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quinta-feira, junho 30, 2011

Escravatura no Sudão




A escravatura prossegue em África (designadamente, na Mauritânia e no Sudão) e igualmente noutros pontos do globo (Arábia Saudita, por exemplo). Estamos a falar de situações de escravatura reais e objectivas e não de escravatura encapotada que existe em vários pontos do nosso planeta, numa escala muito maior.
Os tímidos protestos ocidentais dificilmente chegam a Cartum e outras capitais africanas. Nobody really cares! A maior parte são oriundos de ONG’s e, de quando em quando, lá aparecem umas denúncias desgarradas de países europeus
O Governo islamista do Sudão do Norte, liderado por Omar al-Bashir (acusado pelo TPI de crimes contra a humanidade, crimes de guerra, violações graves dos direitos humanos e  genocídio),  detém um recorde da racismo desmesurado e violento contra a população não-islamizada do seu território. Uma das formas de perseguição consiste na escravização dos não-crentes, que continua igualmente a ser uma prática corrente em muitas partes do continente africano. Cerca de 35.000 africanos continuam a ser sujeitos à prática ignóbil da escravatura no Norte do Sudão.
Hoje em dia, a população Nuba, um povo autóctone da região, confronta-se com uma campanha de genocídio às mãos dos líderes extremistas do Norte. Muitos observadores temem que esta violência pode reacender a guerra civil de 22 anos, em que cerca de 2 milhões de pessoas foram mortas e dezenas de milhares forma levadas para o Norte como escravos.
Os relatos sobre a escravatura no Sudão podem ser consultados aqui  (Freeing the  black Jihad slaves).
O vídeo infra apesar de conter apenas fotografias  e áudio ilustra bem o que se refere.



quinta-feira, junho 23, 2011

A Apple e a China: condições laborais



É bom que os utilizadores do Ipad vejam o vídeo abaixo referenciado. É assim que a Apple ganha dinheiro e a China se torna uma grande potência, à custa do sacrifício humano.

O respeito pelos direitos laborais não é apanágio do Poder politico chinês. Segundo consta, a Foxconn, que fabrica em Chengdu, Provincia de Sichuan, componentes para a Apple, mas também para a Microsoft, Dell, HP e Motorola viola ostensiva e sistematicamente aqueles direitos, com horas excessivas de trabalho, recusa de intervalos para refeições, exposição a materiais químicos perigosos, incluindo o pó de alumínio, sob um regime militarizado de “caserna”. A Apple tem conhecimento destas violações na medida em que monitoriza o fabrico dos seus produtos para ulterior venda no mercado mundial.
Em 2010, a Foxconn esteve sob a luz dos holofotes mediáticos, porquanto 18 trabalhadores atentaram contra a própria vida, dos quais sobreviveram apenas 3.
É assim que a China se vai tornar, dentro de alguns anos, a primeira economia do mundo, com a conivência das empresas ocidentais.


sexta-feira, junho 03, 2011


Mulheres ao volante na Arábia Saudita

Uma activista saudita dos direitos humanos, Manal al-Sharif passou uma semana entre as grades, no passado mês de Maio, por ter enviado um vídeo para o YouTube, que mostrava claramente ela própria a conduzir um carro na Arábia saudita. O vídeo integrava uma campanha on-line encorajando as mulheres daquele país a sentarem-se ao volante, desafiando uma interdição legal que proíbe expressamente as mulheres de conduzirem.
Essa proibição legal é um dos inúmeros constrangimentos que pendem sobre as mulheres na Arábia Saudita e no mundo muçulmano, em geral.
Nos últimos meses verificámos que cidadãos do mundo árabe lutam pelos seus direitos e liberdades fundamentais em processos revolucionários que estão a introduzir enormes mudanças. Mas será que o sexo feminino foi esquecido? Quando é que lhe serão garantidos os mesmos direitos e liberdades? 

  

quarta-feira, março 09, 2011


Chocolates de sangue 2/2


Em 2001, as plantações africanas de cacau foram acusadas de utilizarem trabalho infantil e tráfico de crianças, um processo em que estava implicada a multinacional Nestlé. Esta empresa estava mais uma vez no centro da controvérsia ao comprar cacau que teria sido produzido utilizando crianças-escravas da Costa do Marfim e do Gana. Na época, um programa da BBC mostrava que milhares de crianças em vários países da África Ocidental, incluindo o Mali, o Burkina Faso e o Togo eram compradas às respectivas famílias e e enviadas para a Costa do Marfim para serem vendidas como escravas nas roças de cacau.
"Estas crianças, de idades que variavam entre os 12 e os 14 anos (e por vezes, mesmo, mais jovens) eram forçadas a trabalhos manuais árduos 80 a 100 horas por semana, não percebendo qualquer salário, sendo subalimentadas e regularmente espancadas. No escândalo que foi suscitado pelas revelações da BBC, a Nestlé manifestou as suas “preocupações” pela utilização de mão de obra infantil, mas não estava em posição para confirmar que o seu chocolate derivava de fontes de trabalho escravo.
 Em 2005, uma ONG que se dedica aos direitos humanos intentou um processo contra as companhias Nestlé, Archer Daniels Midland e Cargill no Tribunal Federal de Los Angeles por envolvimento em tráfico, tortura e trabalho forçado de crianças que cultivam e recolhem sementes de cacau que aquelas empresas importavam de África. A acção judicial foi interposta com base em dois regulamentos federais: a Lei de Protecção contra a Tortura e a Lei de Reclamações contra a Tortura a Estrangeiros.
O Fundo Internacional para os Direitos Laborais (International Labor Rights Fund – ILRF) com sede em Washington, bem como uma firma de advogados do Alabama especializada em direitos civis, interpuseram uma acção em nome de um grupo de crianças malianas que foram objecto de tráfico do Mali para a Costa do Marfim e obrigadas a trabalhar 12 a 14 horas por dia, sem receberem qualquer salário, pouca alimentação, privadas de descanso e objecto de sevícias. As 3 crianças que testemunharam foram forçadas a fazê-lo de forma anónima por medo de represálias, nos locais onde trabalhavam.

Em 2009, a IRIN News do Bureau da Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU denunciava esta situação, adiantando que o aumento drástico da pobreza estava na razão directa do aumento do trabalho escravo infantil na Costa do Marfim. De acordo com fontes governamentais, calcula-se que um quarto de todas as crianças na Costa do Marfim trabalhem e 8 em cada 10 são exploradas. Desde “trabalho sexual” (sic), abate de árvores, queimadas, subida a árvores para a colecta do óleo de palma, transporte de grandes pesos, trabalho doméstico não remunerado. A nível nacional, o número de pessoas que subsiste com menos de 1,25 dólares por dia passou de 10% em 1985 para 49% em 2008, de acordo com os dados do Banco Mundial.

Conclusões:
  • O trabalho infantil, pelo menos da forma brutal em que é praticado nalgumas partes do mundo (ou seja, um regime efectivo e tangível de escravatura), designadamente na África Ocidental é por definição condenável.
  • Finalmente, a Nestlé, sem embargo da sua dimensão e da sua pujança, é uma empresa que tem de respeitar as leis e a ordem internacional. Não está, nunca esteve, nem estará, acima da Lei. O que nos quer justificar é pura música celestial. Interessa saber se somos ou não capazes de a pôr - e a muitas outras empresas - nos carris.



domingo, outubro 24, 2010

Direitos Humanos - Dos assassinados para os assassinos





GENIAL LA FRASE FINAL , NO??.... "LOS DERECHOS HUMANOS SON PARA LOS HUMANOS DERECHOS " !!!!.

Hace poco, las madres de PANDILLEROS encarcelados, realizaron una manifestación, exigiendo los "DERECHOS" de sus hijos. 
Acá está la respuesta de una madre ciudadana, hacia la madre que protestaba. 
DE MADRE A MADRE: 
"Vi tu enérgica protesta delante de las cámaras de TV, en la reciente manifestación en favor de la reagrupación de presos y su transferencia a cárceles cercanas a sus familiares, y con mejores prestaciones. Vi cómo te quejabas de la distancia que te separa de tu hijo, y de lo que supone económicamente para tí, ir a visitarlo como consecuencia de esa distancia. 
Vi también toda la cobertura mediática que dedicaron a dicha manifestación, así como el soporte que tuviste de otras madres en la misma situación y de otras personas que querían ser solidarias contigo, y que contabas con el apoyo de algunas organizaciones y sindicatos populistas, comisiones pastorales, órganos y entidades en defensa de los derechos humanos, ONGs etc. etc. 
Yo también soy madre y puedo comprender tu protesta e indignación. 
Enorme es la distancia que me separa de mi hijo. 
Trabajando mucho y ganando poco, idénticas son las dificultades y los gastos que tengo para visitarlo. Con mucho sacrificio sólo puedo visitarlo los domingos, porque trabajo incluso los sábados para el sustento y educación del resto de la familia. 
Felizmente, también cuento con el apoyo de amigos, familia, etc. 
Si aún no me reconoces, yo soy la
madre de aquel joven que se dirigía al trabajo, con cuyo salario me ayudaba a criar y mandar a la escuela a sus hermanos menores, y que fue asaltado y herido mortalmente por balas disparadas por tu hijo. 
En la próxima visita, cuando tú estés abrazando y besando a tu hijo en la cárcel yo estaré visitando al mío y depositándole flores en su tumba, en el cementerio. 
¡Ah! Se me olvidaba: ganando poco y sosteniendo la economía de mi casa, a través de los impuestos que pago, tu hijo seguirá durmiendo en un colchón y comiendo todos los días. O dicho de otro modo:seguiré sosteniendo a tu hijo malhechor. 
Ni a mi casa, ni en el cementerio, vino nunca ningún representante de esas entidades (ONGs), que tan solidarias son contigo, para darme apoyo ni dedicarme unas palabras de aliento. 
¡Ni siquiera para decirme cuáles son MIS DERECHOS! 
¡Si estás de acuerdo con esta carta, hazla circular!.
 
Quizás entre todos, podamos revertir estos valores que existen en nuestro país, donde los delincuentes, ladrones, terroristas y corruptos tienen más derechos que los ciudadanos honrados y trabajadores, que sólo queremos vivir en paz.

¡ LOS DERECHOS HUMANOS SON PARA LOS HUMANOS DERECHOS !

quinta-feira, maio 20, 2010


Liberdade de expressão? 

Direitos Humanos?

 Com a devida vénia transcrevemos da edição on-line do 

ABC de Madrid o seguinte artigo (já agora , 

qualquer comentário é supérfluo e, por isso mesmo, 

despiciendo):


Pakistán bloquea Facebook

Pakistán bloquea Facebook
Imagen que acompaña al grupo creado en Facebook
Actualizado Miércoles , 19-05-10 a las 20 : 26

















Las autoridades paquistaníes han ordenado el bloqueo de
Facebook tras haber publicado los medios locales que se
 estaba organizando una convocatoria en esta red social
para celebrar el Día de las Caricaturas de Mahoma 
este jueves 20 de mayo.
Un miembro del Foro Islámico, Azhar Siddique,
ha tachado la convocatoria de «blasfema» y ha
asegurado que, además del bloqueo de  la plataforma,
se va a llevar a cabo una investigación sobre estos hechos.
El evento cuenta ya con más de 40.000 seguidores
 en Facebook y ha nacido como protesta a la censura
de un episodio de South Park en el que Mahoma
aparecía vestido de oso. A partir de ahí, Molly
Norris, un caricaturista de Seattle, decidió abrir
un concurso para que los artistas de todo el mundo
 hicieran dibujos de Mahoma el 20 de mayo como
respuesta a la censura del citado capítulo.

sexta-feira, abril 16, 2010

Terrorismo Canadá - tratamento dado aos combatentes afegãos -  Eis a tradução da resposta que o ministro canadiano da Defesa dirigiu a uma boa alma que a ele se lamentava da sorte reservada aos «combatentes» afegãos, prisioneiros nos centros de detenção no Afeganistão.


National Defence Headquarters 
MGen George R. Pearkes Bldg, 15 NT
101 Colonel By Drive
Ottawa , ON K1A 0K2 

Canada



Cara cidadã inquieta,

Obrigado pela sua recente carta exprimindo a sua profunda preocupação a propósito da sorte dos terroristas da Al Qaida capturados pelas forças canadianas, transferidos de seguida para o governo afegão e presentemente detidos pelos seus oficiais nos centros nacionais de reagrupamento de prisioneiros no Afeganistão.
A nossa administração toma este assunto muito a sério e a sua mensagem é recebida com muita atenção aqui em Ottawa.
Ficará feliz de saber que, graças à preocupação de cidadãs como a senhora, criámos um novo departamento na Defesa Nacional, que se chamará P.L.A.R.A., isto é, «Programa dos Liberais que Assumem a Responsabilidade pelos Assassinos».

De acordo com as directrizes deste novo programa, decidimos eleger um terrorista e colocá-lo sob a vigilância pessoal da senhora.
O seu detido particular foi seleccionado e será conduzido sob escolta fortemente armada até ao domicilio da senhora em Toronto a partir da próxima segunda-feira.
Ali Mohammed Ahmed bin Mahmud (poderá chamar-lhe simplesmente Ahmed) será tratado segundo as normas que a senhora pessoalmente exigiu na carta de reclamação.
Provavelmente será necessário que a senhora recorra a assistentes. Nós faremos inspecções semanais a fim de nos certificarmos, com a mesma firmeza da sua carta, de que Ahmed beneficia realmente dos cuidados e de todas as atenções que nos recomenda.
Apesar de Ahmed ser um sociopata extremamente violento, esperamos que a sensibilidade da senhora ao que descreve como o seu «problema comportamental» o ajudará a ultrapassar as suas perturbações de carácter.
Talvez a senhora tenha razão quando descreve estes problemas como simples diferenças culturais.
Compreendemos que tenha a intenção de lhe proporcionar conselhos e educação ao domicílio.
O seu terrorista adoptado é temivelmente eficaz nas disciplinas de close-combat e pode dar fim a uma vida com objectos simples, tais como um lápis ou um corta-unhas.
Aconselhamo-la a não lhe pedir para fazer uma demonstração durante a próxima sessão do seu grupo de yoga.
Ele é igualmente especialista em explosivos e pode fabricá-los a partir de produtos domésticos. Talvez seja melhor que a senhora os guarde fechados à chave, salvo se considerar (segundo a opinião que exprime) que isso o possa ofender.
Ahmed não desejará manter relações com a senhora ou com as suas filhas (excepto sexuais), na medida em que considera que as mulheres são uma espécie de mercadoria sub-humana.
É um assunto particularmente sensível para ele, que é conhecido por manifestar reacções violentas em relação a mulheres que não se submetem aos critérios de vestuário que ele recomenda como mais próprios.
Estou convencido de que, com o tempo, virá a apreciar o anonimato que oferece a burkha. Recorde que isso faz parte do «respeito pelas crenças religiosas», como escreve na sua carta.
Mais uma vez, obrigado pelos seus cuidados. Apreciamos bastante que cidadãos nos indiquem como fazer bem o nosso trabalho e ocupar-nos dos nossos congéneres.
Tome bem conta de Ahmed e lembre-se de que a observaremos.
Boa sorte e que Deus a abençoe.
Cordialmente,
Gordon O'Connor

sábado, março 27, 2010



Sadismo e tortura
- para quem não viu, vale a pena ter acesso a algumas das imagens deste programa da cadeia francesa France 2 ou ,pelo menos, ver os documentários, como este. É impressionante e diz-nos muito sobre a condição humana. 

No fundo, um número significativo de pessoas, não se importa de torturar gratuitamente desde que isso lhes dê uns minutos de fama.

O país da Revolução  de Maio 68, das greves permanentes, da contestação...que dificilmente é domado pelo poder capitula perante o poder da televisão!.

Antes a TV imbecilizava-nos, agora torna-nos sádicos.


Isto passou-se em França, já antes tinha havido uma experiência-piloto nos EUA e, como a história amplamente nos demonstra (veja-se o caso da Alemanha nazi, do regime dos "khmer rouge" de Pol Pot ou mesmo da nossa Inquisição, muito embora existam óbvias diferenças quantitativas e qualitativas entre todos eles) somos capazes de tudo.

Para quê os belos discursos sobre os Direitos Humanos, quando o homem continua a ser lobo do homem, independentemente das épocas e das circunstâncias? Estamos a perder tempo. Não aprendemos nada.