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quarta-feira, março 30, 2011

Crise - Última hora! Situação altamente preocupante




Ele anda a ouvir coisas...

Já todos sabíamos que o país se encontrava mergulhado numa profunda crise...

Agora isto....

Será que ensandeceu!!!
Era só o que nos faltava.....!

terça-feira, março 15, 2011


Sócrates criou deliberadamente a crise

Valerá a pena governar, na actual conjuntura? Talvez não. O Poder pelo Poder já não será apetecível. Com efeito as circunstâncias não ajudam nada, mesmo nada. Vai daí e sem dar cavaco a ninguém, nem ao próprio Cavaco e lança-se o PEC 4. Vamos lá ver como reagem, sabendo-se, de antemão, que vão reagir mal. What did you expect? O dever de informar urbi et orbi passou a segundo plano, quando é uma questão essencial, em democracia e muito especialmente para um Governo minoritário, como é o caso. José Sócrates pode ter obtido uma licenciatura por caminhos ínvios, mas não é tonto: sabia exactamente o que ia acontecer. E aconteceu. Assim sendo, a crise é artificial. Foi provocada, para mais uma vez, num golpe de teatro duvidoso e reles, Sócrates dramatizar tudo e armar-se em vítima, no estilo eu-bem-queria-mas-estes-senhores-é-que-apostaram-no-caos, então vão à vida que eu vou à minha.
Nesta matéria, tanto quanto em apercebo, existem 3 teses:
(i)             a crise foi intencional e provocada pelo PM;
(ii)            a crise foi involuntária, mas deve-se à inabilidade do Chefe do Governo e, em parte, às suas mudanças de humor;
(iii)          a crise resulta de uma “combine” entre PR e Passos Coelho, em que o primeiro provoca e o segundo pega na “deixa”.
Para mim é evidente que a primeira tese é a que corresponde à verdade. A sociedade portuguesa chegou já ao ponto de ruptura. Muitos (entre os quais este vosso criado) anseiam não por um mudança de governantes, mas por um verdadeiro câmbio de regime, uma vez que este decididamente se esgotou e, por conseguinte não serve. A mega-manif. de Sábado ilustra isto mesmo e Sócrates sabe-o (aliás, já o sabia). Não informar PR, parceiros sociais, parlamento, os próprios Governo e partido. É deliberado ou involuntário? É involuntário quando pelo alínea c) do nr. 1 do artigo 201.º da Constituição da República
“(Competência dos membros do Governo)
1. Compete ao Primeiro-Ministro:
 c) Informar o Presidente da República acerca dos assuntos respeitantes à condução da política interna e externa do país»?
É involuntário quando a Oposição unanimemente condenou nos termos mais veementes o procedimento e o PM disse que submeteria o pacote ao Parlamento, sabendo antecipadamente e de fonte mais do que limpa que será chumbado?
Sócrates terá feito apenas um telefonema informativo para Passos Coelho, mas matéria desta importância e gravidade não teria de ser discutida e negociada antes?

A tese da inabilidade e das mudanças de humor (“amuos”) de Sócrates, bem como as suas vontadezinhas de pretenso régulo ibérico,  te-lo-ão levado involuntariamente a criar a crise, tese que é defendida por alguns, em especial por Marcelo Rebelo de Sousa, mas que, a meu ver, não pega. Este está, no fundo, a menorizar Sócrates fazendo-o mais burro do que realmente é. Ou seja, chega às seguintes conclusões: isto está tudo feito. Eu já combinei com o Barroso, com o Trichet e com a Merkel. Quem manda sou eu. Não tenho que dar satisfações a ninguém e muito menos a esse gajo que andou para aí a chatear-me. Eu não quero criar crises nenhumas, mas, porra, sou o PM da Tugalândia. Coelho que vá para a toca. Digam-me se isto tem alguma consistência ou se Sócrates é, de facto, estúpido?
A terceira tese é a do maquiavelismo político, de um pretenso “complot” à direita entre o PR e o Presidente do PSD. Cavaco desencadeia as hostilidades com o seu discurso de posse com uma mensagem subliminar bastante clara para toda a gente: tem a faca e o queijo na mão. Tudo isto vai mal. O Governo pode ir para a casa na primeira curva do caminho. Logo, atenção, muita atenção, ao que se segue. Passos Coelho aproveita a deixa,  é informado em cima da hora. Nada disto foi acertado, nem sequer falado. Bom, eis o pretexto: mata aí que eu esfolo depois. A tese é demasiado rebuscada para ser crível e os personagens são demasiado florentinos para serem verídicos.
Bom, resumindo e concluindo, a crise está criada, mas a solução não está à vista. Os velhos e obsoletos partidos políticos  vão movimentar-se, mas a sociedade civil, se estiver atenta, não deve perder esta oportunidade única. Isto agora tem de mudar a sério, chegou a hora. Yes, we can! Yes, we can! Yes, we can

domingo, outubro 24, 2010

Quo Vadis Portugal? 



O draconiano Orçamento de Estado proposto pelo Governo dito socialista, mas na essência liberal, do senhor José Sócrates, vai exigir ao Povo português sacrifícios incomensuráveis, num momento em que a Nação tem o astral em baixo e sente que se encontra bem no fundo de um atoleiro, cujo horizonte último é a miséria. Mais. As gerações vindouras e o respectivo futuro ficam irremediavelmente comprometidos com as políticas destes governantes ineptos que só se revelam capazes na mentira soez e peritos no roubo descarado

O Primeiro Ministro José Sócrates, após ter lançado medidas de austeridade de uma extrema dureza, designadamente o aumento de impostos directos (IRS) e indirectos (IVA que atingirá o nível recorde de 23%), o corte de n prestações sociais, o congelamento de salários e de carreiras, medidas umas demasiado violentas e outras meramente cosméticas, foram tomadas num clima de política quase laboratorial por pseudo-políticos ou pseudo-académicos (não sei bem como os qualificar) despóticos, arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real. Uma experiência muito similar à do dr. Frankenstein só que a culpa não recai num só homem e num só grupo. Necessitando de um parceiro para o tango, Sócrates fez um convite à dança ao PSD, que caiu como um patinho no primeiro PEC, mas que, agora, muito embora não tenha disposição para dançar, não conseguirá evitar “the last tango ...in Lisbon”. Só que não permitirá dançar muito  agarradinho e terá cuidado com as voltas e meias-voltas, porque pode espalhar-se ao comprido.

Mas qual é o objectivo destas danças e contra-danças? Reduzir o défice, a todo o custo. Porquê?

Porque a União Europeia assim o diz. Pronto. Acabou-se. Mas será só a UE?

Não, não é. O “maravilhoso” sistema em que a União Europeia se deixou envolver atirou-a para as “eminências pardas” que são as agências de “rating” a Fitch, a Moody's e a Standard and Poor's, todas baseadas nos Estados Unidos da América (onde havia de ser?) que virtual ou, mesmo, realmente (há que dizê-lo e frisá-lo) controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Portanto quem manda não são os Estados ditos soberanos, nem a União Europeia, mas estas agencias em que meia dúzia de “yuppies” de 30 anos ditam o futuro do mundo

Esta é a orquestra que toca o tango melhor que Piazzola e que não precisa da voz de Carlos Gardel.

Ora bem, com amigos como estes organismos, e Bruxelas, no background, quem precisa de inimigos?

Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França temente ao Huno e com medo, apavorada, mesmo, com o fim da hibernação da Alemanha, lembrando-se amiúde que as tropas germâncias invadiram o seu território por três vezes em setenta anos, tomando Paris como quem toma uma taça de champanhe (Facilidade? Paris foi conquistada não uma, mas duas vezes e da segunda patenteando o comportamento mais abjecto e cobarde dos franceses que fugiam diante da Wehrmacht como coelhos da matilha de cães). A Alemanha está ansiosa para se reinventar e para astutamente assumir o papel que lhe compete nesta Europa da desgraça, após os anos de pesadelo de Hitler. Paris treme. Está-lhe na massa do sangue.
Na Europa dita comunitária, a  França ficou com  a agricultura (e a aberrante PAC), a Alemanha ficou com os mercados para a sua indústria. Os demais países, uns bem, outros mal, lá ocuparam os seus lugares, na lógica de cada macaco no seu galho, olhando para o duo com respeito e veneração, mas obviamente sem ideias e, principalmente, sem força.

E Portugal? Olhem bem para as marcas de automóveis novos conduzidos por motoristas particulares para transportar os exércitos de "assessores" (que parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de que país vêm?
Não, não são Peugeots, Citroens ou Renaults, mas antes   Mercedes e BMWs. Tudo topo-de-gama,pois claro.

Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD e PS (ideologicamente desertificados, cuja governação não difere nada uma da outra e que apenas variam alguma coisa em função das personalidades que os controlam ), têm sistematicamente deitado pelo cano abaixo, com a maior desfaçatez e à-vontade, os interesses de Portugal e dos portugueses, destruindo a agricultura e as pescas (os agricultores portugueses são pagos para não produzir e os pescadores para não pescar, permitindo que os espanhóis o façam em seu lugar) e a indústria (que ou desapareceu ou se arrasta sem proveito, nem glória, á espera de alguma coisa que lhe caia do céu). Toda esta imensa destruição do tecido produtivo lusitano, a troco de quê?

O que é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza numa base sustentável?

Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente da República, mas outrora primeiro-ministro durante dez anos, entre 1985 e 1995, momento em que a U.E. despejava milhares de milhões, às catadupas, nas suas mãos através dos fundos estruturais e de desenvolvimento, é considerado um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Foi eleito fundamentalmente porque era considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem tem um olho é rei), como se isso fosse um motivo suficiente para eleger um líder (uma das originalidades lusitanas), e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fosse um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que, infelizmente, até são). Mas há que dizer-se a verdade: Cavaco é o pai do défice público em Portugal e o campeão dos gastos públicos. Sócrates, coitado, não inventou nada: os jogos estavam feitos muito antes de chegar a S. Bento.

A “política de betão” cavaquista foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, no fundo, o resultado de uma inepta, descoordenada e, por vezes inexistente política de Ordenamento do Território, vergada, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e o povão.

Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, Porto e ao litoral, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para aí atrair grande parte da população radicada na orla marítima. Falhanço espectacular!

O resultado concreto, foi que as pessoas tinham agora os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais depressa. Os parques industriais ficaram-se sempre pela meia-casa e as indústrias criadas, em muitos casos já fecharam. Ninguém, porém, diz nada, nem sequer bate no peito, num mea culpa tardio, mas, quiçá, necessário.

Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE volatilizou-se em empresas e esquemas fantasmas.  Foram comprados Ferraris, Lamborghini, Maseratis. Foram organizadas caçadas de javali em Espanha.Foram remodeladas casas particulares, com luxo e sofisticação. 
No seu primeiro mandato, o Governo de Aníbal Cavaco Silva ficou a observar a forma como o dinheiro era malbaratado. No segundo mandato, a situação mudou ligeiramente: Cavaco limitou-se a verificar que os membros do seu governo perderam o controle e que participaram no bodo aos pobres. É fartar vilanagem! Então, tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político para não se queimar, porque chamuscado já estava.

Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres , um excelente Alto Comissário para os Refugiados e provavelmente um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Apelidado de “picareta falante”, com uma retórica temível, mas oca, era totalmente inepto e perdia-se como um adolescente que entrava num bordel pela primeira vez.

Sucedeu-lhe um diplomata de mérito, mas abominável primeiro-ministro Durão Barroso (nos dias que correm, Presidente da Comissão da UE, “Vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que acabou por criar mais problemas com o seu discurso do que conseguiu resolver, passou a batata quente para Pedro Santana Lopes, que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar, nem sequer qualquer noção do que era governar, além disso, sem se aperceber da armadilha astuta que lhe estava a ser montada por Sampaio. Fraco político, fraca cabeça, fraco homem foi parar ao caixote do lixo da história, em pouco tempo

A sua não actuação ou, melhor actuação desastrada, resultou nos dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores, mas que foi rapidamente asfixiado pelos interesses instalados e se deixou entedar em escândalos da sua própria responsabilidade, que em qualquer país digno desse nome, designadamente no mundo anglo-saxónico já teria sido demitido, a bem ou a mal, há muito tempo. Mas Portugal, país de brandos costumes, tudo perdoou, tudo esqueceu, tudo deixou passar.

E agora?

Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este PM de sapatilhas e de mentira fácil, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três biliões de dólares de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, quando nada foi feito para reformular o sistema, pagar pensões dignas, implementar programas de saúde ou projectos de educação a sério).

E, assim tal como os seus antecessores, José Sócrates, agora em minoria e a afundar-se, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas experimentais, não testadas e perigosas, que obviamente serão contra-producentes e não conduzirão ao fim em vista.

Eis Portugal no final da curva do caminho.

Valha-nos Nossa Senhora!


sexta-feira, outubro 22, 2010


Quem nos governa, quando pensamos ser governados por Sócrates?...


Há um axioma que diz que Sócrates não presta, e um teorema que diz que a coisa se podia, muito candidamente, ter logo resolvido no momento da crise da "Licenciatura", poupando-nos às terríveis sequelas do presente. Isso pressuporia, é óbvio, uma malha anglosaxónica de valores, que, a bem dizer, com o Senhor Cameron, outro servidor da Nova "Ordem" Mundial, também já está em riscos de ir pelo cano abaixo, pelo que vamos desculpar a "Licenciatura" do "Engenheiro", e ver em que estado ele está, três anos depois.

Sócrates é uma tíbia osteoporótica, que a Situação insiste em envernizar, para não se desfazer num monte de pó. Comparativamente com o país, está, todavia, de perfeitíssima saúde, capaz de enterrar a "Oposição", e de, mesmo que mal corressem as coisas, voltar a ganhar, com uns vinte votos de vantagem, sobre o vizinho do lado. Eu sei que isto dói, mas é primo da Verdade: se formos a eleições, Sócrates ganha outra vez.

Regressando ao tom da rua, Sócrates é um palhaço, e mais um dos palhaços que o Sistema de Bilderberg ensaiou, para fingir que os países ainda têm governos autónomos e breves margens de manobra para arrojos nacionalistas. Pelo contrário, o "Nacionalismo", neste momento, é só assegurado por desordeiros de rua, sem ideologia, exceto o queimar o carro do parceiro, e por extremismos, geralmente de Direita, subsidiados pelo Irão e seus primos. Os pseudomonárquicos, por sua vez, alinharam num reacionarismo ainda pior do que o dos Fundamentalistas Lusitanos, com os cegos a não quererem ver. Um Mundo glorioso, portanto, em forma de Opus Dei.

Pela sua fragilidade, as figuras de Bilderberg são sempre penosas e inquietantes: temos um "Sapatilhas", alimentado por uma vaidade que se escuda só deus saberá em que menoridade e autocomplacência existencial, mas, pragmaticamente, preso pelo rabo, em tudo o que são negócios escuros e obscuros, em processos na forma de espada de Dâmocles, numa sexualidade mal assumida e desmentida, a peso de ouro, pelas capas dos pasquins de cabeleireiro, em suma, alguém que, como os Harkoneen, de "Dune", tem uma válvula cravada no coração, para ser desligado pelos Senhores do Mundo, caso não cumpra o libreto que lhe puseram nas mãos. A contrapartida, é uma segurança, solidez e perenidade, aconteça o que acontecer, desde que SIRVA, e Sócrates é especialista em servir, pela sua menoridade humana, intelectual, política e histórica.

Os efeitos colaterais são um espantoso tratado de maquiavelismo, pois conseguiu arrastar, atrás do desastre do seu rastejar político, qualquer tentativa de se lhe opor, tendo tornado toda a Oposição refém do seu pântano, e, na forma de áparte, eu sei bem como se resolvia isto, que era dar-lhe um coice, e chumbar-lhe, desde já, aquela porcaria em forma de pen, a que ele chama "Orçamento". Suponho que seja a designação correta, mas em Inglês Técnico, porque, em qualquer vernáculo, o verdadeiro nome não seria Orçamento, mas Monte de m****.

O que lá está, no entanto, passada a leitura literal, é muito complexo, por que se insere numa dinâmica de várias frentes, que, em vários lugares do velho mundo civilizado, em riscos de regressar à barbárie, está a tomar o mesmo rosto. Os atores têm todos um idêntico figurino: são pequenos caciques, com pés de barro e rabo preso, que têm de obedecer, com a contrapartida de não serem desligados. A perversidade do seu percurso é conhecida: é o nosso palhaço de Vilar de Maçada, atrás descrito, e o seu alter ego, Aníbal de Boliqueime, o suprasumo do provincianismo de um país que deixou de ser grande há 500 anos; em França, o sarcoma de Sarkozy, um biltre, filho de imigrantes, fragilizado pelas origens, que se reclama de Pai da Nação e da Raça. Da raça dos filhos da P***, suponho. Na Alemanha, Merkl, a Chancelera-Fufa, vem das bastardias da Alemanha de Leste, um caixote de lixo social, político e económico, artificialmente mantido pela defunta URSS, por Miterrand e pela cadela, hoje ""Baronesa", Tatcher. De tal berço, só poderia vir uma gaja com tiques autoritários e uma mesquinhez de horizontes digna dos caixotes com rodas a que os alemães de Leste chamavam "carros". Em Itália, temos um porcalhão, refocilador de pegas, e que começou a carreira como palhaço de cruzeiros de gente com dinheiro. No Vaticano, um senil, representante de tudo o que de mais obsceno a Igreja produziu, e preso à vida por um fio, mas a durar, em forma de Duracell.

Não me vou estender mais, porque a tipologia está feita: esta gente não existe, e apenas está em cena, para que, por detrás de si, o verdadeiro Poder se possa, na semipenumbra, exercer.

Por mim, acelerava já o processo, e pendurava-os todos pelos pés, como fizeram a Mussolini e à sua Câncio, a rameira Clara Petacci, e apontava um foco de luz de nevoeiro para os bastidores, para fazer saltar de lá os verdadeiros ratos, mas os tempos são outros, e estas soluções violentas contraproducentes e, até, suscetíveis de desencadear movimentos de sentido oposto ao pretendido.

O problema é que Bilderberg, na sua ânsia de normalizar o Mundo, perdeu o pé, e perdeu-o, assim como o Mundo foi criado pelo Verbo, por uma das suas línguas, quiçá a mais importante, se ter tornado initeligível, e eu passo a explicar, já que, literalmente, o que estou a escrever, não tem sentido, e vamos falar da história do Dinheiro.

Um tempo houve em que a emissão do papel moeda estava diretamente indexada a uma equivalente quantidade de ouro, que, em caso de necessidade, poderia ser reconvertida. Os Keynesianos e todos os otimistas das contas desequilibras, como motor de crescimento e economias saudáveis, ideologia que me não repugna, passaram a assegurar uma reserva de ouro que já não cobria, na totalidade, o dinheiro papel em circulação, ou seja, em caso de aperto, se toda a gente quisesse trocar cromos por ouro, não haveria ouro suficiente para a quantidade de cromos a circular pelo mercado. De salto em salto, e cada vez mais longe da literalidade, o ouro, como garantia, foi substituído pelo poder e solidez das economias, que garantiam a validade de uma moeda circulante forte. A novidade, com a criação das especulações, por criminosos como Reagan, Tatcher, Cavaco Silva, Madoff, Trump e outros tantos, foi, num determinado momento, substituir a metáfora, que era o dinheiro, pela metáfora de uma metáfora, que era o deslizar de números impressos, ou iluminados em monitores, que estavam a substituir o dinheiro.

Simplificadamente, assim como num instante fatal, deixou de haver ouro suficiente para cobrir as notas em circulação, em 2010, já não há dinheiro suficiente para suprir à quantidade de números fictícios com que nos bombardeiam, e é isso que agora faz a horrível aflição do Sistema Financeiro.

Por mim, tudo bem: de cada vez que um banco se prepara para falir, eu sorrio para as flores e penso "vai com deus, meu filho", mas, de cada vez que um banco abre falência, nós vamos atrás, porque somos sustentados por esse dinheiro que não existe e economias em fase adiantada de osteoporose, suportadas pelo tráfico da droga, das armas, dos corpos e do plutónio, por exemplo. Para essas atividades, ainda é útil que existam bandeiras de conveniência, como Portugal, mas é líquido que quando puderem atuar descaradamente, e esse dia está perto, se desembaraçarão dos Estados, e ficarão no seu Far West global, connosco a sermos ricocheteados por toda a casta de balas.

Para os líricos, que se contentam com falar de "Falência do Capitalismo", eu faço um sorriso amargo, e digo que a coisa é muito pior do que isso: é a falência do Mercantilismo, e, pior ainda, o fim de uma metáfora milenar, criada na Cária, se bem me lembro, onde um Rei Creso se lembrou de cunhar a primeira moeda, criando a primeira triangulação virtual entre dois bens e um símbolo que representava o seu valor. Aquilo a que estamos a assistir não é ao fim do Capitalismo, é ao fim da Moeda, e prestes a ingressar num estádio primitivo de troca real de bens. Nós, Portugueses, que não produzimos nada, exceto lixo humano, como Carrilho, Sócrates, Aníbal, Durão, Vítor e João Constâncio, Berardo, Paulo Teixeira Pinto, Dias Loureiro e outros tantos, nada teremos para trocar com os outros povos, mal a Moeda se dissipe, enquanto Linguagem. Foucault iria adorar o que eu escrevi. Eu, contudo, não adorei, e detestei, mesmo, porque o que aqui está é narrado, é tão só o fim da Civilização, tal como a conhecemos e glorificámos.

Nota final: Transcrito, com a devida vénia e respeitando os direitos de autor de Arrebenta-The Braganza Mothers (http://comunidade.sol.pt/blogs/arrebenta/archive/2010/10/22/Quem-nos-governa_2C00_-quando-pensamos-ser-governados-por-S_F300_crates_3F002E002E002E00_.aspx)

sábado, março 27, 2010

O grande embuste – A entrada de Portugal na então C.E.E., hoje U.E., assentou basicamente em duas ou três premissas: (i) encerrado o ciclo do império, tratava-se de uma questão de sobrevivência porque não existia qualquer outra alternativa; (ii) todo o relacionamento exterior de Portugal, desde o comércio externo, passando pelas correntes tradicionais da emigração, para culminar nas relações politicas preferenciais tinha como ponto focal  o espaço europeu, ou seja a Europa, mais Europa e sempre a Europa; (iii) desta fluíam rios de leite e mel e os lusitanos, tal como outros, iriam beneficiar dessa dádiva celestial. Poderíamos acrescentar mais qualquer coisa ao quadro, mas o essencial girava em torno disto.  Corrijam-me se estou a asnear!
Assim se contou esta história às criancinhas e, mal e porcamente, se explicou a mesma historieta ao Povo. Mais. Não podiam subsistir dúvidas nem interrogações. Pela boca de Mário Soares, o maior demagogo e trafulha da história portuguesa (de que, aliás, Sócrates é um fraco imitador), o Povão não tinha que se pronunciar, nesta questão, que afectaria o seu futuro e o dos seus descendentes para sempre,  porque os “partidos democráticos” eram favoráveis à entrada de Portugal na C.E.E.  Logo a questão não era essencial e, alem disso, estava toda a gente que contava basicamente de acordo, leia-se do mesmo lado da barricada – os comunas, não, mas quem são os comunas?
Em suma, esta mais não foi que a habitual politica lusitana da meia-bola e força e quem vier a seguir que feche a porta.
Assim, as explicações não primaram nem pela clareza, nem pela profundidade. Não houve verdadeiro debate público. Não se pesaram os prós e os contras. E, sobretudo, não se advertiu o “pagode” de que haveria uma factura a pagar, nalguns casos bem pesada, que  se divisavam perigos na linha do horizonte e que o pais poderia não estar preparado para o grande embate – a adesão poderia constituir um tratamento de choque que poderia dar nova vida ao doente ou atirá-lo para o outro lado.
Lá vamos, cantando e rindo...Primeiro com Cavaco: “deixem-nos trabalhar” – leia-se, não vêem o leite e o mel a correr pelas ruas? Querem acabar com isto? Eu até não tenho dúvidas e raramente me engano. Depois, com Guterres que, sem prejuízo do verbo fácil, nunca percebeu o que estava a fazer e cada vez se afundava mais no “pântano da politica portuguesa”. A bem dizer, as dificuldades surgiram na última fase de Cavaco em que o leite e o mel começaram a correr em menor quantidade e, principalmente, com Guterres, que, atarantado, não  se assumiu como governante.
Aí, constata-se que o “país está de tanga”, Barroso dixit, verdade de Lapalice, mas, cá pelo sim ou pelo não o melhor é abandonar o barco. Vem Santana, playboy assumido e sem qualquer ideia digna desse nome na sua pobre cabecita louca.
Pois bem, Guterres demite-se, porque não está para aguentar o estado a que as coisas chegaram e acaba por ganhar um belo tacho (tachão) como Alto Comissário para os Refugiados. Barroso foge cobardemente para Bruxelas, deixando o “rectângulo” entregue à bicharada. E, e, e...com um super-tachão. Santana é despedido como uma criada de servir.
Sócrates vem na linha directa desta gente. Só que depois dos grandes equilíbrios macro-financeiros dos primeiros tempos, tentados mas nem sempre conseguidos, lá foi gastando alegremente. Era preciso dar ao povo a noção de que ainda havia leite e mel. Não, não havia. Não teve a mais pálida  ideia do furacão que se avizinhava e interrogado sobre a crise financeira, retorquiu que isso era com os outros, que não era connosco.  Depois, entra tudo em derrapagem: o leite e o mel deixaram de correr de vez. Mas continuou a escamotear os problemas, a fazer de conta, a mentir – nas pequenas e nas grandes coisas (o que nem sequer é grave, no dizer de Inês de Medeiros).
Agora, Sócrates apressa-se a dizer que não somos a Grécia, que as situações não são comparáveis, que isto está muito melhor do que por aí se diz. Com franqueza, alguém acredita realmente nestas balelas?
Não podemos fazer nada. Estamos de pés e mãos atadas.
Tinham de ser tomadas medidas a sério que implicavam grandes sacrifícios. Todos nós sabemos disso. Tal não foi feito.
A factura será ainda mais pesada ou, mesmo, incobrável, mas ninguém tem a coragem de nos dizer isto mesmo e de assumir as suas responsabiidades.
É este o grande logro, o grande embuste, a grande patranha.
Infelizmente, inscreve-se num conjunto apreciável e, como vimos, constante e sólido de inverdades, de mentiras e de mentirolas.