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quinta-feira, abril 28, 2011


Embaixador de Portugal no Canadá contra a “guettoização” do ensino para portugueses


Devido ao insucesso escolar da comunidade portuguesa o embaixador e o cônsul portugueses denunciam o risco iminente de criação de um "gueto linguístico" em Toronto. Sobre o assunto transcrevemos uma notícia da agência Lusa de 24 de Abril de 2011.

Toronto, Canadá, 24 abr (Lusa) -- O embaixador de Portugal no Canadá e o cônsul português em Toronto insurgem-se contra a ideia de criação de uma escola especial para alunos portugueses, advertindo que tal será um "gueto linguístico".
A possível criação de uma escola especial para alunos de origem portuguesa com o objetivo de ajudar a combater a taxa de abandono escolar foi anunciada, em meados de março, na imprensa diária de Toronto por uma administradora escolar portuguesa ("trustee") da direção escolar do ensino público de Toronto (o TDSB -- Toronto District School Board), Maria Rodrigues.
A Lusa tentou falar com Maria Rodrigues, que não esteve disponível para qualquer resposta.
A ideia de uma escola para alunos de origem portuguesa surgiu após a divulgação do último relatório do TDSB, que enumera na lista das conclusões, e como parâmetro reincidente, que os alunos que "falam português, espanhol ou somali em casa" figuram entre os que certamente não terminarão os seus estudos secundários.
No período 2004-2009, segundo o relatório, só 66 por cento do total de 103 alunos no 9.º ano que falam português concluíram o liceu.
Trata-se da segunda pior taxa de graduação da TDSB, a seguir aos alunos falantes de somali (67,5%) e antes dos de espanhol (57,8%).
O embaixador de Portugal no Canadá, Pedro Moitinho de Almeida, referiu que a mediatização de dados sobre o insucesso escolar de alunos de origem portuguesa originou "uma tentadora atribuição de uma etiqueta de conotação negativa à comunidade [portuguesa] em geral".
O embaixador frisou à Agência Lusa que "não é possível aferir com rigor qual a verdadeira situação do abandono escolar de alunos de origem portuguesa em Toronto, no Ontário ou no Canadá", por não existirem estudos com dados completos e aprofundados.
Por seu lado, o cônsul português em Toronto, Júlio Vilela, embora reconheça que possam existir problemas de desempenho escolar por parte de alunos de origem portuguesa, salientou à Lusa que "não é pela via de criação de um gueto linguístico que se melhora o desempenho escolar dos alunos. É pela via da integração".
"Não tenho a informação de que tal projeto exista. O que há atualmente é um grupo de trabalho criado e que por nossa sugestão irá incluir a Coordenação do Ensino de Português [no Canadá], o qual irá avaliar a situação, ver o que está na origem do problema e sugerir medidas que podem ser tomadas a médio prazo", asseverou Júlio Vilela.
Junto da comunidade portuguesa, o projeto recebe igualmente duras críticas.
O mais antigo administrador escolar português no Canadá, Eduardo Viana, considerou que "não é uma boa ideia separar os alunos e vai prejudicar a imagem da comunidade portuguesa".
"Na nossa comissão escolar [Halton-Oakville] temos 30 mil estudantes, dos quais cerca de cinco mil de origem portuguesa e felizmente não temos portugueses com necessidades especiais de ensino por mau aproveitamento escolar", disse.
Nellie Pedro, que foi administradora escolar no TDSB de 2000 a 2003, manifestou-se contra a ideia, contestando, desde logo, o critério baseado na etnicidade utilizado pelo TDSB para fazer o estudo.
"As notícias sobre esse estudo só têm o efeito de rotular todas as crianças de origem portuguesa, com a mensagem de que não vale a pena investir nelas pois já se sabe que irão falhar. Esquece-se até que elas são canadianas", disse.

EF.
Lusa/Fim

Apenas um pequeno comentário: Trata-se da habitual vergonha lusitana. Valha –nos Deus!
O problema não é de hoje, mas de sempre.


sexta-feira, abril 16, 2010

Terrorismo Canadá - tratamento dado aos combatentes afegãos -  Eis a tradução da resposta que o ministro canadiano da Defesa dirigiu a uma boa alma que a ele se lamentava da sorte reservada aos «combatentes» afegãos, prisioneiros nos centros de detenção no Afeganistão.


National Defence Headquarters 
MGen George R. Pearkes Bldg, 15 NT
101 Colonel By Drive
Ottawa , ON K1A 0K2 

Canada



Cara cidadã inquieta,

Obrigado pela sua recente carta exprimindo a sua profunda preocupação a propósito da sorte dos terroristas da Al Qaida capturados pelas forças canadianas, transferidos de seguida para o governo afegão e presentemente detidos pelos seus oficiais nos centros nacionais de reagrupamento de prisioneiros no Afeganistão.
A nossa administração toma este assunto muito a sério e a sua mensagem é recebida com muita atenção aqui em Ottawa.
Ficará feliz de saber que, graças à preocupação de cidadãs como a senhora, criámos um novo departamento na Defesa Nacional, que se chamará P.L.A.R.A., isto é, «Programa dos Liberais que Assumem a Responsabilidade pelos Assassinos».

De acordo com as directrizes deste novo programa, decidimos eleger um terrorista e colocá-lo sob a vigilância pessoal da senhora.
O seu detido particular foi seleccionado e será conduzido sob escolta fortemente armada até ao domicilio da senhora em Toronto a partir da próxima segunda-feira.
Ali Mohammed Ahmed bin Mahmud (poderá chamar-lhe simplesmente Ahmed) será tratado segundo as normas que a senhora pessoalmente exigiu na carta de reclamação.
Provavelmente será necessário que a senhora recorra a assistentes. Nós faremos inspecções semanais a fim de nos certificarmos, com a mesma firmeza da sua carta, de que Ahmed beneficia realmente dos cuidados e de todas as atenções que nos recomenda.
Apesar de Ahmed ser um sociopata extremamente violento, esperamos que a sensibilidade da senhora ao que descreve como o seu «problema comportamental» o ajudará a ultrapassar as suas perturbações de carácter.
Talvez a senhora tenha razão quando descreve estes problemas como simples diferenças culturais.
Compreendemos que tenha a intenção de lhe proporcionar conselhos e educação ao domicílio.
O seu terrorista adoptado é temivelmente eficaz nas disciplinas de close-combat e pode dar fim a uma vida com objectos simples, tais como um lápis ou um corta-unhas.
Aconselhamo-la a não lhe pedir para fazer uma demonstração durante a próxima sessão do seu grupo de yoga.
Ele é igualmente especialista em explosivos e pode fabricá-los a partir de produtos domésticos. Talvez seja melhor que a senhora os guarde fechados à chave, salvo se considerar (segundo a opinião que exprime) que isso o possa ofender.
Ahmed não desejará manter relações com a senhora ou com as suas filhas (excepto sexuais), na medida em que considera que as mulheres são uma espécie de mercadoria sub-humana.
É um assunto particularmente sensível para ele, que é conhecido por manifestar reacções violentas em relação a mulheres que não se submetem aos critérios de vestuário que ele recomenda como mais próprios.
Estou convencido de que, com o tempo, virá a apreciar o anonimato que oferece a burkha. Recorde que isso faz parte do «respeito pelas crenças religiosas», como escreve na sua carta.
Mais uma vez, obrigado pelos seus cuidados. Apreciamos bastante que cidadãos nos indiquem como fazer bem o nosso trabalho e ocupar-nos dos nossos congéneres.
Tome bem conta de Ahmed e lembre-se de que a observaremos.
Boa sorte e que Deus a abençoe.
Cordialmente,
Gordon O'Connor