeder, examina o desejo angolano em desenvolver a indústria diamantífera angolana e como essa possível cooperação com a República da África do Sul pode destronar a influência angolana nesse sector.

“The Angolan government is promoting fresh investment in its diamond sector. At the recently concluded international mining convention in South Africa last week the Angolan geology and mining minister stated that the diamond sector in Angola in the coming 15 to 20 years could rival its oil sector in output and value.
The northeast region of Angola finds itself with the highest concentration of diamonds in the country but actually getting to this region is easier said than done. The road network to there is in poor shape. Now interestingly there are plans, however, to rehabilitate the roads on the Angolan side but on the other side of the border, South Africa has plans to actually build entirely new road infrastructure that will link up to this region in the coming years. The Development Bank of Southern Africa, which is a state-owned bank of South Africa, recently approved a loan of $262 million to the government of Zambia to build on an addition to what’s called a north-south corridor, which is a road network that ultimately links the South African port of Durban with the Tanzanian port of Dar es Salaam. But this new extension that the South Africans approved will create a new road network in western Zambia, where there is little economic activity going on currently, but leading to Angola and could tap into the road network that the Angolans have proposed rehabilitating. Now what this road network will do is permit a decent overland supply chain into Angola’s diamond-rich, northeastern region.
In the short term, it makes full sense for the Angolans and the South Africans to cooperate in promoting this diamond sector in Angola. They each bring unique characteristics to the table. The Angolans need the financial and technical know-how from the South Africans, who are long players in diamond and other mineral mining operations in the entire southern African region. But in the long run, especially on the Angolan side, they must fear what this enhanced cooperation may do to their influence and control at home. And permitting the South Africans to develop not only the diamond sector but a robust supply chain network linking the diamond-rich region of northeastern Angola into the north-south corridor of South Africa, could lead to Angola losing control and influence over that region to the South Africans. The South Africans can just slowly deepen their influence over this very rich part of Angola that is the one prize the South Africans have not been able to entrench their control over.”

Republished duly authorized by  www.stratfor.com

quarta-feira, fevereiro 09, 2011


Crise na Costa do Marfim – Painel de Chefes de Estado




(transcrição com a devida vénia do semanário  “Angolense”, de 5 de Fevereiro)

Após acesas discussões, e por entre um lobby intenso das duas «fac­ções» e dos países seus apoiantes, o Conselho de Paz e Segurança da UA decidiu estabe­lecer um painel especial de Che­fes de Estado que deverão «num prazo de não mais de 30 dias» encontrar uma solução de cum­primento obrigatório para todos os ivoirienses.
O Conselho – composto por Jonathan Goodluck (Nigéria), Ro­bert Mugabe (Zimbabwe), Jacob Zuma (África do Sul) e Hihike­punye Pohamba (Namíbia), sendo os últimos quatro aliados do Pre­sidente dos Santos – decidiu que o painel deverá ter um represen­tante de cada uma das 5 regiões do continente (Magrebe, África Ocidental, África Oriental e Áfri­ca Austral) e apoiada por uma equipa de peritos, que envidará todos os esforços diplomáticos e políticos no sentido de encontrar «uma solução negociada e pacífi­ca que ponha em primeiro lugar os interesses do povo ivoiriense».
Caso para dizer que dos três eixos propostos por Angola, dois já foram alcançados: O descarta­mento do uso da força e «a solu­ção africana para um problema africano». O que não está claro é como fica a situação da Presi­dência da República: «Presidente Constitucional» Gbagbo ou «Pre­sidente Eleito» Ouattara? Eis a questão.
Dúvidas e incertezas
A União Africana indicou cin­co Chefes de Estado para consti­tuir o painel encarregado de en­contrar uma solução para a crise política na Costa do Marfim num prazo de não mais de um mês.
Os líderes do Burkina Faso (CEDEAO), Tchad (África Cen­tral), Mauritânia (Magrebe), África do Sul (SADC) e Tanzânia (Àfrica Oriental) farão parte do painel, juntando-se a Bingo wa Mutharika e Jonathan Goodluck.
Espera-se que o painel defina uma resolução de cumprimento obrigatório para ambas as partes do conflito ivoiriense, o Presiden­te em funções Laurent Gbagbo e o Alassane Ouattara, reconheci­do pela comunidade internacio­nal, incluindo as Nações Unidas, como o vencedor das últimas elei­ções presidenciais realizadas em Novembro de 2010.
Conforme noticiava a Voz da América em Dakar, a 31 de Ja­neiro de 2010, observadores no entanto já expressam dúvidas quanto à consecução desse desi­derato, seja quanto à efectividade do cumprimento obrigatório, seja no prazo indicado. O único con­senso entre os membros do painel parece ser o que o Presidente Ab­del Aziz resumiu dizendo que «a única maneira de encontrar uma solução africana para um proble­ma africano é através da aplicação da sabedoria, cultura e valores africanos».
Quanto ao resto, segundo as mesmas fontes, as divergências persistem. Enquanto o Presidente Jonathan da Nigéria e Presidente em exercício da CEDEAO conti­nua defendendo a posição do uso da força para apear Gbagbo do poder, Jacob Zuma da África do Sul, em representação da SADC, defende que os mediadores da União Africana «deverão ter em linha de conta as preocupações de Gbagbo em relação à eventuais fraudes efectuadas no processo de votação». Observadores acre­ditam que a posição de Zuma foi concertada com o Presidente dos Santos de Angola, a primeira e até agora única voz que se posicionou explicitamente a favor de Gbagbo.
Este manifestou através de um porta-voz que acolhia favoravel­mente a criação do painel, e con­vidava-o desde já a deslocar-se à Costa do Marfim para promover as negociações com Alassane Ouattara. Porém o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Algid Djedje foi avisando que o seu go­verno «não aceitará as suas cons­tatações a não ser que estejam de acordo com a constituição ivoi­riense», numa clara indicação que rejeitará qualquer conclusão que indique que Gbagbo perdeu as eleições de Novembro, já que foi declarado vencedor pelo Conse­lho Constitucional.
Angola - Isabel dos Santos persegue jornalista - por Gisela Amaral




Terça, 08 Fevereiro 2011 18:24



Lobito - A filha primogénita   do Presidente José Eduardo dos Santos, Isabel, tem estado a perseguir, em tribunal o jornalista português Nuno Pinto, a quem acusa de a ter ofendido, desonrado o seu bom nome (Dos Santos) e invadido a intimidade da sua vida privada. 
O jornalista, num artigo escrito a 19 de Julho de 2007, em colaboração com Ricardo Marques e Helena Cristina Coelho, indicava que o casamento de Isabel dos Santos, com o congolês-norueguês Sindika Dokolo, teve três mil convidados e dois aviões foram alugados para transportar os convidados do exterior. Mais, os jornalistas mencionaram que, no frescor da sua juventude, Isabel dos Santos levava uma vida boémia, de farras e citam um caso em que, a jovem, no Brasil teve de ser apoiada pelo protocolo após ter ingerido meia garrafa de whisky. Estas são as ofensas.

Quando do seu casamento, a imprensa independente angolana, nomeadamente o Agora, Folha 8 e o Angolense, escreveram sobre os aviões alugados que transportaram os convidados do casal, a partir de França e Portugal. Na altura, os jornais também fizeram referências ao facto dos convidados terem  vindo a Angola sem vistos, e terem passado a imigração sem quaisquer problemas. Os excessos do casamento, que se calculava a um custo total de quatro milhões de dólares, foram amplamente divulgados em Angola, sem que para tal a Isabel dos Santos tivesse coragem de se sentir ofendida e processar a imprensa angolana. Os pasquins, como chama o seu pai.

Sobre a vida boémia e de bebedeiras de Isabel dos Santos, a sociedade angolana pouco se importa, mas é verdade. No casamento do General João de Matos com a ex-miss Angola Emília Guardado, no Mussulo, Isabel dos Santos “varreu” duas garrafas de champanhe Cristal, calculadas cada uma ao preço de dois mil dólares. É o seu lado Azeri. Nada de mal. O pai não bebe.

O problema é o argumento invocado por Isabel dos Santos para atormentar os jornalistas portugueses, algo que em Angola remete aos subordinados do seu pai. A Sra. Isabel dos Santos alega que é uma pessoa altamente profissional e competente, mui respeitada e acarinhada em todo o mundo pelo seu “perfil educado e refinado”. Assim, Isabel dos Santos sente-se exposta, como figura pública, que frequenta os mais altos círculos empresariais portugueses e angolanos.

Por todas essas injustiças, a Princesa, como também é conhecida, pede um indemnização de 25 mil euros pelo “sofrimento” por que está a passar, para entregá-los a Cruz Vermelha de Angola, como boa samaritana que é.

Isabel dos Santos, tem sido presidente da Cruz Vermelha de Angola, há muitos anos. Os funcionários da CVA praticamente desconhecem que a filha do presidente os tem dirigido, no papel. Nunca a viram nas instalações da CVA, cujo estado de degradação é bastante visível. Não se conhecem actos de caridade de Isabel dos Santos para com os angolanos, para além das suas monumentais farras no Miami Beach, seu restaurante.

O que Isabel não menciona no caso, é que a sua riqueza não ofende a socidade angolana. Esta é feita à custa da pilhagem do país por parte do seu pai e a quadrilha que o cerca, levando a morte milhares de angolanos privados de serviços de saúde básicos, alimentação básica, etc.

A questão que se coloca aos leitores do Club– K, ora consagrados como jurados, é a seguinte. Apresentados os argumentos qual é o veredicto popular à queixa apresentada por Isabel dos Santos?

* Gisela  Amaral 

quinta-feira, junho 24, 2010

Um simples sacerdote  
Recebi por e-mail esta carta que transcrevo e que nos mostra o outro lado da “notícia”. A Igreja não é só um fosso de depravação e um antro de demoníacos pedófilos, mas essa mensagem não passa nos nossos media.
Façam o favor de ler.


UN SIMPLE SACERDOTE

Una carta del Padre Martín Lasarte, salesiano, desde Angola , África.


 

"Hace más ruido un árbol que cae que un bosque que crece" 

No pretendo hacer una apología ni de la Iglesia ni de los sacerdotes. El sacerdote no es ni un héroe ni un neurótico. Es un simple hombre, que con su humanidad busca seguir a Jesús y servir sus hermanos. 

Soy un simple sacerdote católico uruguayo que hace 20 años vivo en Angola .Me siento feliz y orgulloso de mi vocación.



Me da un gran dolor por el profundo mal que sacerdotes que deberían de ser señales del amor de Dios, sean un puñal en la vida de inocentes. No hay palabra que justifique tales actos.

Veo en muchos medios de información, la ampliación del tema en forma morbosa, investigando en detalles la vida de algún sacerdote pedófilo. 
Así aparece uno de una ciudad de USA, de la década del 70, otro en Australia de los años 80 y así de frente, otros casos más recientes… 
¡Es curiosa la poca noticia y desinterés por miles y miles de sacerdotes que se consumen por millones de niños, por los adolescentes y los más desfavorecidos en los cuatro ángulos del mundo! 

Pienso que a los medios de información no les interesa que yo haya tenido que transportar por caminos minados en el año 2002, a muchos niños desnutridos desde Cangumbe a Lwena ( Angola ), pues ni el gobierno se disponía y las ONG’s no estaban autorizadas. 

No ha sido noticia que haya tenido que enterrar decenas de pequeños fallecidos entre los desplazados de guerra y los que han retornado; que le hayamos salvado la vida a miles de personas en Moxico mediante el único puesto médico en 90.000 km2, así como con la distribución de alimentos y semillas;  que hayamos dado la oportunidad de educación en estos 10 años y escuelas a más de 110.000 niños... 

No es de interés que con otros sacerdotes hayamos tenido que socorrer la crisis humanitaria de cerca de 15.000 personas en los acuartelamientos de la guerrilla, después de su rendición, porque no llegaban los alimentos del Gobierno y la ONU. 

No es noticia que un sacerdote de 75 años, el P. Roberto, por las noches recorra la ciudad de Luanda curando a los chicos de la calle, llevándolos a una casa de acogida, para que se desintoxiquen de la gasolina; que alfabeticen cientos de presos; que otros sacerdotes, como P. Stefano, tengan hogares transitorios para los chicos que son golpeados, maltratados y hasta violados y buscan un refugio. 

Tampoco que Fray Maiato con sus 80 años, pase casa por casa confortando los enfermos y desesperados. 

No es noticia que más de 60.000 de los 400.000 sacerdotes, y religiosos hayan dejado su tierra y su familia para servir a sus hermanos en una leprosería, en hospitales, campos de refugiados, orfanatos para niños acusados de hechiceros o huérfanos de padres que fallecieron con Sida, en escuelas para los más pobres, en centros de formación profesional, en centros de atención a cero positivos… o en parroquias y misiones dando motivaciones a la gente para vivir y amar. 

No es noticia que mi amigo, el P. Marcos Aurelio, por salvar a unos jóvenes durante la guerra en Angola, lo hayan transportado de Kalulo a Dondo y volviendo a su misión haya sido ametrallado en el camino; 
que el hermano Francisco, con cinco señoras catequistas, por ir a ayudar a las áreas rurales más recónditas hayan muerto en un asalto en la calle; que decenas de misioneros en Angola hayan muerto por falta de socorro sanitario, por una simple malaria; que otros hayan saltado por los aires, a causa de una mina, visitando a su gente. 

En el cementerio de Kalulo están las tumbas de los primeros sacerdotes que llegaron a la región…  Ninguno pasa los 40 años.

No es noticia acompañar la vida de un Sacerdote “normal” en su día a día, en sus dificultades y alegrías consumiendo sin ruido su vida a favor de la comunidad que sirve. 

La verdad es que no procuramos ser noticia, sino simplemente llevar la Buena Noticia , esa noticia que sin ruido comenzó en la noche de Pascua. 

P. Martín Lasarte, salesiano, en Angola , África. 
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Misericordia  et  Pax

 Hna. María Soledad de Jesús

(Isola Goyetche)

HH. DOMINICAS DE SAN JOSE