domingo, julho 04, 2010

Promoções, nomeações - Trabalhas num gabinete? És membro, militante, simpatizante ou, de algum modo, próximo do partido no Poder? Fazes parte da Internacional Cor de Rosa (ou em linguagem politicamente correcta da Internacional Arco Íris)? Opus dei ou Opus Gay? Usas avental com alças ou sem alças? Explica num parágrafo e meio como fazes o teu networking nas Necessidades e fora delas? Tens a certeza que não tens amigos inapresentáveis, quer do ponto de vista social, quer económico, quer político? Deste o corpo ao manifesto ou serviste-te do corpo para subires na vida? Não tens coluna vertebral? És invertebrado ou para lá caminhas? A tua programação por objectivos inclui (a) "lixar o parceiro antes que ele me lixe a mim" e (b) "beijar o cú do chefão pela manhã, lambê-lo ao meio dia e... mais não digo"? As respostas equilibradas e ponderadas a todas estas perguntas dar-te-ão o lugar ao Sol que sempre ambicionaste.
Nota do editor: não ao Sol do Terceiro Mundo, nada de "Cs", entenda-se!

Citações - Das Forças Armadas ...
“...Estes crimes e erros deram origem, à situação triste que hoje vivem as Forças Armadas, por vezes ignoradas, mal tratadas, desconsideradas social e materialmente, ultrapassadas que foram (e se deixaram ser) por instituições que lhe eram equiparadas. Forças Armadas em relação às quais chega a ser posta em causa a necessidade ou vantagem da sua existência. Isto certamente porque, por um lado, o inconsciente colectivo do nosso povo registou, não perdoa, que seus militares, formados e pagos para defenderem a Pátria, como juraram, desistissem de o fazer, após o sacrifício valoroso de tantos dos seus filhos; e por outro pela habilidade, com que políticos cúmplices de tais militares têm sabido tirar proveito de tal situação ignominiosa criada. Só o tempo, e o adequado comportamento de novas gerações militares e civis, mas não a História, irão esfumando tal registo na memória colectiva e reabilitando a Instituição.”

General Silvino Silvério Marques in “Qual de nós terá razão?”

sexta-feira, julho 02, 2010

Telefónica está viva da costa


Adoro os comentários patrioteiros e nacionalistas que se ouvem por aí, pelo que eles revelam da saloiice lusitana e por não se centrarem no fundo da questão. Independentemente de todas as histórias por contar e certamente são muitas, vamos ao essencial:
(i)           A PT é uma empresa privada, onde o Estado não controla – et pour cause – mais de metade do capital. Na Assembleia Geral, votaram a favor da proposta da venda da Vivo à Telefónica ¾ dos accionistas enquanto apenas um quarto votou contra. Logo, as coisas foram democrática e legalmente decididas em Assembleia Geral. Todavia, houve uma entorse abusiva por parte do Estado, com a utilização da Golden Share, numa atitude premeditada, prepotente e frontalmente contrária aos mecanismos da economia de mercado.   
(ii)          Não se podem por entraves à livre circulação de capitais, regra de ouro que deve ser respeitada a todo o custo, pilar fundamental da União Europeia a que perencemos. Ora, estamos na União Europeia ou não estamos?  É que talvez fosse preferível não estarmos a julgar pelo choro das carpideiras. Como me dizia um diplomata português que eu conheci muito bem, num conturbado período de perguntas e respostas numa conhecida universidade europeia, no país onde estava acreditado, a que assisti, pouco antes da nossa adesão à então CEE. Dizia ele, calmamente, perante o coro de opiniões negativas que se ouviam insistentemente por parte dos professores, estudantes, jornalistas  e pseudo-estudantes: “Não somos obviamente obrigados a ingressar no clube. A opção está sempre entre entrar ou não entrar, mas se entrarmos temos de respeitar integralmente as regras.” Por outras palavras, se ingressamos no clube respeitamos os estatutos.
(iii)         Como muito bem refere a edição de ontem do Financial Times “Golden shares were created to make privatisation politically palatable” e foram utilizadas muito raramente.  Não sou insensível ao patriotismo, antes pelo contrário, mas neste caso, sem embargo dos argumentos em prol do “interesse estratégico nacional”(aliás, sempre muito discutível)  e quejandos, trata-se de uma operação meramente comercial e não mais do que isso. Não me venham com histórias da carochinha! Nesta matéria quem tem unhas (capital) é que toca guitarra, o resto é “cumbersa”.

Este manifesto e despudorado desrespeito pelas regras comunitárias, que aceitámos livremente e sem quaisquer constrangimentos, já nos levou à condenação (e risota) na praça pública – “colonial folly” no dizer do mesmo Financial Times - e daqui vamos passar para a barra dos tribunais, onde a sentença não nos será favorável. Acresce que a utilização da “golden share” e a forma como foi feita   desacredita-nos e desacredita ainda mais a Europa que queríamos e queremos construir. Não é com patriotismos bacocos e com atitudes imbecis que atingimos os nossos objectivos. Isto faz lembrar aqueles jogadores de futebol que se atiram para o chão na grande área adversária para ver se ganham o penalty. É feio, muito feio quando não se sabe perder. Doa a quem doer, as regras são para cumprir. Ponto final!
Perguntinha sacana que não vem a despropósito: será que estaríamos melhor se tivéssemos feito uma parceria com Carlos Slim? Era isso o que queria Sócrates?

quarta-feira, junho 30, 2010

Frase do dia 

Every society clings to a myth by which it lives. Ours is the myth of
economic growth", but... "is it possible to achieve prosperity without
growth?"

A 2009 report from the Sustainable Development Comission of the UK
Custo de vida comparado - 2/2 - Verificamos que Lisboa figura na 72ª posição e Madrid na 52ª. Depois das explicações já prestadas em posts anteriores, insistimos na pergunta, porque razão é que se perpetua a situação dos abonos de representação em Espanha? Para quando a revisão de todo o sistema baseado neste estudo da Mercer? Se Luanda, Tóquio, Moscovo e Genebra são das cidades mais caras, seguidas de perto por Copenhague, Oslo e Seul, entre outras, que mecanismos excepcionais estão previstos para corrigir de imediato os erros na atribuição dos abonos? Para quando a introdução de um factor de risco, devidamente ponderado, em cidades de grande instabilidade e turbulência (conflito armado regional, guerra civil, terrorismo,  alto índice de criminalidade, tráfico de droga, condições de grande degradação em termos de salubridade e de saúde pública, etc.), com a correspondente compensação financeira? E  o estabelecimento de seguros de vida para todos os funcionários destacados para estas cidades? E a introdução do chamado "R&R" (Rest and Relaxation) , ou seja férias extra periódicas de 2 em 2 ou de 3 em 3 meses, por temporadas muito curtas (4, 5 dias, máximo uma semana), à semelhança do que fazem outros países (EUA, Canadá, RU, Alemanha, por exemplo).
É preciso mudar alguma coisa, para que  não fique tudo na mesma!
Pensamos que a situação é bastante clara  e que o Gabinete do Secretário-geral e o 4º andar bem podiam arregaçar as mangas e começar a trabalhar.

Custo de vida comparado das diferentes cidades - 1/2


Nem de propósito (ver os meus posts de hoje), a Mercer acaba de publicar o seu relatório sobre o custo de vida comparado das diferentes cidades no mundo (v. http://www.mercer.com/costoflivingpr#City_rankings) como segue:


Classificações das cidades
Primeiras 50 cidades da lista da Mercer em termos de custo de vida
Base: Nova Iorque, EUA
Classificação 2010
Cidade
País
1
LUANDA
ANGOLA
2
TÓQUIO
JAPÃO
3
N’DJAMENA
TCHADE
4
MOSCOVO
RÚSSIA
5
GENEBRA
SUÍÇA
6
OSACA
JAPÃO
7
LIBREVILLE
GABÃO
8
ZURIQUE
SUÍÇA
8
HONG KONG
HONG KONG
10
COPENHAGUE
DINAMARCA
11
SINGAPURA
SINGAPURA
11
OSLO
NORUEGA
13
VICTORIA
SEYCHELLES
14
SEUL
COREIA DO SUL
15
MILÃO
ITÁLIA
16
PEQUIM
CHINA
17
LONDRES
REINO UNIDO
17
PARIS
FRANÇA
19
TEL AVIVE
ISRAEL
19
NAGÓIA
JAPÃO
21
SÃO PAULO
BRASIL
22
BERNA
SUÍÇA
23
NIAMEY
NIGER
24
SYDNEY
AUSTRÁLIA
25
XANGAI
CHINA
26
ROMA
ITÁLIA
27
NOVA IORQUE
EUA
28
VIENA
ÁUSTRIA
29
RIO DE JANEIRO
BRASIL
30
SÃO PETERSBURGO
RÚSSIA
31
HELSÍNQUIA
FINLÂNDIA
32
DACAR
SENEGAL
33
BANGUI
REP. CENTRO-AFRICANA
33
MELBOURNE
AUSTRÁLIA
35
AMESTERDÃO
PAÍSES BAIXOS
36
BACU
AZERBEIJÃO
37
BRATISLAVA
ESLOVÁQUIA
38
CANTÃO
CHINA
38
NOUMEA
NOVA CALEDÓNIA
40
ATENAS
GRÉCIA
40
DOUALA
CAMARÕES
42
CHENJEN
CHINA
42
DUBLIM
IRLANDA
44
ISTAMBUL
TURQUIA
45
ABIDJAN
COSTA DO MARFIM
45
HAVANA
CUBA
47
PRAGA
REPÚBLICA CHECA
48
BRAZZAVILLE
CONGO
49
BARCELONA
ESPANHA
50
FRANKFURT
ALEMANHA